CAUSA OPERÁRIA NOTÍCIAS online

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Terça-feira, 9 de agosto de 2011

Iniciado em 2 de setembro 2003 - Edição Nº 2806

http://www.pco.org.br - Um jornal diário dos trabalhadores em defesa do socialismo na internet.


Número de materias: 33



Economia

Queda da Bovespa chegou a 9,74%

O Brasil às vésperas de um “crash” financeiro

A bolsa brasileira foi à lona nesta segunda-feira aprofundando a crise econômica no País

 

O mercado financeiro brasileiro confirmou o péssimo resultado da última semana e voltou a cair drasticamente nesta segunda-feira.

A desvalorização da Bovespa, Bolsa de Valores de São Paulo, chegou a quase 10% o que por pouco não levou à sua paralisação.

Pânico logo na abertura

A Bolsa de Valores de São Paulo despencou logo no começo do pregão desta segunda-feira. Com apenas 25 minutos de abertura das transações na bolsa, às 10h25, o índice da Bovespa já caía 4,36%, quase metade de toda a queda acumulada na semana anterior.

No restante do dia a bolsa foi ladeira a baixo. Logo após esta queda brusca no início do pregão veio o anúncio de Barack Obama tentando equilibrar o mercado dizendo que o rebaixamento da nota da dívida soberana norte-americana, na última sexta-feira, pela agência Standard & Poor’s não afetaria a economia mundial. Isto não bastou para que a bolsa voltasse a cair ao longo do dia..

Menos de 0,5% para o fechamento

Às 15:19, o Ibovespa registrou baixa de 9,99%, o pânico se instaurou no mercado. A bolsa ficou a 0,1% para ter que ficar paralisada por meio do circuit breaker, mecanismo que interrompe por 30 minutos todos os negócios na bolsa, quando o índice Ibovespa chega a 10%.

Passados mais vinte minutos, por volta das 15h40, o índice da Bovespa caiu por volta de 8,37%. Um detalhe é que neste momento nenhuma das ações negociadas estava com valorização, todas operavam desvalorizadas. As ações da Petrobras, por exemplo, estava sendo negociada a R$ 18 sendo que chegou a valer R$ 45 em seus melhores momentos.

Por volta das 16h16, a Bovespa ainda despencava 7,67%. O pânico foi tanto que a página da bolsa brasileira na internet recebeu tantos acessos que ficou fora do ar.

As ações da Gerdau, do Itaú e Banco do Brasil também desvalorizaram quase 10% nesta segunda-feira.

A bolsa fechou com queda altíssima de 8%.

Na esteira da crise capitalista internacional

A Bovespa é a mais afetada das principais bolsas de valores do mundo. Na última semana acumulou 9,74% de perdas e no primeiro semestre de 2011 a desvalorização é de 20%. Este é um claro sinal da fragilidade do mercado financeiro brasileiro que não passa de um dos mercados para se obter lucro fácil.

A bolsa brasileira está na esteira das demais bolsas de valores dos principais mercados financeiros mundiais. No Japão, a bolsa de Tóquio caiu 2,4% e da Coréia 5%.

Em Londres, a queda registrada no início do pregão foi 1,55% e no fechamento chegou a 4,4%. Em Paris as perdas foram de 4,68% e na Alemanha a bolsa de Frankfurt perdeu 5,02%. Nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova Iorque caiu 1,87% e a bolsa Nasdaq perdeu 2,48%.

Com o anúncio do rebaixamento dos títulos da divida norte-americana os investidores fugiram dos investimentos nas bolsas para apostar no ouro. É um claro sinal de que a falência dos Estados Unidos é certa e que um calote da maior economia do mundo vai afetar de maneira irreversível as economias de todos os países.



Editorial

Bancos restringem crédito para evitar inadimplência

Depois do “boom” do crédito para compra de automóveis, imóveis etc., os bancos estão aumentando a restrição ao empréstimo.

De acordo com Alfredo Egydio Setubal, diretor de relações do banco Itaú Unibanco, "é fato que estamos buscando reduzir o risco das concessões. Os créditos imobiliário e consignado ajudam a ter menos volatilidade na carteira" (Valor Online, 4/8/2011).

