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Novamente a testa-de-ferro da empresa, Ana Néri, ataca o companheiro Edson Dorta para pressionar pela aprovação das metas na PLR

16 de março de 2006

Na última segunda-feira a diretora temporária da Fentect, Ana Nery, do PT na Bahia enviou comunicado aos sindicatos caluniando histericamente o companheiro Edson Dorta, membro da comissão da PLR, com o objetivo de intervir nas negociações que estão acontecendo sobre a participação nos lucros e resultados da PLR. A diretora petista acusa o companheiro Edson de nada menos que estar obstruindo a negociação da PLR

Qual é o verdadeiro sentido desta histeria e destas calúnias?

O bloco mensalão PT-PCdoB está em um claro conluio com a direção da ECT que está fazendo tudo para conseguir dos membros da comissão da PLR a assinatura da proposta da empresa a qual exige a negociação do lucro de 2006 até 31 de março, sem obviamente, apresentar o lucro.
Os mensalões querem que a comissão da PLR assine um cheque em branco para a empresa e mais, com metas, para sacramentar o GCR e a superexploração dos trabalhadores. É por isso que a diretora do sindicato da Bahia, a qual de tempos em tempos, assume o cargo de secretária dos aposentados, justamente em situações onde PT-PCdoB precisam de pessoas deste nível para defender a política da empresa atacando o companheiro Edson Dorta, único membro da comissão da PLR a ser recusar a atender a exigência da empresa de querer negociar o lucro sem apresentar o lucro, uma ilegalidade manifesta, incluindo metas e o GCR . O companheiro Edson Dorta está sendo atacado por ser o único a se recusar a dar um cheque em branco à diretoria da ECT. É por isso que Ana Nery interveio diretamente na comissão da PLR para tentar forçar a assinatura da PLR miserável e com metas, que só favorece a direção da empresa, na medida que impedirá ações judiciais posteriores. A histeria é para ocultar a tentativa de lesar economicamente os 100.000 trabalhadores da ECT
Apesar de parte da comissão da PLR ter se instalado em Brasília deste o último dia 6, tendo inclusive protocolado na empresa, a proposta definida na plenária nacional, até o momento o bloco mensalão está numa campanha pérfida e difamatória contra o companheiro Edson Dorta, exigindo que os mesmos fiquem em Brasília até a assinatura da proposta que a empresa quer. Já foi protocolada proposta aprovada na plenária nacional. Os mensalões, representados por sua testa-de-ferro, Ana Nery, querem obrigar a permanência da comissão da PLR para forçar a apresentação da proposta exigida pela direção da ECT, a qual impõe as metas e o cheque em branco.
Desde o início das negociações vê-se que a direção da Fentect preparou cuidadosamente as negociações para impor a vontade da direção da ECT.
A negociação da PLR de 2006 começou com a tentativa de humilhação da comissão dos trabalhadores. A empresa contratou uma palestrante patronal para dar um curso aos negociadores dos trabalhadores. Logo no início o companheiro Edson Dorta protestou e reivindicou dos demais membros da Comissão que exigissem o início imediato das negociações, uma vez que os trabalhadores já possuem seus próprios cursos, que são ministrados nos sindicatos, com assessores próprios, dos trabalhadores. Os membros da Comissão integrantes do PT e PCdoB imediatamente defenderam a empresa e a sua contratada, Sra. Fernanda Della Rosa, profissional da confiança da Federação dos patrões do Comércio. O curso se resumia a uma política para tentar desmoralizar as reivindicações dos trabalhadores, com insinuações de que o trabalhador é preguiçoso, por isso precisa de um estímulo para trabalhar mais! Um tapa na cara da categoria!
Ainda declarou que a PLR era um mecanismo que favorece as empresas e uma forma atual de relacionamento entre empregado e empregador, tão confiante na mentalidade patronal dos negociadores do bloco PT-PCdoB.

Na Federação os Sindicalistas Mensalões recebem ordens para pressionar a Comissão de PLR

