
PCCS 15 de fevereiro de 2006 Membros do PT, PCdoB e PSTU na comissão do PCCS da Fentect pagam assessoria técnica para esconder que apóiam PCCS da Empresa. Em 2004, quando a Fentect iniciou as negociações do PCCS com a ECT, a Oposição Ecetistas em Luta denunciou a contratação milionária da acessoria de J. Pinho (Assessoria técnica) pela Fentect, um assessor técnico venal que defendia abertamente a política patronal do governo Lula, chegando ao ridículo de defender o PCCS da ECT, o que ocasionou o repúdio geral da categoria, expulsando o “Assessor Técnico” da Plenária Nacional do PCCS, pela porta dos fundos. O que é a CRDH? A CRDH é uma empresa de consultoria que trabalha com grandes empresas e sindicatos burocráticos que na sua maioria esmagadora são dirigidos pelos mensalões do PT (Articulação) a exemplo do SINDAGUA (COPASA). Mensalões prepararam PCCS que divide e cria competição entre trabalhadores A proposta do PCCS dos mensalões feito em conjunto com a CRDH apresenta uma progressão que vai dividir o conjunto dos trabalhadores. Sabem que a discussão do PCCS é de mentirinha No entanto, apesar dos atuais mensalões formularem um PCCS patronal para se opor ao modelo do SCR da empresa, na verdade esse documento dos mensalões faz parte da encenação de uma peça de teatro para esconder que já assinaram para a ECT um cheque em branco dando a ela o direito de aplicar o PCCS que ela bem entender, através da assinatura do acordo salarial 2005/2006, quando após elaborarem um esboço de PCCS que a empresa não quis discutir, traíram os trabalhadores assinando um acordo ainda pior do que os dos anos anteriores em cuja cláusula concordavam em serem apenas meros participantes das discussões do PCCS, sem exigir nenhum direito de decisão enquanto representantes da categoria . Veja a Cláusula assinada pelos mensalões do PT, PCdoB e PSTU. Cláusula 45 – PROCESSO DE REVISÃO DO PCCS – PLANO DE CARREIRAS CARGOS E SALÁRIOS “A ECT dará continuidade ao processo de revisão do PCCS, com a participação da FENTECT, com vistas à implantação de um novo sistema e carreiras e remuneração”. Compare, agora, com a cláusula do ACT/2003/2004: “...” Por um PCCS dos Trabalhadores baseado nas necessidades dos trabalhadores A infiltração da mentalidade patronal em nosso meio se dá através da tentativas de criar uma baixa estima para o conjunto dos trabalhadores, querendo estabelecer que os trabalhadores não são capazes de pensar, de estudar os problemas que precisam enfrentar e encontrar soluções para estes problemas sem que, para isso, tenhamos que contratar os “supostos técnicos burgueses” que são verdadeiros adoradores dos patrões. Carreira : É o nosso crescimento dentro da ECT; diz respeito à quantidade de referências Salariais (STEP´S) que o trabalhador vai adquirir a mais de determinado em determinado tempo de serviço prestado à ECT, em compensação ao desgaste físico e mental adquirido ao longo do serviço prestado e ao faturamento garantido à Empresa. Por isto, é necessário estabelecer o mínimo e o máximo que o trabalhador possa atingir e com critérios objetivos para corrigir distorções e valorizar todos os profissionais da Empresa. O piso deve ser de R$ 1500,00 e o teto sete vezes maior que o mínimo (R$ 10.500,00) e não como é hoje, acima de 23 vezes. Além disso, a quantidade de referências salariais tem que ser igual para todos os trabalhadores, independente de cargo e de nível (ex: 17 referências para cada trabalhador do nível básico, médio e superior) e não como é hoje, diferenciada. As referências devem ser adquiridas por antiguidade, extinguindo-se a referência por merecimento que serve de justificativa para a existência e aplicação subjetiva do GCR (Gerenciamento de Competência e Resultados), método para impulsionar a produtividade e para pressionar os trabalhadores a uma concorrência individual desastrosa e facilitar a empresa a promover os famosos trens da alegria, onde a empresa concedeu, por diversas vezes, mais de dez referências para os níveis técnicos e superiores enquanto o nível básico ficou sem nada. Cargos específicos – Os cargos devem ser específicos, tanto os da área operacional quanto os da administrativa, levando-se em conta cada tipo de serviço (Carteiro = entrega de correspondência; OTT = triar e manipular objetos postais; motorista = setor de