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Artes Plásticas
Abstracionistas brasileiros ganham mostra em SP
Duas mostras no Instituto de Arte Contemporânea expõe os trabalhos do pintor abstrato Alfredo Volpi e dos escultores geométricos Almicar de Castro e Sérgio de Camargo

Comemorando os dois anos de existência Instituto de Arte Contemporânea, foram inauguradas na última quarta-feira, as exposições "Absorção e intimismo em Volpi"  e "Amilcar de Castro e Sergio Camargo: obras em madeira", compostas por obras destes três artistas expoentes das tendências abstracionistas geométricas no Brasil.

A primeira delas é composta por 28 pinturas a óleo de Alfredo Volpi, realizadas entre as décadas de 1950 e 1970. A maior parte dos quadros pertencem a diversas coleções particulares, e por isso, pouco conhecidas pelo grande público.

A segunda delas, que abrange trabalhos dos construtivistas Sergio Camargo e Amilcar de Castro, dois dos principais escultores construtivos brasileiros, é formada por 37 esculturas e relevos em madeira produzidas a partir da década de 50.

Alfredo Volpi, nascido na Itália e naturalizado brasileiro, imigrou com sua família para o Brasil no final do século XIX. Iniciando sua carreira de pintor de maneira irregular e fragmentada, atinge maior vitalidade artística apenas na década de 1930, trabalhando no ateliê do Grupo Santa Helena, composto por na maioria por imigrantes proletarizados. É nesta etapa que sua pintura vai tornando-se cada vez mais plana, com combinações cromáticas vibrantes. Após a morte de sua esposa, nos anos 40, passa por um período de crise, pintando diversas paisagens marinhas, que posteriormente seriam o elemento chave para seu salto ao abstracionismo geométrico, que é a marca registrada de sua obra. O artista comumente é situando entre a segunda geração do modernismo brasileiro.

Já o escultor carioca Sergio Camargo, nasceu em 1930. Tendo ido estudar na França nos anos 40, ficou profundamente influenciado pelos trabalhos do escultor romeno Constantin Brancusi, precursor da escultura abstrata. Retornou ao Brasil em 1958, e aproximando-se do construtivista brasileiro, Milton Dacosta, tornou-se adepto das correntes abstratas geométricas, com um trabalho de grande difusão no Brasil e no exterior.

Quem divide a exposição com ele é o escultor neoconcreto Amilcar de Castro, nascido em 1920 em Minas Gerais. Em sua carreira, abandona completamente a figuração a partir da década de 1950. Realiza suas primeiras esculturas concretas em 1953, e assina o Manifesto Neoconcreto, lançado em 1959. A etapa mais conhecida de seu trabalho é aquela iniciada em meados da década de 60, quando Castro começa a utilizar para as esculturas, chapas de aço inox recortadas em padrões geométricos.

As duas exposições podem ser conferidas no  Instituto de Arte Contemporânea, de terça a domingo, e poderão ser visitadas até o dia 25 de janeiro de 2009. A entrada é gratuita.

Divulgação:

"Absorção e intimismo em Volpi" e "Amilcar de Castro e Sergio Camargo: obras em madeira"

IAC - Instituto de Arte Contemporânea - Centro Universitário Maria Antonia,

Rua Maria Antonia 258, São Paulo

De 15 de outubro a 25 de janeiro

De terça a sábado das 10h às 19h, domingo das 12h às 17h;

Entrada gratuita