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História
A categoria dos Correios conta com mais de 100.000 (cem mil) trabalhadores na base, organizadas em 33 sindicatos e na Federação. Sendo assim, uma das maiores e mais importantes categorias da classe operária brasileira.
Ecetistas em Luta é uma corrente sindical nacional cujo objetivo é organizar os trabalhadores dos Correios em defesa dos seus interesses imediatos e na defesa dos interesses de toda a classe operária.
A história do movimento de Ecetistas em Luta se confunde com a própria história da construção dos sindicatos e da Federação dos trabalhadores dos Correios. Até o ano de 1985 a categoria não estava organizada em sindicatos, existiam então somente associações de trabalhadores. A partir deste ano se iniciou o processo de construção das entidades sindicais da categoria dos Correios, em que houve a participação determinante e efetiva de trabalhadores que hoje atuam e dirigem a corrente Ecetistas em Luta.
Em novembro de 2004, legalizou-se a corrente Ecetistas em Luta como uma Associação dos trabalhadores dos Correios filiados, simpatizantes e apoiadores do Partido da Causa Operária.
Hoje, Ecetistas em Luta dirige os sindicatos de Minas Gerais, Espírito Santo, Roraima e Piauí. Somos a maior Oposição organizada em diversos locais como São Paulo, Campinas, Paraíba, Bahia, Rio Grande do Sul, Mato Grosso e Amazonas e estamos em fase de construção da corrente em outros diversos locais como Rio de Janeiro e Distrito Federal.
Os sindicatos, o partido operário e a luta de classes
“A vida da fábrica está organizada expressamente para extrair do operário contratado todo o trabalho que ele possa render, exaurir-lhe todas as suas forças, para em seguida, jogá-lo na rua”. “Uma vez contratado um operário, a fábrica dispõe dele a seu capricho, sem prestar a menor atenção a costumes do operário, a seu modo habitual de vida, a sua situação familiar, as suas necessidades intelectuais (...) submetendo às suas exigências toda a vida do operário...”.(1)
Contra esta exploração, a organização dos operários em sindicatos é uma forma de defesa dos seus interesses mais imediatos contra os patrões isoladamente ou sobre um grupo de patrões. Mas, “contra os operários, já não atua apenas o dono de cada fábrica, mas toda a classe capitalista, com o governo, que os ajuda”. Assim, a união dos operários de uma fábrica, ou de um ramo de produção não é suficiente para resistir à opressão capitalista. Faz-se necessária a atuação consciente e unitária de toda a classe operária em torno de um partido político revolucionário organizado nacionalmente, papel que cumpre o Partido da Causa Operária.
Por isso, a luta de classe do proletariado, ensina Lênin, “compõe-se da luta econômica (contra capitalistas isolados ou contra grupos isolados de capitalistas pela melhoria da situação dos operários) e da luta política (contra o governo, pela ampliação dos direitos do povo, isto é, (...) pela ampliação do poder político do proletariado”.(2)
"Somente a transformação da propriedade privada capitalista dos meios de produção em propriedade social, e a transformação da produção para o mercado para um produção socialista, isto é, produção pela e para a sociedade, pode fazer com que o crescimento gigantesco da produtividade do trabalho social transforme-se, de fonte de miséria e opressão, como tem ocorrido até agora, em fonte de um crescimento do conforto e do aperfeiçoamento harmonioso da humanidade".(3)
Daí a necessidade da atuação sindical da classe operária diretamente ligada a um partido político revolucionário, o PCO.
Balanço da situação política e a tarefa do momento: “Fora os pelegos do PT-PCdoB-PSTU do movimento sindical dos Correios”
O atual momento é de crise da burocracia sindical pelega do bloco PT-PCdoB-PSTU e, portanto, um período amplamente favorável ao crescimento da corrente Ecetistas em Luta a partir de uma atuação intensa e vigorosa na categoria.
Vejamos como o desenvolvimento da política nacional leva a esta conclusão.
Os partidos burgueses direitistas, legitimamente dos grandes capitalistas nacionais e internacionais, estão em sua maior crise. São os partidos tradicionais da direita, que formavam a antiga Arena e que se reagruparam ao fim da ditadura militar, o PP, PFL e PTB. “Esses partidos já não têm nenhuma capacidade de desempenhar um papel de primeiro plano na sociedade, por exemplo, de lançar um candidato à presidente e controlar o regime político. Já não têm essa capacidade desde a crise do final da ditadura”.(4)
Para sobreviverem, estes partidos foram obrigados a camuflarem-se detrás dos partidos de centro, como o PMDB e do PSDB, que, por sua vez, mostraram que entraram também em uma profunda crise, que pode ser verificada no resultado das eleições municipais de 2004.
O PMDB está em retrocesso, tendo conquistado nestas eleições municipais apenas as administrações de pequeno porte, ficando fora dos grandes centros industriais. O PSDB, ao contrário do que quer mostrar a imprensa burguesa, também sai derrotado das eleições municipais, tendo participado do segundo turno das eleições em apenas cinco das vinte e seis capitais.
Esta crise dos partidos de direita e de centro não é senão o reflexo da crise do conjunto do regime político burguês e da economia capitalista.
Diante do enfraquecimento dos partidos tradicionais da burguesia, seja de direita, seja de centro, o PT torna-se o último sustentáculo viável da crise do regime político. A chegada do PT ao governo federal, expõe este partido aos olhos de toda a classe trabalhadora como um partido que pratica a mesma política anti-povo já realizada pelos governos anteriores, como o de Fernando Henrique Cardoso, de manutenção das taxas de desemprego para manter baixos os salários, subserviência aos banqueiros internacionais, etc.
Assim, a burocracia sindical petista e de seus aliados (PCdoB, PSTU) se choca diretamente com a classe operária na defesa do governo, abrindo um processo de desmoralização e descrédito com as suas bases, culminando em uma crise terminal da burocracia sindical, que tende a ser agudizada e acelerada conforme a participação de uma corrente sindical revolucionária de Oposição.
No caso dos Correios, há ainda outro fator, a saber, que o PT não só dirige sindicatos importantes da categoria, como está presente dentro da empresa com cargos de alto-escalão. É impossível fazer movimento sindical ao mesmo tempo em que se defende os interesses da empresa e do governo.
Por isso, a tarefa do momento é organizar a categoria na defesa de seus interesses, expulsando os sindicalistas patronais e governistas do bloco PT-PCdoB-PSTU do movimento sindical dos Correios, a partir de uma atuação sistemática na categoria nacionalmente.
- Fora o PaTrão do movimento sindical dos Correios
- Fora os pelegos do PT-PCdoB-PSTU do movimento sindical dos Correios
1 e 2 - Extraído do "Projeto de Programa do Partido Social-Democrata e Explicação Desse Projeto", do livro Sobre os Sindicatos, de Vladmir I. Ulianov Lênin.
3 - Extraído do programa do Partido da Causa Operária
4 -Trecho extraído do discurso do presidente nacional do Partido da Causa Operária e membro da Coordenação pela Refundação da Quarta Internacional, o companheiro Rui Costa Pimenta, na ocasião da XIV Conferência Nacional do PCO, realizada no mês de outubro de 2004, dias após a fim do primeiro turno das eleições municipais.
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