Trabalhadores dos Correios, no segundo turno
Vote Nulo!

26 de outubro de 2006

Ficou evidente, durante o primeiro turno, que as eleições deste ano são um jogo de cartas marcadas. Os trabalhadores são obrigados a escolher um entre dois candidatos do grande capital, com o mesmo programa político e cuja única diferença é o respaldo que um deles, Lula, têm entre os trabalhadores. Isto porque, para implementar os planos de ataques aos trabalhadores que virão, principalmente com a Reforma Trabalhista, é necessário que o algoz dos trabalhadores seja também uma pessoa que ainda tenha crédito com o conjunto da população.
Entretanto, o trabalhador não pode se confundir. Na realidade, Lula é o candidato das grandes empresas que vivem parasitariamente dos Correios. DHL, Fedex, UPS têm como seu verdadeiro representante, Luís Inácio Lula da Silva, que, no Congresso Nacional, se aliou ao PMDB na manutenção do projeto de lei 1491/99 de quebra do monopólio postal que é o início da privatização dos Correios.
Com a quebra do monopólio estatal, ou seja, o estabelecimento da concorrência do serviço com as dezenas de empresas privadas, ocorrerá uma transferência gigantesca do lucro da ECT, que é a estatal mais lucrativa, para os abutres das empresas estrangeiras.
O governo já vem preparando a privatização da empresa durante anos com o aumento dos serviços terceirizados, com as demissões em massa de ecetistas doentes, com o aumento do arrocho salarial e das péssimas condições de trabalho, com o subemprego através das terceirizações e contratações temporárias etc.
O próprio esquema do mensalão do PT no Congresso Nacional é um ataque das empresas privadas contra o Correio pois as empresas compram os deputados para votar nas propostas de privatização contra o conjunto dos trabalhadores ecetistas.
Lula é o candidato dos patrões, dos banqueiros e das empresas privadas que querem sugar o Correio.
Obviamente, Alckmin não é uma alternativa. Este é o candidato típico da burguesia, direitista e representante da Opus Dei , extrema direita da igreja católica.
Os trabalhadores não devem votar nem em Alckmin, nem em Lula, duas roupagens diferentes para a mesma política de ataques aos trabalhadores e favorecimento dos capitalistas.
O rumo das eleições não será dado no próximo dia 29/10, mas sim através do acordo firmado entre os diversos setores da burguesia nacional através do PT e do PSDB. Um verdadeiro jogo de cartas marcadas onde a população é chamada a referendar o golpe contra ela mesma.
Contra os dois candidatos dos patrões, Vote Nulo!