Salário
Aumenta o número de mulheres chefes de família  

6 de maio de 2007

De acordo com a pesquisa “O Trabalho da Mulher Principal Responsável no Domicílio”, as mulheres responsáveis pelo sustento da família passaram de 25,6% do total de ocupadas, em 2006 para 28,1%, crescimento de 2,5 pontos percentuais.
O crescimento de sua responsabilidade na sobrevivência das famílias, no entanto, coincide com o dado de que apesar de desempenharem as mesmas tarefas do homem, as mulheres continuam ganhando cada vez menos. A conclusão lógica é, portanto que o salário inferior da mulher é um dos responsáveis pelas péssimas condições de vida de grande parte da população.
Os números apresentados pelo IBGE apontam que 30% das mulheres que trabalham são chefes de família e que 19% ganham menos de um salário mínimo.
Segundo o secretário geral da OIT, Juan Somavia, em relatório apresentado em março deste ano, “as mulheres devem ter a chance de trabalhar para tirarem a si e a suas famílias da pobreza por meio da criação de oportunidades decentes de empregos. Do contrário, o processo de feminilização da pobreza vai continuar e passará à próxima geração”  (Causa Operária On Line, 27/4/2007).
Como é um dos setores mais oprimidos, a mulher, em geral, fica com os piores trabalhos e os piores salários o que é usado para baratear ainda mais a mão-de-obra do homem gerando o empobrecimento geral da população trabalhadora.