sexta-feira, 21 de novembro de 2008
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As principais reivindicações da corrente nacional Ecetisas em Luta

1 - Sindicato é do trabalhador

É um instrumento de luta para conquistar e atender as nossas reivindicações e necessidades. Quando o patrão toma conta do sindicato, como já aconteceu em São Paulo, no Rio e Janeiro e em vários estados do país, o ecetista perde a sua união e, portanto, a sua força. Um trabalhador sozinho não tem força, mas a categoria toda unida no sindicato manda na empresa e derrota a política de rebaixamento salarial do governo.

2 - Queremos R$ 1.500,00 de piso salarial na categoria, para sustentar a família sem fazer mágica todo final de mês

O ecetista é o que tem de mais importante na empresa. Quem trabalha e garante a entrega da correspondência de norte a sul em todo o Brasil tem direito a ter um salário que dê para, no mínimo, sustentar sua família sem viver no sufoco.Nos anos 80 os salários na ECT chegaram a representar mais de 5 salários mínimos, num momento em que o mínimo era bem mais alto do que hoje.Nos anos 90 os meninos da ECT na direção do sindicato de São Paulo e na Federação Nacional foram assinando todo tipo de acordos prejudiciais aos trabalhadores que levaram a miséria que recebemos hoje.

3 - Queremos o fim das dobras e a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais

A direção da ECT sabe que é preciso contratar mais carteiros. O serviço e a exigência de rapidez na entrega são muito grandes. No entanto, a empresa faz vista grossa, para economizar dinheiro, e cai matando nos carteiros com a exigência das dobras.O carteiro trabalho por dois e fica doente, também, por dois. O número de carteiros afastados com doenças na coluna, nas pernas, nos ossos é assustador. A ECT impõe as dobras porque ela não se preocupa com os trabalhadores.Queremos o fim das dobras, a contratação de novos funcionários e a redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais. Com o desemprego que existe no país e a alta lucratividade da ECT, os ecetistas poderiam trabalhar muito menos e muitos desempregados entrariam na empresa, ajudando a diminuir a miséria e o desespero de inúmeros pais e mães de família que não conseguem emprego.

4 - Não aos abonos, queremos reajuste salarial

Outra maneira maliciosa que os meninos da ECT (PT e PCdoB) arrumaram para prejudicar o trabalhador, a pedido da direção da empresa e do governo, foi a assinatura de acordos salariais que trocavam reajuste por abono.Durante vários anos, inclusive na última campanha salarial, tentaram encerrar a mobilização, explorando o desespero financeiro dos ecetistas. Sabem que os trabalhadores estão com a corda no pescoço, devendo a bancos e, inclusive, ao Postalis. Por isso começam a falar em abono, para que o trabalhador aceite trocar o reajuste pelo abono com a ilusão de pelo menos pagar as dívidas e ficar livre das cobranças.Acontece que como não houve reposição da inflação, o salário diminui e, novamente, o ecetista vai ter que apelar para bancos e para o Postalis para cobrir os gastos mensais que o salário rebaixado já não cobre. Na verdade o ecetista sai da campanha salarial com menos do que ele tinha quando entrou.Para a ECT os abonos são uma maravilha. Enquanto o preço dos produtos da empresa são reajustados acima da inflação o gasto da ECT com folha de pagamento fica bem abaixo, diminuindo o seu valor real.Por isso queremos o fim da política de abonos, queremos a reposição salarial da inflação dos últimos anos para recuperar o que a ECT nos deve.

5 - Queremos o retorno da data-base para dezembro

O meninos da ECT (PT e PCdoB) chegaram ao absurdo de aprovar, por exigência da empresa a mudança da nossa data-base de dezembro para agosto.Uma das armas da categoria na campanha salarial sempre foi o grande volume de correspondência no mês de dezembro. A ECT tinha medo do prejuízo que uma greve traria e não abusavademais na hora da negociação.O bloco PT e PCdoB aprovou a mudança para agosto. O resultado foi o que vimos este ano: durante todo o mês de agosto e setembro a empresa sequer apresentou uma proposta de aumento.Por isso propomos a volta da data-base para dezembro para negociar com a ECT quando ela mais precisa dos trabalhadores, quando ela vai levar a sério as nossas reivindicações e necessidades.

6- Defender a mulher ecetista

Apesar de toda a conversa sobre o respeito aos direitos da mulher, o que se vê na ECT é um enorme desprezo a direitos elementares das companheiras trabalhadoras. A empresa chegou ao absurdo de se recusar a fornecer banheiros femininos em todas a unidades onde tenham funcionárias trabalhando. A ECT se recusou a atender a pauta de reivindicações que protege as gestantes com o argumento nazista de que a empresa precisa lucrar. Propomos:transferência imediata para locais de trabalho e serviço compatíveis das funcionárias a partir da comprovação de sua gravidez, com acompanhamento do sindicato. Principalmente das funcionárias da área operacional (carteiro, motorista, motociclista e OTT).Licença de seis meses após a gravidez, para garantir o direito da mãe de cuidar da saúde da criança.Seis meses de licença-adoção.Que a ECT pague aos ecetistas (homens e mulheres) auxílio-creche até o último mês do ano em que o dependente completar 12 anos. Dois descansos especiais de uma hora cada para amamentar o filho. Que todos os casos de assédio sejam apurados por uma comissão de mulheres escolhida para este fim.