Apesar de querer aparentar uma situação de estabilidade econômica diante da disponibilidade de crédito, os bancos estão realizando uma série de medidas de contenção de empréstimos.

A maioria dos bancos grandes como Bradesco, Santander e Itaú Unibanco estão priorizando as transações onde o retorno dos créditos é garantido como o financiamento à habitação que em sua maioria está sendo feito por meio de subsídio do governo federal que paga diretamente ao banco e empréstimos com desconto em folha de pagamento, ou seja, situações onde o banco não corre o risco de não receber calote.

Para os demais empréstimos, principalmente para as empresas, que tiveram um aumento de 3,5% na inadimplência no mês de junho, os bancos estão aumentando as exigências para conceder empréstimo.

Mesmo com as restrições, empréstimos para compra de automóveis ainda somam 62% do que é emprestado no banco Bradesco que tem um saldo de crédito de R$ 80 bilhões.

Já no Itaú, a concessão de crédito caiu drasticamente, no ano passado cerca de 70% dos que pediam empréstimo tinham resposta positiva por parte do banco. Este ano este percentual caiu pela metade, hoje são 35% que conseguem ter o crédito liberado pelo banco.

O recuo dos bancos diante do aumento da inadimplência é um claro sinal de que não há garantias para que todo o empréstimo que foi concedido nos últimos anos de maneira desenfreada, sem controle seja pago pelos credores.   Depois que a população comprou casas, carros, eletrodomésticos etc, graças às facilidades dos empréstimos oferecidas pelos bancos, uma dúvida fica no ar.  Será que todos vão conseguir pagar as dívidas? Pelo exemplo que está sendo dado neste momento pela burguesia dos países europeus e nos próprios EUA, a conta não vai ser paga.

 


Nacional

Ou dá emprego, ou deixa trabalhar

Camelôs voltam às ruas contra a prefeitura

Nesta segunda, dia 8, os camelôs do Brás realizaram uma nova manifestação contra o fechamento da Feira da Madrugada, um dos principais pontos do comércio popular de São Paulo. A repressão exercida pelo governo Kassab deixou mais de 5 mil pessoas sem ter

 

Desde que Kassab fechou a Feira da Madrugada, no Brás, os camelôs que trabalhavam no local estão na rua para protestar contra a medida do mini-ditador. O fechamento da feira ocorreu no dia 5, sexta-feira. Logo no dia 6, sábado, os camelôs realizaram a primeira manifestação fechando a Avenida do Estado.

Agora, no dia 8, segunda-feira, os camelôs voltaram a se manifestar contra Kassab. Novamente fecharam a avenida do Estado, na altura do Pátio Pari. Nas duas oportunidades a Guarda Civil Metropolitana foi acionada e houve confronto entre os manifestantes e os guardas.

Há aproximadamente um mês a prefeitura tem contado com o apoio da imprensa capitalista para realizar esta ação. Para justificar o fechamento do Pátio Pari, o que significa deixar mais de cinco mil chefes de família sem trabalho, Kassab vem fazendo uma campanha supostamente contra a pirataria. Outro modo de justificar a ação contra os vendedores ambulantes foi usar o fato dos camelôs da Feira da Madrugada terem que pagar uma propina para a máfia que domina a região como uma desculpa para intervir no local. A intervenção, porém, não serve para livrar os camelôs deste esquema mafioso e deixá-los trabalhar livremente. Ocorreu justamente o oposto, Kassab usou esta justificativa para reprimir os camelôs.

Por este motivo, novas manifestações estão programadas para os próximos dias para impedir o fechamento da Feira da Madrugada.

Os camelôs normalmente vão parar no comércio informal por causa do desemprego. Por isso, a política de Kassab de impedir estas pessoas de trabalhar deve ser repudiada por toda a população de São Paulo, pois não é um ataque apenas contra os camelôs, mas contra toda a classe operária.

