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Aborto
Abortos ilegais ou espontâneos gerou um prejuízo de R$161,4 milhões para o governo
23 de maio de 2007
A quantidade de mulheres internadas no SUS devido a abortos ilegais e espontâneos gera um prejuízo substancial aos cofres públicos.
Os dados do Ministério da Saúde e outras organizações foram apresentados pelo jornal O Globo neste domingo dia 20/5/2007.
Segundo os dados “nos últimos 5 anos, 1,2 milhão de mulheres foram socorridas no SUS” gerando um custo de “R$161,4 milhões em curetagens”.
O SUS conta atualmente com 686 mulheres internadas por dia com risco de vida devido a abortos ilegais e espontâneos.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), um milhão de abortos ilegais e espontâneos acontecem no Brasil sendo estes os responsáveis por um terço das mortes maternas no País.
Dados do Ministério da Saúde apresentam que dos 1645 óbitos obstétricos em 2004, 155 (13% do total) foram de abortos.
Para Diaulas Ribeiro, promotor de Justiça dos usuários dos serviços de saúde (Pró-vida): “a experiência de países desenvolvidos onde o aborto é legal mostra que o atendimento à mulher permite até que ela mude de idéia sobre a interrupção da gravidez. A gestante recebe atendimento psicológico, o que não é possível no Brasil por causa da ilegalidade. No Brasil, as pessoas acabam vivendo a solidão dessa decisão” (O Globo, 20/05/07).
Graças à pressão da Igreja, o aborto não é aprovado no Brasil. O governo, longe de dar uma solução ao problema, acabará faazendo acordos com os interessados em ganhar com o aborto no País, deixando os interesses das mulheres de lado.
É necessária uma campanha em defesa do aborto irrestrito para as mulheres e o seu atendimento na rede pública de saúde.
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