7 - Não à privatização da ECT, correios sob o controle dos trabalhadores

A privatização dos Correios (Projeto de Lei Postal-1491/99) continua vivo no Congresso Nacional. O Banco Postal e as caixas postais comunitárias estão na ordem do dia. As agências de franquia continuam obtendo gordos lucros às costas do ecetista e a política de cargos amplos ganha força nas discussões do PCCS .Defendemos a retirada, pelo governo Lula, do processo de privatização da ECT e o fim da transferência de recursos da empresa para a iniciativa privada através de contratos com empresas de publicidade, companhias aéreas e empresas de franquias. Pelo controle da empresa, de suas finanças e dos investimentos pelos trabalhadores, que produzem a riqueza da empresa e não estão de passagem, como as direções indicadas por fisiologismo político no governo.

8 - Por uma assistência médica e odontológica de qualidade e gratuita

Na Empresa, um enorme número de trabalhadores está doente e as dificuldades de ir ao médico, conseguir afastamento e resolver os problemas odontológicos são alarmantes. Queremos o fim dos obstáculos criados para impedir o ecetista de usar o convênio médico. Fim das guias médicas, que só atrapalham o trabalhador. Pelo fornecimento de cartões magnéticos em substituição das guias médicas. Ampliar dos convênios hospitalares e odontológicos, principalmente no interior. Pelo atendimento totalmente gratuito dos ecetistas, sem qualquer cobrança na folha de pagamento.

9 - Eleições diretas para supervisores, chefes, diretores regionais e direção central da ECT

Somente o controle operário da produção poderá dar garantias de melhores condições de vida e de trabalho à classe trabalhadora.Para isso os ecetistas têm que exigir que todos os cargos de chefias da Empresa, do supervisor ao presidente da ECT, sejam escolhidos em votação direta pelos próprios ecetistas com mandatos revogáveis, contra a corrupção promovida pela ECT de cooptar as lideranças sindicais através da nomeação de cargos. Quem não é eleito e controlado pelos trabalhadores não é representante dos trabalhadores, mas funcionário a serviço do patrão contra os trabalhadores!

10 - Reintegração de todos os demitidos

Em nossa categoria nacionalmente existem milhares de trabalhadores demitidos da ECT por estarem doentes ou por motivos políticos, são ecetistas que participaram de greves ou são sindicalistas, delegados sindicais ou cipeiros que defendem o interesse do trabalhador. Com o novo governo a situação continua a mesma. Apesar de inúmeros sindicalistas terem assumido cargos na direção da empresa, isto não mudou em nada a situação dos trabalhadores. Os demitidos não foram readmitidos e continuam tomando chá de banco na ECT para conseguirem documentos e direitos elementares. Chega da política de chá de banco na direção da empresa e no governo. O presidente da república é um sindicalista, demitido inúmeras vezes. Na direção da empresa e nas DR´s ´diversos sindicalistas assumiram cargos, ganhando altíssimos salários e não movem uma palha para resolver o problema dos demitidos.

11 - Pela estatização dos bancos

Toda a política do atual governo está concentrada em cortar os recursos destinados ao atendimento das necessidades dos trabalhadores, para o pagamento da dívida interna aos grandes bancos nacionais.Os banqueiros são os verdadeiros donos do atual governo. Nada é feito sem a autorização destes parasitas. Para que os recursos nacionais sejam usados no atendimento das necessidades dos trabalhadores é preciso colocar um ponto final na ciranda financeira com a estatização dos bancos e o fim do pagamento dos juros e da dívida interna.

12 - Não ao pagamento da dívida externa

A maior parte da riqueza nacional, produzida pelos trabalhadores brasileiros, é enviada para o estrangeiro através do pagamento da dívida externa. São grandes bancos internacionais que sobrevivem através da transferência de toda a riqueza nacional com o pagamento da dívida externa. Para sustentar estes banqueiros internacionais o governo mantém 22 milhões de pessoas passando fome e a classe trabalhadora à beira do desespero, ameaçada pelo desemprego, pelos miseráveis salários e por condições de trabalho que ameçam diariamente a saúde de milhares de trabalhadores. Que a riqueza produzida pelos trabalhadores seja investida em benefício dos brasileiros e do atendimento das necessárias reivindicações da classe trabalhadora. Não ao pagamento da dívida externa.

13 - Pelo governo dos trabalhadores da cidade e do campo

O governo Lula assumiu a presidência com o voto do trabalhador do Correio. Os ecetistas votaram no PT com a esperança de que as reivindicações dos trabalhadores seriam atendidas de que acabaria a ditadura dos empresários e dos banqueiros. No entanto, o novo governo é exatamente igual aos anteriores. Os trabalhadores não tem voz, as suas reivindicações não são atendidas e inúmeras conquistas são atacadas como a reforma da previdência e, agora, a tentativa de acabar com as conquistas trabalhistas presentes na CLT. Por um governo onde a classe trabalhadora tome as rédeas do país, tomando as decisões em favor dos trabalhadores brasileiros.

- Não ao governo dos banqueiros e empresários de Lula-PT
- Por um governo dos trabalhadores da cidade e do campo


14 - Pelo socialismo

Queremos o fim do capitalismo e a da exploração do homem pelo homem. Queremos uma sociedade onde o trabalhador produza para sustentar as necessidades da sociedade e não para garantir o lucro de um punhado de capitalistas que vivem como parasitas dos trabalhadores. O socialismo que defendemos é aquele que tem como ponto de partida a expropriação da propriedade privada dos meios de produção e o poder da classe operária sobre o Estado, convertido em instrumento de transformação social.


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