     

 

Camelôs contra Kassab

Entrevista: “Nossa luta é pelo direito de trabalhar”

Alguém que circule pelas ruas do Brás de entre as duas e as sete da manhã certamente se surpreenderá com a concentração de pessoas na Feira da Madrugada. Nesse horário mais de 15 mil camelôs ocupam as ruas e galpões da região para vender seus produtos e atraem todos os dias aproximadamente 50 mil pessoas ao local.

Esta que é hoje a maior região do comércio popular de São Paulo está sendo atacada pelo prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. O mini-ditador fechou um dos galpões do Brás que abrigava cerca de cinco mil camelôs. Para abordar este assunto Causa Operária Online entrevistou Neilson Paulo dos Santos, presidente da Associação dos Camelôs da Região do Brás.     

 

Causa Operária: Quando e por que foi fundada a Feira da Madrugada?

Neilson Paulo dos Santos: Eu sou um dos fundadores da Feira da Madrugada. A feira começou no dia 1º de julho de 2003, nas ruas do Brás. Foi uma alternativa que encontramos, em um horário diferente, de madrugada, para fugir da repressão policial.  Naquela oportunidade, os ônibus vinham para São Paulo e ficavam nas ruas do Brás. As pessoas desciam para comprar mercadorias ali e na 25 de Março.

Com o tempo a feira foi criando um grande volume e começamos a atrair outros camelôs. Começamos a ocupar os galpões do Pátio Pari (o local fechado por Kassab nesta semana), para organizar melhor o comércio e também porque não comportava todo mundo nas ruas. 

A prefeitura, no início, apenas emitia o alvará e fiscalizava. Mas com o passar do tempo, mediante o interesse financeiro, eles começaram a ver que era um negócio lucrativo e passaram a perseguir os trabalhadores.

A gente não é contrário a ter regras, mas do jeito que foi feito tem como objetivo perseguir os trabalhadores. 

 

Causa Operária: Quais foram as primeiras medidas tomadas por Gilberto Kassab para fechar a Feira da Madrugada?

Neilson Paulo dos Santos: Antes havia um acordo com a prefeitura de não mexer com os trabalhadores que vendem suas mercadorias dentro dos galpões do Pátio Pari. Mas agora o prefeito está nos tirando porque ele quer colocar os grandes lojistas no nosso. O objetivo dele é fazer uma licitação e criar um shopping neste local. Como pode ele querer fazer um shopping em um local onde já trabalham cinco mil pessoas e existe uma feira? Ele faz isso porque defende os interesses de outros grupos financeiros. A gente sabe que existem vários interesses econômicos e o prefeito achou que o caminho mais fácil é desmoralizar o trabalhador.

A gente nunca impediu a prefeitura de fazer a fiscalização. Mas ela está usando a desculpa que lá tem carga roubada para acabar com o direito do camelô de trabalhar. E se existe alguma coisa ilegal é porque eles consentiram, pois estão na gestão há muitos anos.

Agora, é preciso esclarecer uma questão. Esta área que usávamos, o Pátio Pari, era uma área federal. Quando começamos a usá-la para criar um pólo do comércio popular havia um acordo com o governo federal para usá-la. Então, no início deste ano, cedendo as pressões do Kassab, a União passou a área para a prefeitura. Fomos para este espaço com a esperança que teríamos apoio do governo federal para arrumarmos um local para trabalhar. Mas o governo federal nos entregou nas mãos do Kassab, e o Kassab quer cassar nossos direitos. Esta foi a jogada entre União e prefeitura.

O que está acontecendo não é fiscalização. É um ataque contra os camelôs. E a imprensa fascista, que tem acordo com o Kassab,faz o jogo da prefeitura.

 

Causa Operária: A associação que você dirige tentou organizar os camelôs em um dos galpões da região. Você poderia relatar esta experiência? Vocês foram reprimidos pelo Kassab?

Neilson Paulo de Souza: Sim, nós organizamos os trabalhadores que ocuparam um dos galpões da região. Havia muita ameaça de que a prefeitura iria chegar e tirar o pessoal da rua. Ocupamos um destes galpões, os trabalhadores foram para dentro desta área e começaram a arrumar o local. Para organizarmos fizemos boxes, cada camelô teria o seu box para comercializar suas mercadorias. Investimos no local e começamos a construção.

