|
Iraque 7 de maio de 2007 Estima-se que o número de mulheres que foram presas e estupradas no Iraque, nos últimos quatro anos, seja de 10 mil mulheres. "Jamais foram registradas, desde as guerras conhecidas desde a Idade Média, tantas violações e crimes contra as mulheres como durante esta guerra contra o Iraque” (Rebelion.org, 4/5/2007), afirmou o secretário-geral da União de Prisioneiros e Detentos Políticos do Iraque, Mohamed Adham. Segundo o secretário, os estupros acontecidos em Abir Janabi e de Sabrine Chamari são apenas 1% dos crimes desse gênero contra as mulheres nas prisões. “Muitas detentas são mantidas nas prisões, apesar dos tribunais pronunciarem suas liberações, para servirem de carne fresca para os agentes de polícia e para as milícias sectárias" (idem), disse o secretário. Adham afirmou que as celas de homens e mulheres, em muitos locais, são separadas apenas com um pano, e que superpopulação das prisões e dos lugares de detenção das iraquianas se encontra hoje no seu nível mais alto. “Certas prisões, como a de Kadhimia, ou o campo secreto para mulheres e crianças do aeroporto de Mathna, próximo de Bagdá, estão abarrotadas e são inadequadas inclusive como currais para gado. O mesmo acontece com o campo de Shikhan, na província de Mossul e em muitas outras prisões no Sul do País” (idem). Por conta disto, a AIDS cresceu muito entre as mulheres presas depois da ocupação norte-americana. Estas declarações foram dadas ao jornal al-Khali. Os estupros assim como as já denunciadas torturas aos presos são uma maneira do governo norte-americano de subjugar a população iraquiana através da humilhação, para fazer valer os seus interesses na região, a saber, o controle do petróleo extraído no Iraque. |