
Correios - Assédio moral Publicamos neste número orientações aos trabalhadores sobre como agir em caso de assédio moral, já que isto tem ocorrido de forma constante dentro dos setores da ECT. A definição habitual de assédio moral é a seguinte: É a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e de longa duração , de um ou mais chefes dirigida a um ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego. Caracteriza-se pela degradação deliberada das condições de trabalho em que prevalecem atitudes e condutas negativas dos chefes em relação a seus subordinados, constituindo uma experiência subjetiva que acarreta prejuízos práticos e emocionais para o trabalhador. A vítima escolhida é isolada do grupo sem explicações, passando a ser hostilizada, ridicularizada, inferiorizada, caulpada e desacreditada diante dos pares e acaba 'perdendo' sua auto-estima. São poucos os casos em que o assédio moral é por uma questão individual de determinadas chefias, na maioria dos casos, os chefes humilham os trabalhadores seguindo uma política deliberada pela Empresa para aumentar a produtividade e a lucratividade. Parte desta política é incentivar a competição entre trabalhadores fazendo comparações pervessas e humilhando aqueles que não conseguem acompanhar o alto ritmo de serviço imposto pela ECT. A violência moral no trabalho tem levado trabalhadores a terem problemas como distúrbios da saúde mental não só em países atrasados como o Brasil, mas também em países do chamado primeiro Mundo como Finlândia, Alemanha, Reino Unido, Polônia e Estados Unidos segundo levantamento recente da Organização Internacional do Trabalho (OIT). O que os trabalhadores devem fazer? Caso julguem necessário, devem procurar de imediato assistência médica psicológica; Procurar o Sindicato e denunciar de imediato qualquer que seja a agressão sofrida; Procurar o apoio dos demais companheiros, pois o ritmo de competição e o individualismo só favorece à política de superexploração da ECT; Organizar, juntamente com o Sindicato, uma mobilização para tirar o chefe agressor do setor.
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