Correios – ES PCCS
Mesmo sem ter sido aprovado o novo PCCS, a ECT tem colocado o cargo amplo em prática na grande Vitória

Devido à falta de funcionários no CTC, a Empresa está colocando os carteiros para fazerem o serviço do OTT

22 de novembro de 2006

A Empresa vem pegando trabalhadores de todos os CDD´s e mandando para o CTC (que tem ficado com serviço atolado até o teto), para ajudarem na triagem de correspondências.
Esta medida é totalmente irregular, pois caracteriza o desvio de função e isto tem que ser amplamente denunciado. O que a Empresa vem fazendo de fato é colocar em prática o cargo amplo, que consta na proposta de PCCS dela e visa transformar o trabalhador da área operacional em pau para toda obra.
No próprio acordo coletivo, a ECT reconhece que não foi fechado nenhum acordo sobre o PCCS, pois foi estabelecida uma cláusula dizendo que as negociações entre representantes dos trabalhadores e a empresa continuariam. Só que agora ela quer colocar em prática, a todo o custo, uma medida que não foi aprovada, pois a proposta da empresa foi rejeitada pelos trabalhadores em nível nacional.
O que a empresa deveria fazer é contratar trabalhadores e resolver o problema do excesso de serviço no CTC. Problema este que já foi denunciado anteriormente pelo sindicato, mas que ela não quer solucionar. Fica cada vez mais claro que a única saída da ECT é obrigar cada companheiro a trabalhar por três.
A medida adotada, além de não resolver o problema no CTC, pelo fato dos carteiros não estarem familiarizados com o tipo de triagem deste setor, o que torna lenta sua produção, atola ainda mais os CDD´s, que por sua vez já têm os problemas das dobras e excesso de serviço ocasionado pela falta de efetivo e pelo não redistritamento.
Até agora a DRT e do Ministério Público não encaminharam a fiscalização das denúncias feitas pelo sindicato. O sindicato enviará novas denúncias, mas é necessário que, além das denúncias aos órgãos “responsáveis”, se crie uma ampla mobilização da categoria contra a perversa política da empresa e contra o caráter patronal destes órgãos públicos.