Ney Suassuna
Blindado para as eleições, mais um “chefe mensalão” da burguesia

23 de setembro de 2006

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar, mecanismo montado pelo regime dos mensalões não para julgar ninguém, mas para defender as figuras do parlamento envolvidas no roubo do dinheiro público, decidiu nesta quarta-feira absolver mais um dos chefes mensalões do regime, o senador Ney Suassuna (PMDB-PB).
Ney Suassuna, que comprovadamente teria recebido R$ 223 mil para favorecer negócios da Planam, empresa das ambulâncias superfaturadas de Carlos Vedoin, foi acusado pelo próprio capitalista mafioso da saúde como chefe da quadrilha das sanguessugas de encabeçar o crime de dentro do Congresso. Uma das figuras em destaque por promover o roubo das verbas da saúde foi absolvido, pelo menos até o final das eleições de 1º de outubro, para concorrer normalmente à reeleição, assim como os demais deputados envolvidos em crimes de corrupção, dos quais 88% irão concorrer novamente às eleições.
Enquanto cassam a única candidatura operária das eleições, do candidato presidencial do PCO, Rui Costa Pimenta, única candidatura que denuncia a farsa do regime político “democrático” dos mensalões e inimigos dos trabalhadores, os juízes e a ala “ética” dos partidos burgueses do congresso são todos chefes da maior máfia do país. Estes são os principais responsáveis por tapar o sol do regime com a peneira. Estes são os autores da peça de ilusões montada para desviar a atenção da responsabilidade direta dos políticos patronais, das filas da morte dos hospitais públicos e de todos os profundos ataques à população pobre.