PCCS – Plano de Cargos, Carreiras e Salários
Sindicalismo mensalão ataca Oposição Ecetistas em Luta... para tentar aprovar um PCCS da empresa
9 de dezembro de 2005
Na última reunião da diretoria colegiada da Fentect – Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, o sindicalismo mensalão do PT-PCdoB, convocou a Comissão Nacional responsável pelas negociações do PCCS para fazer o serviço sujo de defender o cancelamento da plenária nacional contra as demissões e atacar a Oposição Ecetistas em Luta.
A Comissão do PCCS é composta pelos petistas Maria de Lourdes Felix, presidente do sindicato do Ceará e Maurício Rosa, da CUT de Santa Catarina, pelo representante do PCdoB, Gilberto Antonio, do Rio Grande do Sul, pelo também gaúcho Jorge Henrique Rolin, pelo representante do PSTU, Mário César Barbosa de São Paulo e por Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, presidente do sindicato de Minas Gerais.
Durante meses a diretoria da Fentect se recusou a garantir as passagens áreas e infra-estrutura para que os membros da Comissão da Fentect pudessem discutir o assunto. Agora, num passe de mágica todos estavam em Brasília no dia da reunião colegiada com o discurso decorado de que não poderia ser convocada plenária nacional para os dias 10 e 11 porque não tinham elaborado proposta sobre o PCCS.
Diante da colocação da Oposição Ecetistas em Luta de que estavam se prestando ao papel de cobertura para a política do mensalões da diretoria da Fentect, defendendo o cancelamento da plenária, como membros da Comissão do PCCS, partiram para uma defesa aberta dos mensalões contra a Oposição Ecetistas em Luta.
Apagaram toda a sabotagem da Comissão do PCCS pela maioria da diretoria da Fentect, dizendo que se o projeto de PCCS é ruim deve-se ao fato de que a Oposição Ecetistas em Luta não participou da elaboração. Nada mais conveniente. Querem fazer aprovar um PCCS que reproduz os princípios gerais da direção da ECT, através de uma assessoria, que como anterior, defende a política da direção da ECT, ao preço de vultuosa soma, excluindo da Comissão os membros da Oposição Ecetistas em Luta.
Contrataram uma assessoria entre quatro paredes, reproduzindo o esquema da assessoria anterior, que foi expulsa de uma plenária nacional pelos trabalhadores.
Na reunião chegou-se ao extremo de ninguém assumir a contratação, dizendo que sequer haviam lido o contrato.
A Comissão do PCCS tem sido usada em larga escala como instrumento de barganha com a direção da ECT em troca de cargos. O único membro da Comissão eleito no Conrep, que não se vendeu para a empresa assumindo cargos foi o companheiro Pedro Paulo. Por isso as reuniões são feitas clandestinamente ou em situações onde é sabido que o companheiro não terá condições de participar.
O banditismo dos mensalões é tamanho que o próprios membros da Comissão do PCCS foram obrigados a declarar que somente nas reuniões com a direção da ECT estão presentes todos os membros, pelo simples motivo de que a empresa, por motivos legais, é obrigada a avisar todos os membros da Comissão com antecedência bem como fornecer as condições de passagens necessárias.
A Oposição Ecetistas em Luta denunciou a utilização da Comissão do PCCS para defender a política da direção da ECT em troca de cargos e privilégios e criticou a atual política na comissão como uma traição aos interesses dos trabalhadores. Mal terminada a reunião onde por proposta da Oposição Ecetistas em Luta foi aprovada a obrigatoriedade de convocação oficial por telegrama de todos os membros, com antecedência e passagens providenciadas, uma vez que todo os sindicatos em nível nacional têm pago imensa soma para garantir tais condições de funcionamento, os mensalões da comissão novamente se reuniram clandestinamente tomando decisões, sem sequer consultar.
Informamos o movimento nacional do que realmente está acontecendo e chamamos desde já a não apoiar a proposta de PCCS feita nos moldes da direção da ECT, a toque de caixa, entre quatro paredes.
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