Pesquisa recentemente publicada pelo Instituto Ibope indica que mais da metade da população brasileira conhece pelo menos uma mulher que sofreu ou sofre agressões de seu parceiro.
“O medo da morte foi citado em maior porcentagem pelos segmentos de menor poder aquisitivo e menos escolaridade e pelos entrevistados mais jovens.” O que confirma o grau de vulnerabilidade das mulheres, tanto do ponto de vista econômico, quanto de segurança pessoal, física e psicológica. Inclusive porque muitos assassinatos acontecem quando a mulher decide romper com a situação de violência, o que reflete o sentimento de propriedade que o homem sobre a mulher.
E mais de 59% dos entrevistados afirmou também a mulher não pode confiar na proteção das instituições jurídicas e policiais, reconhecimento de que o Estado não protege a mulher.
Quando na pesquisa foi feito o questionamento sobre “temas que mais preocupam a mulher brasileira atualmente”, a violência doméstica teve mais destaque, mas é interessante destacar o crescimento sobre o debate e a preocupação com temas relativos com o Planejamento Familiar.
Numa comparação entre pesquisas realizadas em 2004, 2006 e 2009 houve um crescimento significativo na preocupação com o crescimento de casos de Aids entre as mulheres (de 26% em 2004 para 51% em 2009).
Diante da realidade de que 98% dos casos de violência contra as mulheres os responsáveis são os companheiros ou ex-companheiros. Nesse sentido, o problema da dependência economia se agrava quando as vítimas da violência são mulheres do campo. Tanto que as informações sobre a violência doméstica no campo são mínimas, e as políticas públicas não enfocam essa realidade.
Todos esses números mostram a crise da sociedade capitalista que, na medida em que se desenvolve, que desenvolve os meios de produção para o enriquecimento social, não é capaz de dar uma solução para o problema da opressão da mulher, que a cada dia, sofre mais com a violência doméstica e não encontra nos governos burgueses qualquer política de resolução do problema.
Nesse sentido é importante ressaltar que a luta pela libertação de toda sociedade passa pelo reconhecimento da mulher como ser humano, autônomo, livre e independente.