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Brasil
Jovens negras são as mais afetadas pelo desemprego
Segundo Laís Abramo, chefe do escritório da OIT – Organização Internacional do Trabalho - no Brasil, o mundo do trabalho é ainda mais perverso para as jovens mulheres negras que vivem na periferia das grandes cidades

A pesquisa revela que além de sofrerem com o flagelo do desemprego, mulheres e homens negros, na maioria dos casos de faixa etária entre 15 e 24 anos, são empurrados para o trabalho informal e trabalham de maneira excessiva, ultrapassando as 44 horas semanais garantida como teto, na constituição.

Segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho), o índice de desemprego entre as jovens mulheres negras chega a 30,8%, enquanto que a taxa entre os jovens, de 16,8%, já é quase três vezes superior a dos adultos.

Esse mesmo estudo da OIT, baseado em dados do PNDA (Pesquisa Nacional por Amostragem Familiar), do ano de 2007, revela que o percentual de jovens que não estuda e não trabalham é de 18,8%, mas passa para 29,7% quando se trata das negras da mesma faixa etária.

Segundo a OIT, na maioria dos casos as mulheres negras que são excluídas do mercado de trabalho, desenvolvem atividades informais, como domésticas, ou atividades não remuneradas, no ambiente familiar.

O trabalho informal atinge principalmente jovens negros.

Do total de 18 milhões de jovens ocupados no Brasil, cerca de 10 milhões desempenhavam o trabalho informal no ano de 2007.

Os números evidenciam a exclusão da população negra, em especial das mulheres, que se aprofundam nos momentos de crise. Tudo ao contrário da propaganda enganosa do governo e da burguesia que pintam uma realidade cada vez melhor para negros e negras no Brasil.