A prefeitura, sem mandado judicial, invadiu esta área e quebrou tudo. Isto ocorreu no dia 12 de fevereiro. Eles arbitrariamente, supostamente para cumprir a Lei, foram lá e atacaram. O Kassab vai fazendo o que quer e o que não quer. Ele não passa de um mini-ditador. 

Contra este absurdo, nós acampamos o galpão para podermos retomarmos a área para os trabalhadores. Nós estamos acampados e queremos a área de volta. Não queremos ficar na rua correndo da polícia.

Esta era uma área da União. Por isso, o governo federal passar o controle dela para a prefeitura é inaceitável. Queremos que alguém da União se manifeste e declare aquela área como algo social, capaz de gerar emprego e renda.

Não dá para entender a política que este prefeito quer adotar para a cidade. Nós recebemos ameaça o tempo todo na ocupação, pois a polícia sempre fala que vai entrar. Queremos trabalhar nesta área e lá há a possibilidade de estabelecer uma área de comércio popular sem precisar sofrer na rua, mas este governo não defende as pessoas mais simples. Ele quer combater o cidadão que trabalha para ganhar o seu pão de cada dia. 

 

Causa Operária: Como a Operação Delegada tem atacado os trabalhadores?

Neilson Paulo dos Santos: Tem aumentado muito a repressão. Você não consegue trabalhar na rua, nem em local fechado. O camelô está sem opção.

É um governo que nunca trabalhou para o cidadão.  Ele tem uma política voltada para uma elite. Esse governo trabalha para os grandes comerciantes.

 

Causa Operária: Vocês têm participado destas manifestações de rua no Brás?

Neilson Paulo dos Santos: Sim, nós estamos lá apoiando os trabalhadores. Nossa luta é pelo direito de trabalhar e contra a desmoralização que a prefeitura está fazendo contra os camelôs e suas entidades. Tudo que existe ali foi feio pelos trabalhadores. Não vamos aceitar esta perseguição.

A prefeitura fechou o galpão do Pátio Pari. Impediu os trabalhadores de entrar no local para trabalhar, mas as nossas mercadorias estão lá dentro. Eles dizem que vão fazer a fiscalização, mas sem a nossa presença. Vão verificar se aquelas mercadorias que estão lá dentro são legítimas ou não sem a nossa presença. Isso não é combate à pirataria, é um ataque aos pais de família que trabalham naquele local.

 

Causa Operária: Você gostaria de fazer alguma consideração final?

Neilson Paulo dos Santos: Eu lamento que o governo federal tenha passado a guarda da área para o prefeito e que tenha servido de cobertura para esta “engenharia” política. A Feira da Madrugada sempre sobreviveu sem ajuda da prefeitura, por isso vamos lutar e lamentamos que este prefeito venha aqui massacrar o trabalhador e querer fazer uma licitação para os grandes empresários. Eles querem vender esta região de comércio popular, algo que os trabalhadores construíram.


 


Movimento Estudantil

Universidades federais

Estudantes da UFPR aprovam greve

Em apoio aos funcionários em greve há quase dois meses, estudantes da Universidade Federal do Paraná aprovam greve em apoio aos funcionários por suas reivindicações

 

Na última quinta-feira, dia 4 de agosto, cerca de 500 estudantes da Universidade Federal do Paraná (UFPR) se concentraram no Restaurante Universitário para discutir a greve dos funcionários que foi iniciada no dia 15 de junho e os problemas enfrentados pelos estudantes, como o despejo de estudantes durante as férias de julho.

Os estudantes receberam a informação dos professores que, em assembleia, votaram pelo indicativo de greve.

As informações sobre a situação dos estudantes nos campi da expansão de Palotina e Litoral, que passaram em dois anos a ter de um a seis cursos mostra a enorme crise por que passam as universidades. A situação em UFPR não é um caso isolado. Os estudantes não possuem moradia estudantil e sofrem com a abusiva especulação imobiliária. No Litoral, os estudantes foram expulsos de suas casas para as imobiliárias lucrarem cerca de 100 reais por dia com os aluguéis.

