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Tropas da Arábia Saudita chegam a Barém

Nesta segunda-feira, 14, a Arábia Saudita enviou cerca de mil militares para o Barém a pedido da monarquia no poder.

O efetivo árabe estaria a serviço do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), bloco de países da região formado também por Kwait, Omã, Catar e Emirados Árabes Unidos, e foi enviado para conter os protestos na pequena ilha que também está abalada pela onda revolucionária no mundo árabe.

O jornal Gulf Daily News, ligado ao primeiro-ministro bareinita, afirmou que as tropas devem apenas proteger locais estratégicos. “A missão (das tropas) será limitada a proteger pontos vitais, como instalações de combustível, eletricidade e água, e serviços bancários e financeiros”.

O sistema financeiro no Barém é importantíssimo para os EUA que, como já foi denunciado por Causa Operária, serve como uma espécie de paraíso fiscal no Oriente Médio. O país ainda sedia a 5ª frota da Marinha norte-americana.

As tropas foram enviadas após a intensificação dos protestos no final de semana, quando os rebeldes chegaram a bloquear estradas e enfrentaram a polícia local.

O efetivo vindo da Arábia confirma a carta branca do imperialismo para o aumento da repressão contra as manifestações no mundo árabe. Nesse caso, com efetivo externo, do principal aliado do EUA na região, a Arábia Saudita.

Segundo divulgou a AFP, a oposição declarou que “Qualquer intervenção militar estrangeira será considerada uma ocupação e um ato de guerra”.