transporte; Atendente Comercial = venda de selos e outros atendimentos nos caixas de agências; advogado = setor jurídico, etc). Em hipótese alguma devemos admitir cargos amplos, pois é uma fraude para legalizar o desvio de função e evitar a contratação de novos profissionais, obrigando o trabalhador a jornada excessiva, desvalorizando sua mão-de-obra e tornando-o um doente em potencial. Não devemos permitir muito menos que os ecetistas executem serviços de outras categorias como, por exemplo, ocorre com os atendentes comerciais que trabalham em dupla função: a de atendente e a de bancário, mas recebem apenas e mal porcamente o salário de atendente, enquanto a chefia fica com uma gratificação gorda e a ECT com parte do lucro e o Bradesco com o filet. Cargos de chefia, em todos os níveis – Estes cargos, têm que passar por minuciosa análise dos trabalhadores. Os trabalhadores têm que exigir a realização de eleição direta para os cargos de chefia, em todos os níveis, desde supervisor a presidente da empresa, com mandatos revogáveis pelos mesmos que os elegeram, ou seja, os trabalhadores. Como sabemos os cargos atualmente são utilizados para corromper dirigentes sindicais e tecnocratas de escritório, além de beneficiar os apadrinhados de políticos burgueses que dominam os correios. Para se candidatar a chefe, o trabalhador deve ser indicado por outros trabalhadores devendo ser uma pessoa de bom relacionamento com os companheiros, solidário e responsável na execução dos seus serviços. Salários – Uma vez determinado o piso salarial de R$1.500,00, devemos garantir o seu poder de compra com a inflação mensal incorporada automaticamente no salário do trabalhador. A ECT é uma empresa nacional, tem somente uma diretoria, um só presidente e uma única tesouraria centralizada em Brasília. O PCCS verdadeiro dos trabalhadores deve garantir um mesmo montante salarial para o trabalhador que ocupa função igual, em qualquer município do país. Com o reajuste automático para garantir o poder de compra do salário evitaremos as distorções salariais entre os companheiros, seja num mesmo setor, seja em regiões diversificadas. Esta proposta facilita a organização tanto da empresa quanto da categoria. Escala móvel de horas de trabalho sem redução dos salários – Esta proposta garante a melhor organização da vida do trabalhador. A Constituição Federal/88 garante ao trabalhador não trabalhar mais do que 44 horas semanais. Entretanto não fala da quantidade mínima de horas. Os patrões, aproveitando-se deste fato, criaram mecanismos de flexibilização trabalhista, banco de horas e uma série de outras maneiras para driblar o direito adquirido pelo trabalhador. O Ecetista está à disposição da ECT para trabalhar 40 horas semanais, de segunda à sexta-feira, salvo uma minoria que trabalha aos sábados num regime de 44 horas semanais. A ECT, nos últimos anos, tem obrigado o trabalhador a trabalhar menos de 8 horas diárias num determinado dia, alegando não ter serviço. Mas, ao liberar o trabalhador para ir embora mais cedo, por alguns minutos, ela cria uma política de compensação para o mesmo trabalhador trabalhar no sábado ou além do horário, em outro dia. O ecetista está a serviço da empresa e só deve trabalhar até 40 horas semanais. Se a ECT não tem serviço num dia e liberar o trabalhador para ir mais cedo embora é um ato da empresa que não poderá haver reposição pelo trabalhador. Com o avanço tecnológico dos meios de produção o trabalhador deve exigir que a empresa reduza sua jornada de trabalho sem redução dos salários. Temos que trabalhar menos e ganhar mais. É papel de todo trabalhador conseqüente ser solidário com os de sua classe. Por isso, temos que garantir o emprego de todos os trabalhadores através da redução da jornada de trabalho, sem redução dos salários. Trabalhar menos para trabalharmos todos. Questão do Salário: é importante abrir o debate sobre a questão fundamental sobre o Piso salarial, que hoje é uma verdadeira miséria que não passa de R$ 500,00, neste sentido devemos reivindicar o Piso Salarial que foi aprovado no último congresso da Categoria que é de R$ 1.500,00, salário que pode garantir uma situação mais digna para o conjunto dos trabalhadores, suprindo as suas necessidades básicas e de suas famílias
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