Boca no trombone
Sintect-MG denuncia situação do trabalho nos setores dos Correios

23 de outubro de 2006

Matérias publicadas no boletim do sindicato dos trabalhadores dos Correios de Minas Gerais, Carta Aberta nº 626, de 23/10/2006

O sindicato visitou várias unidades no interior e em todas os problemas são gritantes. Relatamos, a seguir, alguns dos problemas comuns que precisam de resoluções imediatas.

Conselheiro Lafaiete

Em Lafaiete as condições de trabalho estão péssimas. O contingente de carteiros não dá conta do serviço. As dobras têm sido o principal problema. É preciso que a ECT contrate, pelo menos, mais oito trabalhadores para o local.

Ipatinga

A pressão da chefia e o ritmo acelerado do serviço têm deixado muitos companheiros revoltados. Não bastasse isso, a categoria reclamou do péssimo acordo coletivo feito pelo comando de negociações mensalão da fentect. O pessoal apóia a Corrente Ecetistas em Luta e entende que é preciso construir a Corrente em todo o país para barrar de vez com o sindicalismo pelego, pró PaTrão que vem rebaixando continuamente o poder de compra do trabalhador deixando a ECT fazer o que bem entende com a categoria.

Governador Valadares

A ECT não está cumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho. Não tem Convênio Médico contemplando o psiquiatra. Quem precisa de tratamento psiquiátrico tem que ir a Belo Horizonte pagando as passagens do próprio bolso. A turma denunciou e pediu para o sindicato cobrar a regularização desse problema com a ECT.
Os companheiros estão inconformados com a palhaçada da Fentect em ter enfraquecido a campanha salarial e assinado um acordo ruim, uma verdadeira traição à luta dos ecetistas. Os companheiros propuseram para o sindicato enviar informativos mais regulares para a base e organizar cursos de formação para os cipeiros e delegados sindicais pois a ECT está tentando fazer a cabeça do pessoal da região. A categoria propõe que seja reorganizado o calendário de visitas às principais cidades porque é preciso fortalecer ainda mais o sindicato para ampliar nossa mobilização e garantir mais êxito na próxima campanha salarial.

Teófilo Otoni

Além de um acordo salarial medíocre a produtividade está cada vez maior e as dobras, debaixo do calor sufocante, têm aumentado a insatisfação que é geral. Os trabalhadores estão dispostos a comprar a briga e exigem a imediata contratação de trabalhadores para toda a região do Vale do Mucuri.

Itabira

O espaço físico da ECT é insuficiente para a organização do serviço. A ECT tem muito dinheiro para o mensalão mas não dá o menor valor para seus empregados. As condições de trabalho têm que estar adequadas às necessidades do serviço. O pessoal deixa o recado: “paciência tem limite e a nossa já chegou no fim.”. O curioso é que enquanto a ECT paga, há mais de ano, imóveis caríssimos em BH, para CDD's que nem existem (como é o caso do CDD Planalto), deixa a categoria do interior trabalhando nuns cortiços que são do tamanho de uma caixinha de fósforo. Isto tem que acabar!

Oliveira

Tem muito serviço e pouco funcionário. O local é pequeno, apertado e muito quente. Para piorar, não tem banheiro para mulheres. O único banheiro existente fica na agência, no setor interno, dificultando o uso dos carteiros. Na agência não tem computador nem impressora que prestem. O que existe lá é da época do onça. A ECT fala que vai dar um jeito, mas é só conversa fiada. O pessoal pediu para denunciar no Carta Aberta e organizar uma campanha, pois Oliveira é uma cidade importante e não pode mais ficar jogada às traças.

Divinópolis, Formiga, Diamantina, Lagoa Santa, Pedro Leopoldo, Coronel Fabriciano, Nova Lima, Varginha, Pouso Alegre e Itajubá

Todo o interior reclama do excesso de serviço. Os redistritamentos ficaram apenas no papel dos técnicos da ECT. É necessário fazer mais distritos nessas cidades e em várias outras, sobretudo do Sul de Minas.
O descaso dos REOP's é imenso. O terror e a exploração se espalharam pelo interior de Minas. A ECT quer sugar o sangue do trabalhador, mas não nos dá nada em troca. Nem salário decente, nem condições de trabalho.
O sindicato estará se reunindo com a ECT, ainda nesta semana, e levará todas as reivindicações dos trabalhadores pressionando a Empresa pelo atendimento das mesmas.

Falta tudo no ambulatório do CCE BH

Estão em falta os materiais para primeiros socorros e medicamentos básicos. O ambulatório está dentro de uma unidade com grande número de trabalhadores. Por isso deveria ter um plantão diário, com médicos e enfermeiros, bem como um veículo à disposição da categoria para eventuais emergências. Os cerca de 900 trabalhadores do CCE exigem o cumprimento dessa reivindicação.

Queremos o Vale Combustível

Queremos que a ECT nos dê o Vale Combustível no lugar do Vale Transporte. Essa é uma necessidade de todos os ecetistas que têm veículo, seja ele carro ou moto. O vale combustível facilita a vida do trabalhador que tem que levar ou buscar o filho para a escola, antes ou depois do trabalho. Além disso agiliza a vida de todos nós. Está na hora de toda a categoria dar o grito e se mobilizar para garantir essa reivindicação!

Queremos usar o estacionamento do nosso local de trabalho

É um verdadeiro absurdo a proibição do uso do estacionamento da ECT. As chefias que ganham até oito mil reais estão nos impedindo de usar o estacionamento da empresa para guardar nossos veículos. Nem bicicletas podemos guardar mais no pátio do correio. A ECT só deixa guardar se a gente devolver o vale transporte. Segundo ela, está seguindo a lei. Na hora de pagar um salário decente, conforme o artigo VII, da Constituição Federal, que garante um salário para uma família de quatro pessoas ter direito a saúde, alimentação, moradia, vestuário, transporte, cultura, lazer, etc a empresa se esquece de cumprir a lei, jogando-a na lata de lixo. Agora, quando é para melhorar as condições de locomoção e a vida do trabalhador, ela é sempre do contra. Depois quer ter um “clima organizacional” legal.
Os administradores da ECT têm que deixar de ser picaretas e liberar os estacionamentos da empresa para toda a categoria que tem veículo. Isso tem que ser um direito facultativo do trabalhador. Enquanto as chefias ficam com esta palhaçada os ecetistas estão sendo obrigados a deixar os veículos nas ruas. Somente neste mês de outubro quatro carros foram roubados em frente ao CCE BH, no anel rodoviário. O sindicato está realizando atividades com carro de som e atos públicos em frente ao CCE BH com grande participação da categoria. Foi feito um abaixo assinado para encaminharmos à presidência da ECT e ao Ministério do Trabalho exigindo o fim dessa retaliação juntamente com o direito ao vale combustível. Chamamos toda a categoria a se mobilizar em defesa dessas reivindicações.

Agradecimento

“gostaria de agradecer ao SINTECT-MG pelo apoio que tem me dado desde que fui perseguido, juntamente com alguns colegas da UD. Três Pontas. Quero orientar também aos colegas da Região Sul de Minas que qualquer irregularidade em seu setor de trabalho seja imediatamente denunciada ao SINTECT-MG para que sejam tomadas medidas necessárias.
Walter Egito Ferreira. Mat. 8227461-4 (subjúdice) Ud. Três Pontas-MG”.

Filie-se no SINTECT-MG. Fortaleça nossa categoria fortalecendo o nosso sindicato!