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Correios Campinas
Trabalhadores dos correios em Campinas aprovam greve mesmo sabendo que a Fentect e seus apoiadores estão trabalhando em conjunto com a ECT
Na segunda-feira foi deflagrada a greve em Campinas e região com a presença de cerca de 120 trabalhadores.

Como é de costume em assembléias de greve, o secretário geral do sindicato, Luís Aparecido de Moraes, vulgo Biaiá, iniciou a assembléia depois das 21 horas, a fim de esperar que a assembléia do sindicato de São Paulo definisse se iria ou não entrar em greve, pois a direção do sindicato de Campinas sempre se escondeu atrás da assembléia de São Paulo, tanto para começar uma greve, quanto para terminar a greve.

Os trabalhadores que participaram da assembléia estavam muito apreensivos diante do ataque propostos pela ECT, mas ao contrário de outras greves, não estavam eufóricos, até porque sabiam que a traição da greve de abril pela Fentect, levaria a categoria a se enfrentar novamente contra a direção da ECT em uma greve que será controlada novamente pelo Bando dos quatro da Fentect (PT, PCdoB, PSTU e PSOL).

Os trabalhadores presentes na assembléia estavam decididos aprovar a greve, pois sabem que a categoria não pode aceitar de maneira nenhuma o calote da ECT ao pagamento dos 30% do adicional de risco, a implementação do cargo amplo de agente de Correios, a política de demissão através do GCR, Metas e absenteísmo que a ECT espera impor através do novo PCCS. Estas medidas da ECT significarão a oficialização da escravidão nos Correios e a preparação da privatização da ECT.

Como se fosse uma novidade, Biaiá iniciou a assembléia mostrando documentos do PCCS da ECT e do novo AADC que ECT está implementando.

Os documentos apresentados estavam sendo negociados com o bando dos quatro da Fentect desde o mês de Dezembro de 2007, mas em nenhum momento a Fentect e o sindicato de Campinas mostrou estes documentos para alertar a categoria do brutal ataque que estava em marcha, agora que a própria empresa tornou público para os trabalhadores e decidiu implementar a política do PCCS do cargo amplo, Biaiá resolveu dar uma “aulinha” para a categoria no dia da assembléia de greve, repetindo inclusive o teatro armado pela ECT na época do saldamento do Postalis, onde a ECT e a Fentect davam aulinhas para trabalhador sobre o saldamento quando o mesmo já estava sendo implementado.

Biaia, agora, declarou que na greve de abril deste ano, a Fentect assinou uma proposta com a ECT abrindo mão do adicional de risco e dando prazo de 90 dias para negociação de uma nova proposta.

O AADC é o que saiu da inteligente negociação dos sindicalistas mensalões. Ocorre que este acordo foi feito clandestinamente, uma vez que ninguém sequer ficou sabendo deste documento.

O único documento distribuído após a greve foi a Proposta de Entendimento, a qual só foi assinado pelo presidente da ECT, pois era uma proposta da empresa. Esta proposta foi rejeitada em todo país e estes cínicos, mentirosos e traidores disseram que não iriam aceitar e que mantinham a luta pelo adicional de risco.

Agora, passados 90 dias declaram que na verdade assinaram documentos sigilosos com a empresa negociando outro adicional e que sequer entraram na Justiça para garantir o adicional de risco, porque podem perder a ação por terem assinado o acordo para negociação de outro adicional.
 
Sintect Cas avaliza a autoridade para os traidores da Fentect negociar pelos grevistas
 
Apesar da enorme tendência de greve em Campinas, os trabalhadores que não aderiram à greve, nem sabem exatamente o que está acontecendo, agravada da enorme desconfiança da Fentect, uma vez que a diretoria do sindicato procura se safar da responsabilidade jogando a culpa na Federação. Uma enorme cara-de-pau, pois o responsável pelo sindicato, Biaia, é diretor da Fentect e defendeu em todos os momentos toda a traição realizada.

Os trabalhadores de Campinas entendem perfeitamente o papel nocivo dos sindicalistas mensalões da Fentect aos interesses da categoria e da própria direção do sindicato de Campinas, defensora integral de toda esta enorme traição dos carteiros.

A direção do sindicato, percebendo a insatisfação dos ecetistas, como bons politiqueiros, querem se proteger, tentando esconder que sempre apoiaram, fizeram e fazem parte do seleto grupo de diretores da Fentect liderados pelo chefe dos traidores, Manoel Cantoara do PT.