Campanha Salarial
A categoria rejeitou nacionalmente a traição do sindicalismo mensalão e fez a Empresa recuar


6 de novembro de 2005

O que foi assinado no último dia de greve foi uma minuta de Acordo Coletivo, uma espécie de pré-Acordo. O Acordo, propriamente dito, tem que ser assinado ainda em novembro, no Ministério do Trabalho, com a presença de, pelo menos, a maioria dos membros do Comando de Negociação para oficializar o Acordo Coletivo.
A minuta foi assinada por apenas quatro membros do Comando de Negociação, do PT, PCdoB e PSTU.
A minuta assinada foi uma demonstração de peleguismo tão grande da maioria do Comando de Negociação que a própria empresa foi obrigada, pela pressão dos trabalhaores a estender o abono para toda a categoria, contrariando o que eles mesmos assinaram na calada da noite com o sindicalismo mensalão do PT-PCdoB-PSTU, que excluia os trabalhadores em licença médica do benefício. Com sindicalistas como estes a empresa deita e rola, pois eles assinam qualquer coisa.
Era só ter feito pressão na negociação que nós teríamos conseguido o que a própria empresa deu e muito mais. É por isso que precisamos de uma nova direção para o nosso movimento nacional. O acordo coletivo foi tão prejudicial aos trabalhadores que a empresa está descaradamente passando por cima.
Em 2006, queremos um acordo salarial com novas conquistas, com um reajuste salarial de verdade e para isso precisamos organizar o movimento a partir de hoje, reabrindo a campanha salarial para que efetivamente sejam negociadas conquistas para os trabalhadores e canceladas todas as perseguições e punições contra os grevistas.

Veja aqui carta DEGET da ECT nº 203 de 30 de outubro de 2005