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Expectativa de vida
O número de negros mortos por doenças e homicídios é o dobro em relação aos brancos
23 de novembro de 2004
O Estado burguês , através de uma política falsamente democrática, não pode atender às reivindicações da população negra, devido à sua oposição aos interesses dos setores oprimidos e explorados da sociedade
Em uma pesquisa realizada pelo ministério da Saúde, juntamente com o Banco Mundial e o Ministério Britânico para o Desenvolvimento Internacional, foi apontada a enorme diferença entre negros e brancos em relação ao sistema de saúde no Brasil, resultado da desigualdade racial promovida pelo capitalismo.
As estatísticas revelam que mortes relacionadas a transtornos mentais, doenças infecciosas, além das mortes durante a gravidez ou ao parto, entre a população com faixa etária de 10 a 64 anos, são duas vezes maior entre os negros se comparado aos brancos.
Das 16 causas de mortes relacionadas e analisadas no estudo, 14 delas aparecem muito mais entre a população negra do que entre os brancos.
Analisando as mortes causadas por transtornos mentais, como, por exemplo, decorrente do uso de drogas ou álcool, é indicado também um número muito maior de óbitos entre a população negra, sendo que a cada 100 mil pessoas mortas por esta causa, 3,4 são brancas, enquanto que 6,43 são negros, atingindo o dobro.
Em relação às mortes relacionadas a doenças infecciosas, em uma escala de 100 mil pessoas adultas, 17,14 são correspondentes a brancos. Já entre os negros, este índice chega a 30,58.
Além disso, considerando-se as mortes relacionadas à infecção por HIV entre os homens, 15,64 atingem os brancos e 23,13 os negros.
Entre as mulheres, este número é muito mais gritante, sendo 5,45 brancas e 12,29 negras.
As mortes relacionadas a causas externas atingem 16% dos brancos e 25,6% dos negros. Comparando a taxa de homicídio, por exemplo, revela-se um número de 34,4% entre os brancos e 48% entre os negros.
Ainda nesta mesma relação, comparados a taxa de homicídios por armas de fogo, entre negros e brancos, conclui-se um índice de 32% e 22%, respectivamente.
Em um outro estudo intitulado “Saúde na População Negra no Brasil”, foi especificado que bebês negros ou pardos com mais de 28 dias morrem muito mais do que os bebês brancos com o mesmo tempo de vida. Entre os adultos, esta estatística também se dá de forma bem acentuada, resultando em uma expectativa de vida seis anos menor do que entre os brancos.
O desenvolvimento histórico do capitalismo, fatalmente colocou o negro em uma posição de segunda classe, resultando na sua segregação econômica, social e cultural.
A população negra, sendo 45% da população no Brasil, representa em sua imensa maioria a classe pobre e trabalhadora. No entanto, apesar de inúmeros estudos realizados por instituições burguesas ou não-governamentais, somente através de reivindicações políticas específicas contra a exploração e o Estado burguês, que a população negra em todo seu conjunto poderá se emancipar desta opressão efetivamente.
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