As negociações na Fentect têm se transformado descaradamente em um balcão de negócios de elementos que, no movimento sindical, estão defendendo descaradamente a direção da ECT em troca de cargos e privilégios pessoais. A situação chegou ao ponto dos negociadores serem obrigados ao confinamento em Brasília para que os sindicalistas do governo consigam a assinatura dos acordos na base da ameaça, da corrupção e das negociações abertas com a direção da ECT em troca de cargos e outros privilégios. O caso da PLR é um exemplo claro. A plenária nacional já definiu uma proposta de PLR e rejeitou integralmente a política de metas e GCR. Esta proposta foi protocolada na empresa. No entanto, os mensalões simplesmente jogaram fora a decisão do movimento nacional e estão há quase 10 dias fazendo todo tipo de pressão, chantagem e de negociatas escusas para conseguir que os membros da Comissão da PLR assinem uma nova proposta ditada pela direção da ECT. É público e notório que a categoria receberá uma PLR miserável da mesma forma que nos anos anteriores, pois se baseia nas metas e na diminuição absurda do lucro declarado. A empresa está exigindo que os mensalões assinem a proposta simplesmente para que os trabalhadores recebam a esmola e os sindicatos não tenham prerrogativa legal para ingressar com a ação de incorporação da PLR ao salário, conforme decisão do movimento nacional e parecer jurídico de inúmeros sindicatos e da própria Fentect.
Esta operação criminosa dentro da Fentect é comandada pelo PCdoB que sempre foi o braço do governo dentro do movimento sindical. Não por acaso foram contra a criação da CUT, defendendo os pelegos interventores da ditadura militar, além de terem apoiado todo tipo de governo patronal (Collor de Mello, José Sarney etc). Atualmente são a tropa de choque do governo Lula, mantendo a sua tradição de partido antioperário, defensor dos interesses dos poderosos em troca de migalhas.
A Fentect atualmente é governada pelo PCdoB através da secretária de Finanças, Zélia “Canadá” “Ginsp”, a qual foi transferida de Brasília para o Rio de Janeiro através da Ginsp, a polícia do Correio, onde é lotada até hoje. Por isso não é de se surpreender a metodologia policial usada dentro da Fentect, de perseguição e difamação daqueles que defendem os interesses da categoria, como o que vem sendo feito com o companheiro Edson Dorta. A política de retaliação da direção corrupta da ECT, que já atingiu mais de 500 trabalhadores está sendo colocada em prática dentro da própria Fentect.
O PCdoB define nos bastidores o que será feito e utiliza o secretário geral da Federação e elementos desqualificados, em busca de diárias, como testa-de-ferro da operação comandada diretamente pela direção da empresa e do governo. O caso do secretário-geral da Fentect, Ivan Pinheiro, mostra que o PCdoB é um partido especializado na dissimulação de negociatas no movimento sindical exatamente como fazem no Congresso Nacional. Usam uma pessoa inválida, sem condições sequer de se movimentar sozinha e acompanhar as discussões nas reuniões, para assumir o ônus de toda a sua política. O atual secretário-geral da Fentect é uma pessoa sem condições sequer de participar de reuniões, em função da gravidade de sua situação física. Tanto nas reuniões da Fentect, como nas atividades do movimento nacional é o PCdoB quem toma as decisões, como todos puderam ver na última plenária nacional na qual o secretário-geral sequer esteve presente. É público e notório que ele já deveria ter se aposentado por invalidez na empresa há tempos e se afastado da direção do movimento sindical. No entanto, a permanência formal na secretaria-geral, assumindo o ônus da política do PCdoB, obedece ao acordo de bastidores para a sua indicação a cargo de confiança para conseguir uma aposentadoria com salário muito acima da categoria
108 mil trabalhadores são lesados para que meia dúzia de sindicalistas, que estão em fim de carreira, consigam através de um vasto esquema de corrupção, comandado pela ECT, privilégios aos quais não fazem juz e que sequer são do conhecimento dos trabalhadores aos quais eles dizem representar.
Nas atuais negociações da PLR é evidente que a orientação para que as exigências da direção da ECT sejam atendidas parte diretamente do diretor do sindicato do Rio Grande do Norte, Reginaldo Chaves Alcântara, ativo defensor do PCdoB e destaque na última plenária nacional nos ataques contra os membros da Corrente Ecetistas em Luta.
Reivindicamos o fim do confinamento da Comissão da PLR em Brasília, para tentar obrigar a assinatura do acordo miserável por exigência da direção da ECT.
Informamos que qualquer proposta oficializada a empresa que não tenha sido aprovada pelos fóruns do movimento sindical será objeto de denúncia na base e das conseqüentes medidas judiciais cabíveis contra as pessoas que traíram a confiança da categoria.
Reivindicamos o fim da utilização da Fentect como trampolim para a obtenção de cargos e privilégios na empresa. Propomos o afastamento imediato do secretário-geral, Ivan Pinheiro, o qual é uma pessoa inválida, usada como marionete pelo PCdoB e pela direção da empresa e a abertura de uma comissão de investigação do movimento nacional sobre as relações da tesoureira da Fentect, Ana Zélia, com a Ginsp, a polícia do Correio.
Reivindicamos que a direção da Fentect, ao invés de pressionar os membros da Comissão da PLR para se dobrar à vontade da direção corrupta da ECT, usem a sua energia e o dinheiro que recolhem dos trabalhadores para organizar uma campanha nacional contra as retaliações e contra a PLR esmola.


Coordenação nacional da Corrente Ecetista em Luta


Pedro Paulo de Abreu Pinheiro- Coordenador nacional da Corrente Ecetista em Luta
Presidente do Sintect- MG
Anai Caproni - Coordenadora nacional da Corrente Ecetista em Luta e diretora da secretaria da Mulher na Fentect