Denuncia nos Correios
Chefete da Agência Liberdade proíbe eleição de delegados sindicais


17 de março de 2006

A chefete da Agência Liberdade, Rosângela Quaresma, numa atitude que relembra os tempos de ditadura militar, proibiu a coleta de votos para delegados sindicais. Numa verdadeira ação fascista, a chefete Rosângela quis abusar de um poder que ela mesma não tem, que é de impedir a organização política e sindical dos trabalhadores ecetistas. O direito dos trabalhadores realizarem eleições para representantes sindicais dentro dos setores da ECT foi conquistado há muitos anos, sendo garantido inclusive pela Constituição Federal. A chefete Rosangela quer transformar a Agência Liberdade em um feudo, em um quintal de sua casa, onde ela possa exercer sua “autoridade” e perseguir os trabalhadores da maneira como bem entender. Por isso a chefete não quer delegado sindical no setor, para colocar em prática esse seu plano sórdido de massacrar os trabalhadores.
Chefete Rosângela possui um histórico de perseguição aos trabalhadores. Ela costuma, por exemplo, a obrigar os trabalhadores que estudam durante a noite a fazer hora-extra ou pegar turnos que inviabilizam a continuação dos seus estudos. Ela faz isso para tentar desmoralizar o trabalhador, porque ela acha que o peão não pode estudar, mas apenas receber ordens todos os dias de uma troglodita como ela.
Muitos funcionários estão se transferindo desta agência pois não agüentam mais a truculência desta chefete. Há ainda muitos trabalhadores que estão fazendo uso rotineiro de antidepressivos pois a AC Liberdade se transformou num verdadeiro campo de concentração.
Os mandos e desmandos da chefete Rosângela tem que acabar! A proibição da coleta de votos da eleição para delegado sindical no setor deve ser encarado como mais uma tentativa da direção da ECT de controlar o movimento operário. A direção da ECT usa de todas as artimanhas para impedir a organização política independente dos trabalhadores ecetistas, controlando os sindicatos através da mais completa corrupção dos dirigentes sindicais, com entrega de cargos e outros benefícios, e como agora interferindo diretamente numa eleição dos trabalhadores. Isso é um absurdo! Chega de chefes mandões, pessoas de confiança do alto escalão da ECT e do governo Lula. Chega de corrupção das direções sindicais, que traem os trabalhadores e não organizam nenhuma luta contra a exploração e os desmandos nos setores porque estão em busca de benesses pessoais dentro da empresa.
Por eleições diretas e controladas pelos trabalhadores na escolha dos cargos de direção na ECT em todos os níveis. Por mandatos revogáveis para a chefia, os trabalhadores têm o direito não apenas de escolher os mais capacitados dentre eles para dirigir a empresa, como também de substituir o dirigente que não estiver de acordo com seus interesses.
Pelo fim da corrupção no movimento sindical e da interferência da diretoria da empresa nas entidades dos trabalhadores. Por uma organização sindical independente dos patrões, do governo e da chefia. Sindicato é do peão e patrão nenhum põe a mão.