Correios
Não ao PCCS da empresa e do bloco PT-PCdoB-PSTU
15 de março de 2006
Na Plenária Nacional, realizada no dia 18 e 19 de fevereiro, em Brasília, o bloco PT-PCdoB mensalão se unificaram na defesa do Plano de Cargos, Carreiras e Salários proposto pela direção da ECT, que é a substituição dos cargos específicos por cargos amplos e a obrigatoriedade do curso superior para os trabalhadores ocuparem cargos na chefia.
Os mensalões, além de defenderem o cargo amplo na Plenária Nacional, apresentaram uma proposta de progressão que vai dividir o conjunto dos trabalhadores. No projeto de PCCS dos mensalões o trabalhador terá promoção verticalizada baseada na escolaridade, propondo que o carteiro só poderá ser diretor da empresa se possuir curso superior. Não por acaso os dirigentes sindicais mensalões estão em caravana se matriculando em faculdades para garantir uma eventual boquinha no futuro.
Enquanto o próprio presidente do Brasil, Lula, não cursou a universidade e é o chefe de todos os diretores regionais e do presidente da ECT, porque teve o apoio dos trabalhadores, os mensalões estão fazendo a política da direita de que o peão não pode mandar, porque não nasceu no berço de ouro e não consegue pagar a compra do diploma. Atualmente as faculdades são verdadeiras indústrias de diplomas, onde basta ter no mínimo R$ 500,00 mensais e qualquer um será doutor.
Fazem a política da direita de exigir o diploma para o trabalhador subir na hierarquia da empresa porque sabem que o peão, somente em casos excepcionais conseguirá pagar o diploma. As menores mensalidades são superiores ao piso da categoria. Trata-se de uma política de exclusão dos trabalhadores do poder na empresa. Se o trabalhador garante o funcionamento da ECT, sem diploma, apesar dos mensalões na direção, tem que mandar e tomar as decisões até o topo da ECT.
A corrente de oposição à diretoria da Fentect Ecetista em Luta fez aprovar na Plenária Nacional a proposta de que o PCCS da ECT e dos mensalões sejam levado para as assembléias de base. Apenas nas assembléias os trabalhadores podem repudiar o PCCS da empresa e dos mesalões e fazer aprovar as suas próprias reivindicações.
Este é o PCCS que queremos
Carreira
1)Estabelecer o mínimo e o máximo que o trabalhador possa atingir e com critérios objetivos para reduzir as desigualdades e combater a corrupção e os privilégios no alto escalão, valorizando os trabalhadores da empresa. O piso deve ser de R$ 1.670,00 (R$ 1.500,00 corrigido), e o teto deve ser cinco vezes maior que o mínimo (R$ 8.555,00) e não como é hoje, acima 23 vezes.
2)Mesma quantidade de referências salariais para todos os trabalhadores, independente de cargo e de nível (ex. 17 referências para cada trabalhador do nível básico, médio e superior) e não como é hoje, diferenciada.
3)As referências devem ser adquiridas por antiguidade, extinguindo-se a referência por merecimento que serve como justificativa para a existência e aplicação arbitrária do GCR (Gerenciamento de Competência e Resultados), método para impulsionar a produtividade e para pressionar os trabalhadores a uma concorrência individual. Enquanto distribui referências nos famosos trens da alegria, nos quais por diversas vezes, foram concedidas mais de dez referências para níveis técnicos e superiores, o nível básico fica sem nada.
Cargos específicos
1)Não ao cargo amplo (operador de correios ou nomes similares que substituiriam em concurso os atuais cargos de Carteiros, OTT, Atendente Comercial, Motorista etc) que legalizará o desvio de função e o aumento de trabalho dos ecetistas, para evitar a contratação de mais funcionários. Os cargos devem ser específicos, tanto na área operacional quanto na administrativa.
2)Reconhecimento da história funcional dos empregados que prestaram novos concursos na ECT.
3)Comissão de trabalhadores para controle e aplicação dos concursos e garantia do aumento do número de vagas, com levantamento do número de contratações necessárias na empresa para acabar com o excesso de serviço e as doenças ocupacionais decorrentes desta superexploração.
Eleição de Cargos de chefia, em todos os níveis
Eleição direta por todos os funcionários para os cargos de chefia, em todos os níveis, desde supervisor a presidente da empresa, com mandatos revogáveis pelos mesmos que os elegeram, ou seja, os trabalhadores.
Salário
1)Piso salarial de R$ 1.670,0 conforme manda a Constituição Nacional, a qual é clara em estabelecer que o salário mínimo deve ser o suficiente para as necessidades do trabalhador e sua família. O piso salarial deve ser o salário mínimo da categoria.
2)Aumento do valor da Referência Salarial de 5% para 7%
Diminuição da jornada de trabalho
Com a modernização crescente da ECT através da compra de equipamentos é evidente a maior produtividade do trabalho. Propomos a diminuição da jornada de trabalho da categoria para 35 horas semanais, para garantir a saúde e a possibilidade de estudo e lazer dos trabalhadores. Trabalhar para viver, não viver para trabalhar.
|