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Um quinto das mulheres trabalhadoras em São Paulo são empregadas domésticas 20h - 26 de abril de 2006 Cerca de 17,7% das mulheres trabalhadoras da Região Metropolitana de São Paulo são empregadas domésticas que, na sua maioria absoluta, 95,9%, são mulheres. Estes dados fazem parte da pesquisa realizada pela Fundação Seade em conjunto com o Conselho Estadual da Condição Feminina que foi divulgado no dia de hoje e foi resultado dados colhidos no período de 12 meses entre novembro de 2005 e outubro de 2006. Este é o único setor onde os homens não são maioria. A pesquisa mostrou também que “o maior contingente (39,7%) têm entre 25 e 39 anos; 53,6% são negras e apenas um terço tem carteira de trabalho assinada, (...) 28,5% delas têm idade de 40 a 49 anos e 14,8% têm de 50 a 59 anos, o que significa que quase metade das domésticas (43,3%) possui mais de 40 anos” (G1, 26/4/2007). Cerca de 64,4% não chegou a concluir o ensino fundamental e 20% não completou o ensino médio. Ainda segundo a pesquisa, “o rendimento médio das empregadas domésticas representa menos da metade do total de pessoas ocupadas e cerca de um terço do rendimento médio dos homens não-negros” (idem). Como são um dos setores mais oprimidos, a mulher, em geral, fica com os piores trabalhos e os piores salários. |