
| Monopólio Postal 18 de novembro de 2005 Nesta quinta-feira foi colocado novamente em julgamento o monopólio postal da ECT, a ADPF 46, (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental). A votação que já havia sido adiada em junho deste ano, diante de toda a crise que se abriu com as denúncias de corrupção envolvendo a direção da empresa e o governo, foi novamente adiada pelos juízes do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Atos contra a privatização dos Correios Cerca de 150 trabalhadores ocuparam nesta quinta-feira pela manhã, por uma hora a loja da DHL no setor comercial da cidade de Brasília, para protestar contra as empresas estrangeiras que querem acabar com os Correios brasileiros. Foi uma demonstração de que os trabalhadores dos Correios não vão aceitar que o governo Lula dê guarida para as empresas multinacionais que querem explorar o Correio brasileiro através da exploração do mercado postal nacional. Decisão entre quatro paredes onde o trabalhador é marginal e não entra Dos 600 trabalhadores, apenas 10 puderam entrar e o resto foi impedido pela segurança. Os que puderam entrar no tribunal, tiveram que passar ainda por restrições e pela ameaça dos seguranças que acompanhavam lado-a-lado os trabalhadores. Os companheiros Anaí Caproni, membro da direção da Fentect e da coordenação da corrente nacional Ecetistas em Luta, Pedro Paulo de Abreu Pinheiro, presidente do Sintect-MG e também membro da coordenação nacional da corrente, Reinaldo do Sintect-SP, Lurdinha, presidente do Sintect-CE, Moisés, presidente do Sintect-DF, Flávio diretor da Fentect, Nilson, secretário geral do Sintect-PR, Marcos Sant´aguida diretor do Sintecft-RJ, José Gonçalves (Jacó) secretário Jurídico da Fentect, e João Manetti (Barriga), diretor da Fentect. Julgamento sumário, sem nenhuma explicação Os ministros tanto os que votaram a favor do monopólio, como os que tiveram posições parciais ou contra não explicavam os motivos na votação e portanto encobriam quais eram os interesses em jogo. Os ministros pediram vista através de uma manobra protolatória, ou seja, o julgamento era sumário, sem nenhuma discussão, o que mostra um jogo de cartas marcadas onde já existe uma decisão tomada que somente se confrontou na realidade com a pressão dos trabalhadores. Solenidade e ritual antitrabalhador A votação não passou de uma solenidade dos juízes para mostrar poder diante dos trabalhadores. A reunião ocorreu em um a sala imponente, onde cada juiz tinha atrás de si um escrevente à sua total disposição que anotavam ou faziam qualquer serviço requisitado. Os juízes conversavam entre si ou utilizavam do vocabulário jurídico ignorando os trabalhadores para justamente impedi-los de acompanhar o julgamento. O encontro foi uma verdadeira solenidade contra o trabalhador, uma provocação e humilhação das instâncias federais contra toda a categoria. |