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História do negro
Estudo sobre a África não é introduzido nas escolas
O continente africano, explorado e colonizado, foi uma das bases econômicas para o desenvolvimento do capitalismo mundial, resultando em uma população extremamente pobre e discriminada apagada dos livros didáticos nas escolas
14
de julho de 2004
A
Lei 10.639, sancionada pelo presidente Lula, em 9 de janeiro de 2003,
determina a obrigatoriedade da introdução nos currículos
escolares do ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira em
escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio.
Entretanto, mesmo após um ano da aplicação da lei,
faltam professores e livros que abordem de maneira ampla e profunda a
questão do continente africano.
De um modo geral, a história do negro e sua análise é
basicamente contada por brancos e, além disso, um fator que está
diretamente ligado ao problema do negro e sua exploração,
é a ideologia burguesa da falsa democracia de incluir eqüitativamente
o negro na sociedade e ao mesmo tempo excluindo-os de todos os meios sociais
para a sua sobrevivência.
O aprofundamento da importância histórica da África
é fundamental para se entender todo o problema racial, cultural
e social a que o negro está submetido.
Segundo a lei, o conteúdo deveria ser introduzido em aulas de história,
literatura e educação artística, porém esta
implementação fatalmente esbarra na falta de investimentos
para capacitar professores e também na falta de material didático
específico sobre o tema. Segundo o secretário de Educação
Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério
da Educação, Ricardo Henriques, a implementação
de professores capacitados será feita gradualmente. "Para
que a lei seja aplicada de forma efetiva, temos de passar por três
estágios: sensibilização, capacitação
e existência de material didático", diz.
Pelo nível de abstração dessa colocação
pode-se perceber a falta de empenho com que o governo está tratando
o assunto. O Brasil é o segundo país com maior concentração
negra do mundo e ainda assim o material tratando da questão do
negro é muito escasso. Se o governo não tem condições
materiais para aplicar a lei, de que adianta a tal "sensibilização
e capacitação", e como ela será feita?
Num país como o Brasil, onde a educação pública
no ensino médio e fundamental é uma mera ficção,
com um governo que corta progressivamente o orçamento da educação,
aprovar uma medida puramente burocrática como esta, sem dar o mínimo
de condições para que ela se concretize só pode ser
encarado como demagogia. O governo Lula é declaradamente um governo
burguês e por isso não tem como interesse atender às
necessidades da população, muito menos a negra. O governo
do PT que corta orçamentos fundamentais e esfola a população
para pagar a dívida externa com os bancos internacionais não
pode atender a estas reivindicações. Apenas um governo de
trabalhadores da cidade e do campo pode satisfazer as necessidades de
todos os setores oprimidos e explorados da população, entre
eles as dos negros.
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