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AIDS
Mais de 60% dos jovens com AIDS no mundo são mulheres
23 de abril de 2007
Os dados foram divulgados pelo IV Fórum Latino-americano e do Caribe sobre HIV/aids que terminou dia 19 de abril em Buenos Aires.
Segundo o Ministério da Saúde da Argentina, a Comunidade Internacional de Mulheres vivendo com HIV e a Associação para a Saúde Integral e Cidadania na América Latina e no Caribe, 55 mulheres são contaminadas com o vírus a cada minuto na América Latina, um crescimento de 10% entre 2003 e 2006
Mais de 60% das pessoas de 15 a 24 anos infectados pela com AIDS no mundo são mulheres jovens e pobres.“Os especialistas concluíram que o fenômeno se deve à discriminação e ao machismo que ainda imperam em algumas regiões. (...) Assim, a mulher não toma a iniciativa de usar o preservativo por medo de incomodar o seu parceiro. (...) O resultado é que 80% dos casos de AIDS registrados em Cuba são resultado do sexo sem proteção entre homens, destacaram” (Yahoo notícias, 21/04/2007)
A situação é dramática, segundo dados da UNAIDS para a América Latina e o Caribe, em 2005 havia 54 mil crianças menores de 15 anos com HIV, 8.700 novos infectados e 6 mil mortes por causa da AIDS. Sendo que 10% dos 15 milhões de crianças órfãs ou em situação vulnerável por causa da AIDS recebem assistência pública ou acesso a serviços de apoio.
A cada dia, 1.800 crianças menores de 15 anos contraem infecções por HIV no mundo todo, 1.400 morrem por doenças relacionadas com o vírus e mais de 6 mil jovens de 15 a 24 anos contraem a doença.A discriminação contra a mulher se verifica nesse caso de maneira mais contundente através da crise com a saúde desses países que afetam de maneira mais profunda as mulheres pobres que são junto com as crianças os que mais necessitam de cuidados médicos tanto preventivos como para o tratamento da doença.
A falta de um sistema de saúde que atenda as mulheres e as crianças, que são as que mais necessitam de cuidados médicos, agravam a situação no caso do tratamento e prevenção de doenças como a AIDS. A maioria não tem acesso a informações que permitam os cuidados necessários para impedir que se adquira a doença bem como também não tem acesso a cuidados no caso de infecção.
Isto acontece porque os setores mais oprimidos na sociedade, que são as mulheres e as crianças, são sempre os que mais sofrem com as crises dos sistemas de saúde que não estão na ordem do dia para serem resolvidos pelos diversos governos.
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