Ensino
População negra é a que menos tem acesso ao ensino e com maior taxa de analfabetismo

Devido ao sucateamento permanente da educação pública em detrimento das iniciativas privadas e dos gigantescos lucros, os setores mais explorados e oprimidos da população recebem todo o ônus da crise social e econômica

23 de setembro de 2004

Em um estudo realizado pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) é apontado o índice de educação entre negros e brancos.
Em relação aos negros, o número médio de tempo de estudo é de 3,3 anos e dos pardos 3,6 anos, enquanto que os brancos apresentam um número maior, com 5,9 anos de estudo, em média.
Comparando a margem de analfabetismo, a PNAD indicou um índice de 36% entre a população negra e parda e 18% entre os brancos.
Entre as mulheres negras esta taxa é ainda maior, chegando a ter o dobro da taxa entre as mulheres brancas, onde do total de mulheres negras, maiores de 5 anos de idade, 33,1% são completamente analfabetas e entre as mulheres brancas este percentual é de 18,5%.
A população negra apenas concretiza todos os índices de precariedade em todos os aspectos sociais e econômicos, sendo o setor mais explorado e oprimido da sociedade, devido à sua condição histórica.
O Brasil, apesar de ser o segundo país do mundo a ter a maior concentração de negros, perdendo apenas para a Nigéria, a população negra vive em condições precárias.A população negra, representando a maioria dos trabalhadores assalariados, deve se posicionar contra seus exploradores, ou seja, contra a classe dominante que historicamente explorara os trabalhadores, além de todos os setores oprimidos da sociedade, como a juventude e as mulheres.