Crise no Correio do Amazonas
Diretor Regional do Amazonas está na corda-bamba porque não controla mais os sindicatos
A mobilização dos trabalhadores da região norte está derrubando o maior traidor da categoria dos últimos anos
8 de março de 2006
A crise do mensalão dentro da ECT, que já derrubou a maioria da alta cúpula da empresa devido à pressão da categoria, agora ameaça derrubar o Diretor Regional do Amazonas, o ex-dirigente da Fentect pelo PT, o Judas, Rodolfo Manoel Marques do Amaral. É importante que os trabalhadores de todo o estado do Amazonas conheçam a trajetória deste que é um dos principais traidores da categoria ecetista em nível nacional.
O Judas Rodolfo liderou o PT nas traições das campanhas salariais durante toda a década de 90, sendo um dos principais responsáveis pela entrega das reivindicações da categoria durante vários anos à empresa em troca de privilégios e cargos. A facada nas costas dos trabalhadores foi o passaporte para ele estar hoje na direção da ECT.
A eleição de Lula em 2002 marcou o aprofundamento do processo de integração dos principais sindicalistas do PT ao governo e nas empresas estatais, através da corrupção feita com a distribuição de cargos e privilégios.
Nos Correios não foi diferente. Entre todos os sindicalistas do PT que assumiram cargos na empresa a partir do governo Lula, o Judas Rodolfo foi quem primeiro ascendeu à cúpula da ECT, ganhando cargo de Diretor Regional do Amazonas, como pagamento aos serviços prestados à empresa durante todo o período em que foi dirigente sindical, com as traições das greves e a assinatura dos acordos coletivos que só favoreceram a ECT, atuando como capacho da direção da empresa.
Hoje, o Judas Rodolfo é o principal figurão do PT na direção da empresa. Ao contrário dos outros sindicalistas do PT, que foram corrompidos com cargos menores na empresa, o Judas Rodolfo foi “recompensado” direto com o cargo de Diretor Regional, isso porque ele tinha peso no movimento sindical dos Correios, visto que dominava os principais sindicatos da região Norte, como Roraima e Amazonas, sendo também diretor da Fentect.
Agora, com a organização da Oposição Ecetistas em Luta no Norte do país, que vem denunciando a farra do boi que é feita com o dinheiro dos trabalhadores na direção da ECT, o Judas Rodolfo perdeu a direção do sindicato do Amazonas e fracassou na tentativa de dar um golpe para dominar o sindicato de Roraima, dirigido pela Corrente Ecetistas em Luta.
Perdendo sua influência sobre o movimento sindical, não servindo mais como um instrumento da empresa para conter a mobilização da categoria, o Judas Rodolfo está ameaçado de perder seu cargo de Diretor Regional e seu mensalão de R$ 10.000 que recebe como salário.
Perseguição aos trabalhadores
Na sua gestão na Direção Regional do Amazonas, o Judas Rodolfo atuou sempre como um verdadeiro capacho da empresa, perseguindo e explorando os trabalhadores para fazer a vontade da direção da ECT.
A situação dos trabalhadores piorou muito desde que o Judas Rodolfo assumiu a DR do Amazonas. Faltam funcionários nos setores; os trabalhadores motorizados estão sendo perseguidos; vários trabalhadores estão com sobrecarga de trabalho devido às dobras feitas para atingir as “metas” da empresa etc. A exploração e a perseguição dos trabalhadores do Amazonas pela direção da ECT, que o Judas Rodolfo sempre apoiou quando ainda era sindicalista do PT, agora é colocada em prática diretamente por ordem dele.
Nunca se viu em toda a categoria da região norte tanta perseguição contra os trabalhadores doentes. Aumentam a exploração dos ecetistas, não contratando novos carteiros e abusando das dobras, para forçar o trabalho até o limite, garantindo um super-lucro para os patrões. Assim, quando o funcionário estiver impossibilitado de trabalhar, demitem-no por absenteísmo.
