PCCS
PT-PCdoB-PSTU defendem PCCS da diretoria da ECT para os trabalhadores
O bloco mensalão aprova na Plenária Nacional da categoria ecetista todas as principais propostas da empresa, que é o cargo amplo e a progressão baseada na indicação
6 de março de 2006
Na última Plenária Nacional realizada em Brasília, no dia 18 e 19 de fevereiro, ficou mais uma vez evidente para todo o movimento nacional a corrupção descarada do bloco mensalão PT-PCdoB, e de seu fiel escudeiro PSTU. Depois de realizar eleições-relâmpago de delegados sem nenhuma discussão com a base em vários sindicatos do país, mais notadamente em São Paulo onde fizeram a assembléia na sexta-feira, um dia antes do encontro e na surdina, com a presença de nem 60 trabalhadores, os capachos da empresa do PT-PCdoB-PSTU se unificaram na plenária para defender as propostas dos patrões.
O bloco mensalão na Fentect já vem há muito tempo preparando esse golpe contra os trabalhadores. Em 2004, o secretário geral da Fentect, Ivan Pinheiro, enviou um ofício para a ECT, sem o conhecimento da diretoria, abrindo a mão do prazo estipulado no próprio Acordo Coletivo para negociação do PCCS. A manobra possibilitou que a direção da empresa pudesse se preparar para a impor seu PCCS num momento mais favorável, pelas costas dos trabalhadores. De lá para cá, a direção da empresa vem aplicando o seu PCCS de forma unilateral, sem nenhuma discussão com a categoria, contando sempre com a colaboração dos mensalões da Fentect.
No Acordo Coletivo do ano passado, os traidores da campanha salarial assinaram uma minuta em que claramente dão todos os poderes para a empresa tocar os trabalhos de implementação do PCCS com uma participação mínima da Federação. Deixaram o caminho livre para os patrões porque estão no bolso da empresa e não tem coragem de defender o PCCS da empresa diante dos trabalhadores.
Usam o dinheiro dos sindicatos para formular o PCCS da diretoria da ECT
Em 2004, quando se iniciaram as discussões sobre o PCCS, a Fentect gastou uma fortuna com a contratação de um assessor técnico para defender o PCCS dos patrões na Plenária Nacional da categoria. A exposição desse assessor foi tão patronal que ele acabou sendo expulso da plenária devido ao repúdio geral dos trabalhadores presentes.
Nesta última plenária, agora em 2006, os mensalões da Fentect utilizaram a mesma manobra de se apoiar na “autoridade” de uma “assessoria técnica”, para defender diante do conjunto de trabalhadores presentes o PCCS da direção da ECT. Gastam o dinheiro do trabalhador com um “perito em PCCS” para elaborar um documento que não está de acordo com interesses da categoria, mas que tem o respaldo de um “especialista” em atacar os direitos dos trabalhadores. Desta vez, contrataram a CRDH (Consultoria de Remuneração e Desenvolvimento Humano) a um valor de R$ 1.500,00 por dia, que é uma empresa conhecida por elaborar o PCCS das categorias que tem os sindicatos dirigidos pelo PT mensalão. Um dos feitos mais conhecidos da CRDH foi ter elaborado o Plano de Carreiras do Banco do Brasil que tem como eixo fundamental a diminuição da folha de pagamento e o corte de inúmeros benefícios.
São a voz da diretoria da empresa na Fentect
Na Plenária Nacional, entretanto, os mensalões não puderam se esconder. Tiveram que defender e fazer aprovar o PCCS contra os trabalhadores da direção da ECT.
De acordo com o documento que está sendo enviado aos sindicatos em anexo ao informe nº 16 da Comissão de PCCS da Fentect, que foi aprovado pelos mensalões na Plenária Nacional, fica estabelecido a carreira chamada de “correios e telégrafos. Os cargos de operador de triagem, carteiro, motorista e atendente comercial etc., estão inclusos na carreira de correios e telégrafos, estando submetidos a uma “progressão funcional”. Esta progressão funcional é na realidade um cheque em branco para os chefes trocarem os trabalhadores de função como bem entenderem. A partir desse PCCS proposto, o trabalhador que é carteiro, pode muito bem ser desviado para a função de operador de triagem, por exemplo, sob a alegação de que está recebendo uma “progressão funcional”. Um verdadeiro absurdo, acham que os trabalhadores são trouxas, inventam um nome diferente de “cargo amplo” mas que na verdade é a mesma coisa. Pegaram a proposta de empresa que é totalmente repudiada no meio da categoria e dão a ela uma nova roupagem, só para querer enganar o trabalhador.
A progressão vertical é só para os mensalões
A proposta do bloco mensalão aprovado na Plenária diz que o crescimento do trabalhador na carreira horizontal se dá por antiguidade, mas na carreira vertical por promoção. Ou seja, o ecetista que está há anos trabalhando na empresa, levando ela nas costas, pode ser trocado de função com a desculpa de que é progressão horizontal. Já os mensalões, para atingirem aos cargos de chefia recebem progressão vertical mediante uma promoção. Todo mundo sabe como funciona o mensalão. Eles traem os trabalhadores dia-após-dia para receberem em troca uma promoção na empresa, sendo que na esmagadora maioria das vezes não tem nenhum conhecimento acumulado para ocupar tal função. Uma palhaçada, traem o peão para adquirirem a confiança dos chefes e pisarem no peão.
Querem ainda que esta promoção seja baseada no PSI (Processo Seletivo Interno) e outros mecanismos totalmente controlados pela direção da ECT. É obvio que os patrões vão escolher aqueles que estão mais alinhados com a política de ataques aos trabalhadores.
Derrotar o PCCS dos mensalões nas assembléias de base
A corrente de oposição à diretoria da Fentect Ecetistas em Luta, foi a única que defendeu não apenas o repúdio aos cargos amplos e tudo que for similar, como também que a progressão para os cargos de chefia sejam controlados exclusivamente pelos trabalhadores. Apenas os trabalhadores podem efetivamente ter o poder de escolher mediante eleição direta em todos os níveis hierárquicos, com mandatos revogáveis pelos próprios trabalhadores, aqueles mais aptos a dirigirem a empresa.
Durante a plenária, a corrente Ecetistas em Luta, não foi apenas a única que defendeu um PCCS dos trabalhadores como também fez aprovar que as propostas de PCCS da direção da empresa e dos mensalões fossem levadas para ser debatidas com toda a categoria em seminários, reuniões setoriais e assembléias que serão realizadas entre os dias 6 de março e 5 de maio. Os ecetistas de todo o país tem que ficar atentos nas discussões para derrotar definitivamente as propostas dos mensalões nas assembléias de base e impor à diretoria da empresa o Plano de Cargos dos próprios trabalhadores.
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