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Aborto
Irlanda reabre a discussão sobre o aborto ainda proibido no País
6 de maio de 2007
Uma doença rara e grave em um feto de uma adolescente de 17 anos reabre a discussão sobre o aborto na Irlanda.
O tribunal irlandês ordenou a retirada da guarda da mãe da adolescente identificada pelo tribunal de "Miss D" que quer realizar o aborto devido a uma doença no cérebro do feto que acarretará, segundo os médicos, sua morte depois de três dias de nascido, pois nascerá com apenas metade do crânio e do cérebro.
“O advogado de "Miss D", Eoghan Fitzsimons, alegou que obrigar a sua cliente a levar até o final uma gravidez apenas para assistir à morte do bebê, quase imediatamente após o nascimento, é totalmente desumano.” (Tribuna da Imprensa, 4/5/2007)
O governo da Irlanda, um país com grande influência política da Igreja católica, ainda proíbe a prática do aborto inclusive nos casos de gravidez com risco de vida para mãe ou do feto.
Mesmo com cerca de 7 mil irlandesas viajando a cada ano para a Inglaterra, onde o aborto é legal desde 1967, o governo Irlandês, sob o manto da santa igreja, mantém uma rigorosa condenação moral e jurídica diante do direito de milhões de mulheres decidirem sobre o próprio corpo.
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