Essa política de exploração e perseguição do trabalhador é regra em toda a chefia. Recentemente, ao tomar conhecimento de uma discussão por e-mail entre a chefia, pudemos verificar qual é a consideração dos apadrinhados do Judas Rodolfo sobre a situação dos trabalhadores doentes.
Para a chefe Maria Auxiliadora, um trabalhador que estava afastado com uma licença médica de 15 dias, deveria “ter as suas férias suspensas”. Um outro chefe, Pedro Satiro de Andrade, respondeu que “será feito um levantamento completo das pessoas que não querem mais trabalhar com a gente, este tipo de mala sem alça, vou propor aos diretores a demissão dele”. Ainda, sobre a mesma discussão, uma outra chefete, Luiza Maria Gonçalves Chaves, enviou por e-mail uma lista de trabalhadores que devem ser acompanhados “pois os mesmos vêm contribuindo para o aumento excessivo do absenteísmo”.
Vejam que tremenda loucura! Matam o ecetista de trabalhar, obrigando-o a cumprir metas sobre-humanas, fazer dobras e tudo mais, para depois culpar o próprio trabalhador, acusando-o de contribuir para o aumento excessivo do absentismo!
Quer fazer dos sindicatos um escritório da empresa
A função do Judas Rodolfo na empresa é distribuir privilégios para uma panelinha de chefes, supervisores e gerentes fazerem o trabalho sujo de impor a perseguição aos trabalhadores nos setores. A política do Judas Rodolfo para os trabalhadores do Amazonas é uma só: apertar ao máximo quem realmente dá duro e leva a empresa nas costas, para facilitar a vida de seu grupinho de amigos.
Só para se ter uma idéia do tamanho da sacanagem que fazem com o trabalhador, basta verificar quem são os beneficiados da categoria que possuem bolsas de estudo na universidade. Das míseras 20 bolsas de estudo das quais os trabalhadores do estado tem direito, nada menos do que 19 pertencem a seus amigos chefetes que ganham em média 5 vezes mais do que a maior parte da categoria.
Além de aumentar a exploração do trabalhador, perseguir os doentes e usar todos os artifícios para impor o arrocho nos salários, o Judas Rodolfo boicota todas possibilidades de melhoria das condições de vida do ecetista. É um verdadeiro traidor, está no cargo de diretor regional apenas para aumentar os ataques contra os trabalhadores.
O Judas Rodolfo distribui favores por aí para criar uma tribo de privilegiados. Nos sindicatos é a mesma coisa. Só consegue ter alguma influência no movimento sindical distribuindo favores e privilégios para os diretores, fazendo da entidade dos trabalhadores um escritório da empresa.
Com a queda do pajé, temos que derrubar o restante de sua tribo no sindicato
A queda do Judas Rodolfo do cargo de Diretor Regional, representa uma vitória dos trabalhadores sobre a política patronal de corrupção das lideranças sindicais da categoria. Enquanto o Judas Rodolfo possuía alguma influência sobre os sindicatos, de forma a controlar a revolta dos trabalhadores contra a direção da ECT, como um verdadeiro pajé que controla a sua tribo, ainda tinha alguma serventia para a empresa.
Agora, entretanto, que sua política anti-trabalhador está as claras para toda a categoria e os ecetistas começam a se voltar, inclusive, contra os apadrinhados do Judas Rodolfo não apenas na ECT mas também no movimento sindical, a diretoria da empresa, que não é boba, está tratando de se livrar das pistas para que o crime não seja descoberto.
Companheiro ecetista, não vamos deixar passar! Agora que o pajé caiu, vamos derrubar também o restante de sua tribo, acabando de uma vez por todas com o sindicalismo mensalão do PT em nossa categoria. Vamos construir a corrente sindical de oposição aos mensalões da Fentect Ecetistas em Luta, a única que não tem o rabo preso com a direção da empresa, com o governo e com os patrões.
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