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Gravidez 8 de maio de 2007 De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o aumento do número de mulheres que engravidaram pela primeira vez depois dos 40 anos foi de 27% nos últimos dez anos. Segundo o Instituto isto se dá, principalmente, graças à maior inserção da mulher no mercado de trabalho. Para o médico Luiz Eduardo Albuquerque, especialista em Reprodução Humana da clínica Fertivitro, o problema com a chamada gravidez tardia é que “aos 25 anos, uma mulher tem cerca de 10% de seus embriões alterados, índice que vai para 50% aos 40 e 90% aos 42 anos” (Estadão, 6/5/2007). Ou seja, cresce a possibilidade de má formação do feto nas idades avançadas. Mas já há testes que conseguem identificar essas alterações antes da implantação do embrião. Os problemas com a infertilidade não são só relativos à mulher. Estima-se que 30% das causas da infertilidade venham da mulher, outros 30% se referem ao homem e a infertilidade sem causa aparente corresponda a 10%. Espera-se que, após um ano de vida sexual ativa - com duas ou três relações por semana e sem uso de métodos contraceptivos - a mulher engravide. “Cerca de 80% dos casais conseguem uma gravidez no primeiro ano. Outros 5% levam ainda entre dois ou três anos. Os demais certamente terão de recorrer à reprodução assistida. Quanto mais o tempo passa, mais difícil fica de se obter embriões saudáveis”, afirmou Albuquerque. Muitas mulheres recorrem à reprodução assistida e ao banco de sêmen, mas ainda existe muita polêmica em torno do chamado bebê de proveta e da possibilidade de escolher os embriões em melhores condições. O receio é de que futuramente, haverá gente escolhendo bebês de olhos claros e traços perfeitos ou crianças pertencentes a um determinado sexo. “A ferramenta existe, mas tudo depende do uso que se faz. Santos Dumont não criou o avião visando a guerra, mas não pôde controlar isso” (idem), comparou Albuquerque. Estima-se que no País, cerca de 20% dos casais sejam inférteis. No Brasil o problema da infertilidade está intimamente ligado às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs). Para a especialista em reprodução feminina, Denise Correa, “as DSTs originam infecções importantes que podem levar à obstrução das trompas. Isso inviabiliza o encontro entre gametas masculinos e femininos” (idem). Isto porque a destruição da saúde pública faz com que boa parte da população não tenha condições de se tratar deste tipo de doença, em muitos casos, convivendo com ela sem sequer saber.
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