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EUA
Bairros negros repudiam Bush
O descontentamento da população negra contra o atual presidente dos EUA expressa o completo descontentamento com a política imperialista que beneficia apenas grandes empresários e banqueiros
21 de outubro de 2004
O sentimento anti-Bush entre a população negra norte-americana pode ser facilmente percebido nos bairros operários negros dos EUA, como, por exemplo, na zona norte da Filadélfia, onde a população está indecisa entre votar contra o atual presidente ou nem mesmo ir votar, no caso facultativo.
Um funcionário de uma universidade da região afirma: "Bush tem de sair. Tudo o que esse homem está fazendo é tomar conta dos seus amigos empresários”.
A ex-enfermeira e já aposentada, Elaine Williams, que auxilia na educação de nove netos, se mostra totalmente contra uma eventual reeleição de Bush, pois a situação das escolas públicas em sua região está completamente degradada, além de ter que pagar quantias cada vez maiores com a saúde.
"Não acho que Bush se preocupe com os pobres, o Partido Republicano tem muito dinheiro. É para isso que ele liga", conclui.
De uma forma geral, a população negra nos EUA está totalmente insatisfeita com a maneira que George W. Bush foi eleito, em 2000.
"Sou contra Bush não porque ele mente, mas porque roubou a eleição. Ele já não merecia o primeiro mandato e não merece outro", comenta um pedreiro.
Em média, os negros nos EUA foram responsáveis por quase 12% do total de votos em 2000, no entanto, nestas eleições, a ser realizada no dia 2 de novembro, a participação do eleitorado negro será decisiva nos resultados.
Nas últimas eleições, apenas 9% do eleitorado negro votou em Bush, sendo o pior resultado obtido por um republicano desde 1964, quando Barry Goldwater estava na presidência.
A partir daí, o índice de desemprego entre a população negra em todo o país cresceu mais de 10% e os setores públicos atingiram déficits astronômicos.
Ao mesmo tempo, grandes empresários, todos brancos, receberam de Bush várias isenções fiscais, sendo suficientes apenas para aumentar o abismo entre os trabalhadores e a burguesia.
Recentemente, uma pesquisa revelou que 83% dos negros são contra o atual governo dos EUA, sendo que 76% deles são totalmente contra a ocupação do Iraque.
A população trabalhadora afro-americana é um dos setores mais oprimidos e explorados dos EUA, onde dependem somente de setores públicos como saúde e educação, no entanto, estes setores fundamentais se encontram completamente sucateados, resultado da quantia bilionária destinada à guerra do Iraque.
Diante deste período, onde a defesa dos interesses imperialistas se refletiu nitidamente no resultado das eleições passadas, em 2000, elegendo George W. Bush como presidente dos EUA de uma maneira claramente fraudada, colocou a população negra norte-americana maciçamente contra o republicano.
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