Não às retaliações
ECT, traiçoeiramente, descumpre acordo coletivo e persegue grevistas

6 de novembro de 2005

A direção da ECT está promovendo uma onda de perseguição aos trabalhadores ecetistas, para tentar se vingar dos trabalhadores depois da greve.
Enquanto os sindicalistas mensalões são premiados pelos serviços prestados à ECT contra os trabalhadores, os companheiros que sustentaram a greve, nos principais setores em todo o País, estão sendo perseguidos. Em vários estados a polícia interna da ECT, a Ginsp (Gerência de Insepção) está convocando os trabalhadores para depor sobre seus atos na greve diariamente, funcionando como se fosse uma agência da Polícia Federal dentro da própria Empresa.
A empresa já promoveu uma série de transferências, retirou as funções de companheiros motoristas, operadores de empilhadeiras e motoqueiros, além de manter um clima de verdadeiro terror nos setores, com o assédio moral constante sobre os trabalhadores, tentando virar o jogo depois de terem sido derrotados com a realização da maior greve da categoria, em nível nacional.

ECT não cumpre o que assina

A direção da ECT assinou a proposta de acordo coletivo, no qual assumia que não perseguiria nenhum trabalhador com retaliações. Impuseram um reajuste salarial miserável, contando com a traição do sindicalismo mensalão do PT-PCdoB e, agora, pelas costas começam a perseguir os grevistas, passando por cima do que assinaram e do acordo no TST. A direção da empresa se comporta como verdadeiros bandidos que não respeitam nada, sem palavra e sem lei.

Ditadura do mensalão

É o esquema mensalão que acha que pode fazer qualquer coisa: roubar o dinheiro da empresa, mentir no TST e perseguir por pura vingança aqueles que carregam a empresa nas costas. Vamos mostrar que a categoria não vai aceitar a ditadura dos mensalões, que acham que na empresa não tem lei e que os trabalhadores podem ser usados e abusados.
A Corrente Ecetistas em Luta está chamando os trabalhadores e os sindicatos de luta filiados à Fentect a se juntar para colocar um fim no vale tudo da direção mensalão da ECT. Vamos reabrir a campanha salarial, na medida em que o acordo coletivo não foi homologado no Tribunal do Trabalho, não tendo validade legal definitiva. O sindicalistas mensalões somente assinaram uma minuta do acordo, para poderem encerrar a greve. Se a empresa não cumprir o que assinou, os trabalhadores não têm outro caminho a não ser organizar um movimento nacional pela decretação do estado de greve e reabrir a campanha salarial. Estamos chegando no final do ano e, agora, é o melhor momento para colocar um ponto final nos desmandos dentro da empresa, já que é o pico no número de objetos manipulados. Vamos mostrar que ninguém está satisfeito. Queremos o cancelamento de todas as punições e o fim da compensação das horas paradas, já que todo o fluxo postal foi normalizado. Chega da política da chibata na ECT. Afastamento dos capitães-do-mato na direção da empresa em Brasília e nas chefias nos setores. Abaixo a ditadura do PT-PCdoB no governo e na direção da empresa.