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São Paulo
Trabalhadores dos Correios sofrem com péssimo atendimento em ambulatório
O atendimento, que antes era feito por seis pessoas, agora é feito por apenas uma

Há mais de um mês, o ambulatório dos Correios localizado na Avenida São João em São Paulo está sem funcionários para atender os trabalhadores. Muitos companheiros denunciam que não conseguem retirar uma guia médica depois de horas esperando na fila.

A direção dos Correios, com sua política para privatizar a empresa, terceirizou todo o atendimento dos ambulatórios em São Paulo. Problemas com a empresa terceirizada, no entanto, fez com os ambulatórios perdessem funcionários que prestavam o serviço para a emissão de guias e outros atendimentos.

O problema com a empresa terceirizada segue o padrão da terceirização nos Correios. As empresas contratadas para fornecer mão de obra terceirizada para a ECT têm um histórico de atrasos e não pagamento de salários e vales transporte e alimentação. Além de terem menos direitos do que os trabalhadores concursados, os terceirizados são ainda mais explorados e escravizados nos setores. Esse é o resultado da política de privatização dos Correios.

A terceirização tomou conta primeiro do setor administrativo da ECT, como é o caso dos atendentes dos ambulatórios. Agora, há trabalhadores terceirizados ocupando funções operacionais que deveriam ser exclusividade dos Correios, como a distribuição, a coleta e o tratamento de correspondências e encomendas.

O ambulatório dos Correios da São João, no centro de São Paulo, é um dos mais movimentados dos Correios. Centenas de trabalhadores e familiares necessitam do atendimento médico todos os dias. O lugar está um verdadeiro caos. Para se ter uma idéia, antes da saída da empresa terceirizada, cerca de seis ou sete funcionários atendiam os trabalhadores. Nesse momento, apenas uma atendente precisa dar conta de todo o movimento do ambulatório.

Nos horários com mais movimento, filas enormes se formam. Muitos trabalhadores e seus familiares não conseguem sequer retirar uma guia médica para o atendimento médico e têm que voltar para casa doentes. Um descaso com a categoria.

Assim como a terceirização, o desmonte do convênio médico e dos ambulatórios também faz parte dos planos da direção da ECT para privatizar os Correios. O convênio médico da categoria foi uma conquista da luta dos trabalhadores e representa, apesar de todos os problemas, uma elevação salarial da categoria. É por esse motivo que a direção da empresa está em uma verdadeira política de desmonte do convênio.

Para garantir maiores lucros aos capitalistas que estão colocando as mãos no dinheiro da ECT, é necessário diminuir os gastos com os trabalhadores. O convênio está sendo a primeira vítima da privatização da empresa, com o objetivo de reduzir os ganhos salariais da categoria.

Os trabalhadores exigem que sejam contratados imediatamente novos atendentes concursados para os ambulatórios. Pela ampliação do convênio médico.