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Salários
Mulheres já ganham 20% menos ao sair da faculdade
25 de abril de 2007
Segundo estudo realizado nos EUA pela Fundação Educacional da Associação Americana de Mulheres Universitárias denominada Behind the Pay Gap (Por Trás da Diferença de Salário), a diferença salarial que já começa em 20% quando a mulher sai da faculdade, aumenta após dez anos para cerca de 40%.
Isto foi comprovado por outro estudo realizado pela empresa Harris Interactive para o Wall Street Journal, que mostrou que 66% das mulheres confessaram que ganham menos do que seus maridos.
Além disso, com dez anos de experiência no mercado de trabalho, as mulheres que trabalham em período integral também têm menos autoridade no emprego do que os colegas homens: ocupam menos cargos de gerência como supervisão, contratação e demissão.
O interessante é que as mulheres, em geral, na faculdade, segundo a pesquisa tiram notas maiores que os homens em todas as disciplinas. “O salário das mulheres formadas nas universidades mais seletivas dos Estados Unidos é menor do que o pagamento de colegas homens das mesmas instituições ou de faculdades medianamente seletivas” (BBC Brasil, 23/2/2007), na realidade, o salário de uma mulher que cursou uma das melhores universidades do país é comparável apenas ao de um homem formado em uma das instituições de ensino menos seletivas
Segundo a diretora da associação, Catherine Hill, “a persistência da diferença de salário entre trabalhadores jovens, com nível superior e trabalhando em tempo integral sugere que apenas as conquistas educacionais não irão acabar com a lacuna salarial” (idem).
A discriminação se revela também na escolha pelas carreiras. As mulheres são 79% dos estudantes de cursos ligados à educação, enquanto 82% dos alunos de engenharia são homens.
No Brasil, pesquisa realizada pelo Dieese mostra que as mulheres trabalhadoras recebem 81,8% dos rendimentos masculinos. Ou seja, a cada R$ 100 ganhos por eles, elas recebem R$ 81,80, segundo dados do estudo "Salário Mínimo e as Mulheres nos mercados de trabalho metropolitanos"
Ao contrário do que prega parte da esquerda e muitos movimentos feministas, a situação da mulher na sociedade piora a cada ano pois com as crises econômicas, os setores mais oprimidos são os primeiros atacados. |