Perseguição aos grevistas em MG
No CDD Ibireté chefia transforma dia-a-dia de grevista em um inferno

Publicamos aqui denúncia de trabalhador dos Correios de Belo Horizonte

19 de fevereiro de 2006

O Sintect-MG entrou em reunião com a ASGET (Assessoria de Gestão das Relações Sindicais e do Trabalho de Minas Gerais) para exigir que se cumpram os direitos dos trabalhadores grevistas reforçando novamente que a perseguição aos trabalhadores que estiveram em greve é permanente e que se trata de uma ofensiva da ECT para acabar com o direito de organização dos ecetistas. Em Minas Gerais, recebemos declarações de trabalhadores sobre a atitude da chefia em diversos setores. Na reunião uma das denúncias partiu de um trabalhador do CDD Ibireté, transferido da AC Brumadinho após participar da greve. O empregado ao se dirigir à gestora do setor para reivindicar condições básicas de trabalho, como o endereço completo para realizar as entregas cuja falta era freqüente na distribuição da CEMIG, para evitar acidentes com cachorros recebia como resposta agressões, onde a chefe mandou que o companheiro “resolvesse sozinho, pois era problema dele”. A mesma gestora acusou por outras vezes o trabalhador por ter alertado os colegas sobre a questão de esforços com excesso de peso, de “aumentar o absenteísmo”, de induzir seus colegas a pegar atestados médicos”.
Além de ser assediado moralmente, o companheiro e seus colegas de trabalho sofreram na mão da chefia do setor um tratamento humilhante sendo que as reclamações sobre a organização da Unidade e sobre a SD relacionada a melhorias na condições de trabalho foram ignoradas completamente.
A direção da ECT quando não demite os trabalhadores, utiliza de outros meios como a transferência e a humilhação no cotidiano de trabalho para perseguir os grevistas. Os trabalhadores precisam dar um basta nesta situação enviando denúncias sobre o seu setor, entrando em contato com o Sindicato e a Corrente Nacional Ecetistas em Luta para que venham à tona as diversas perseguições e para colocar os chefes e a diretoria contra a parede.

Envie sua denúncia por e-mail: correios@pco.org.br ou telefone (11) 5583-0761.