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Alimentos
Preço da cesta básica supera inflação
A cesta básica teve aumento na maioria esmagadora das principais capitais brasileiras pesquisadas registrando aumento superior a 10% nos últimos doze meses

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) divulgou um novo levantamento sobre o valor da cesta básica em 17 capitais brasileiras.  Destas capitais pesquisadas, 15 apresentaram aumento no valor dos produtos alimentícios no mês de abril.

As maiores elevações foram registradas em Manaus, 3,80%, em Fortaleza, aumento de 3,54%, Natal (2,93%) e Salvador (2,84%). Em Vitória, Goiânia e Rio de Janeiro houve queda nos preços, -4,81%, - 4,6% e -4,13%, respectivamente.

A pesquisa é feita mensalmente em João Pessoa, Manaus, Natal, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Belém, Curitiba, Goiânia, Recife, Aracaju, Florianópolis, Fortaleza, Vitória e São Paulo.

Na comparação com os últimos 12 meses, 14 cidades apresentaram alta, sendo que em quase metade  a variação foi acima da inflação, chegando a mais de 10% em Recife que teve alta de 10,86%, em João Pessoa os alimentos da cesta subiram 9,14%, em Manaus foi de 7,77%, Belém 7,35% e Salvador 7,15%. A inflação divulgada pelo governo no ano passado foi de 4,5%.

O valor mais caro da cesta básica foi o de São Paulo, R$ 277,27 e o mais baixo em Aracaju, R$ 192,52. Mas na média a cesta está custando para o bolso do trabalhador um terço do salário mínimo.

Dos 13 produtos alimentícios pesquisados, o feijão continua sendo o que mantém uma elevadíssima alta. Somente em São Paulo, o produto subiu 13,56%.

Os alimentos, que são itens de primeira necessidade de consumo dos trabalhadores e da população pobre, são os mais atingidos pelos efeitos da inflação, o que eleva gradativamente os custos de vida.

Salário mínimo vital

O DIEESE também avaliou o valor real do salário mínimo brasileiro para uma família trabalhadora, baseado na Constituição, que determina o valor para atender as necessidades básicas como alimentação, moradia, saúde, transportes, educação, vestuário, higiene, lazer e previdência. Segundo o instituto, o valor do mínimo deveria ser de R$ 2.329,35, este valor é 3,74 vezes maior que o salário de fome oferecido aos trabalhadores, R$ 622. O valor, certamente subestimado, é uma prova do alto nível de exploração dos trabalhadores que serve para sustentar a política do governo brasileiro de transferir a riqueza produzida pelos trabalhadores para capitalistas e especuladores. A luta por um salário mínimo vital, que hoje teria que estar entre em torno de 3.000 reais, é uma luta fundamental da classe trabalhadora brasileira.