Assembléia em São Paulo
Trabalhadores criticam diretoria em assembléia nervosa

26 de agosto de 2006

Apesar da diretoria do sindicato não ter convocado a assembléia na maior parte dos setores foi uma surpresa para os mensalões o número de trabalhadores presentes. Cerca de 500 ecetistas participaram da assembléia e era visível o descontentamento com a diretoria do sindicato. A assembléia foi pequena comparável às realizadas nos anos anteriores, no entanto, foi bem superior ao que os diretores do Sintect esperavam, o que não impediu que vários diretores tomassem a palavra para acatar os trabalhadores por supostamente não participarem da assembléia, de estarem a favor da proposta da empresa, de facilitarem para a direção da ECT etc, repetindo um discurso que já estava preparado. Eles não convocaram a assembléia nos setores, furaram em inúmeras reuniões setoriais, com o claro propósito de enfraquecer a campanha salarial para, posteriormente, jogar a culpa nas costas dos trabalhadores.
O diretor Dodô, os conhecidos Japonês e Márcio do PT foram criticados pelos trabalhadores que vaiavam as acusações contra os trabalhadores, dizendo “vocês é que são responsáveis pela falta de apoio do sindicato”.
Impediram que a Oposição Ecetistas em Luta falasse na assembléia dizendo que só a diretoria do sindicato iria subir no carro de som. A companheira Anaí Caproni, presente na assembléia foi impedida pelos seguranças da máfia do crime de subir no carro de som, apesar dos inúmeros pedidos feitos pelos trabalhadores para que a companheira falasse. Não foram abertas sequer inscrições para que os trabalhadores pudessem usar a palavra, uma vez que trouxeram um trio elétrico totalmente inacessível, onde a diretoria do sindicato e seus cupinchas ficavam isolados. Somente o representante do PSTU, Geraldinho, teve permissão para subir, uma vez que faz parte do esquema.
Após as falações da diretoria do sindicato o diretor Márcio do PT colocou em votação a proposta da empresa, confundindo a votação, o que gerou ainda maior insatisfação.
Diante dos protestos dos trabalhadores foi novamente colocada em votação e rejeitada a proposta da empresa. Era visível a indisposição dos trabalhadores que não respondiam a nenhuma das tentativas dos diretores da máfia do crime para arrancar aplausos ou mesmo a resposta a saudações feitas no microfone.
Os trabalhadores vieram com o claro objetivo de fiscalizar se efetivamente a proposta seria rejeitada pelos impopulares mensalões da máfia do crime.