A greve de quase dois meses dos funcionários de 43 universidades pelo país deve continuar. O governo não quer atender a reivindicação dos funcionários, dentre as quais está o reajuste salarial e a não privatização dos hospitais universitários.

Em todas estas universidades, os estudantes devem aprovar a greve em apoio aos funcionários e por suas próprias reivindicações.

Um problema enfrentado pelas universidades federais de maneira generalizada é a invasão das fundações privadas, que é o início da privatização. Junto aos ataques contra a universidade pública estão os processos de perseguição e repressão contra os estudantes.

Os estudantes devem se organizar para paralisar a universidade, juntamente com os funcionários, e levar adiante a luta contra as fundações privadas e pela verdadeira autonomia universitária.

O movimento estudantil deve levar adiante um projeto político próprio em defesa da universidade. Nesse sentido, a luta pelo governo tripartite com maioria estudantil deve ser um eixo para a mobilização dos estudantes, para derrotar a ditadura. Este é o único governo na universidade que de fato pode ser democrático e expressar a vontade da esmagadora maioria da universidade, os estudantes.



Movimento Operário

Sindicato dos Trabalhadores do Correio do Espírito Santo

Vitória dos trabalhadores: Tribunal reconhece que juiz foi induzido a erro para favorecer os golpistas do PT!

Depois de conseguirem através de um esquema em conluio com a empresa e o governo, a intervenção no Sintec-ES, os sindicalistas vendidos e traidores do PT tentaram induzir o juiz a erro e impedir prosseguimento da ação que contesta a intervenção, porém, o

 

No último dia 3 de Agosto, foi publicada a sentença do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região do Espírito Santo, que reconheceu categoricamente, que o juiz foi induzido a erro, ou seja, ludibriado pelos sindicalistas do PT (Partido dos Trabalhadores) – oposição financiada pela empresa- para tentar barrar o recurso judicial dos trabalhadores e da Corrente Ecetistas em Luta que estão recorrendo na Justiça contra a intervenção inconstitucional da Justiça no Sintect-ES (Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Estado do Espírito Santo), que entregou a direção do sindicato aos vendidos do PT.

Os traidores diretamente financiados pelos patrões, numa demonstração de desespero e numa atitude totalmente desclassificada, tentaram dar mais um golpe baixo nos trabalhadores e impedir que a Corrente Ecetistas em Luta reivindicassem, até mesmo na Justiça, o direito de recorrer e ter uma decisão favorável, que garanta os direitos democráticos e políticos dos trabalhadores e cidadãos.     

Os desembargadores entenderam que a nova diretoria colocada na direção do Sintect-ES pela junta interventora, agiu de má-fé. Com a intenção de confundir o juiz e induzi-lo a erro, eles informaram à justiça que estavam desistindo da ação (0001000-56.2011.5.17.0000) que contesta a decisão que concedeu a intervenção no sindicato, como se fossem a diretoria anterior, que entrou com a ação. Ou seja, a nova diretoria representada por Glaiber Antônio Lim, Fischer Marcelo Moreira dos Santos e outros sindicalistas traidores e golpistas do PT, tentaram se passar pelos verdadeiros e legítimos autores da ação para pedir a desistência da mesma, semelhante ao que fazem os estelionatários.

Esclarecidos os fatos, afirma a sentença do desembargador relator:

“De fato, ao analisar o pedido de desistência de fls. 781/783, este relator foi induzido a erro, eis que a petição foi apresentada pelo Sindicato impetrante, sem fazer qualquer ressalva quanto a representação, noticiando apenas a ocorrência das eleições da diretoria sindical e eventual perda do objeto da ação mandamental. Ocorre que, ao contrário do que decidido às fls. 805/v, não poderia ter sido decretada a desistência da presente ação, notadamente porque o pedido de desistência foi formulado pelo SINTECt representado por pessoas diversas (atual diretoria) daquelas que realmente impetraram a presente ação mandamental (Junta Governativa que substituiu a diretoria triênio2007/2010). [...] Sendo assim, reconhecido a existência de erro material, caracterizada pela premissa da existência de fato inexistente (pedido de desistência), chamo o feito à ordem para tornar sem efeito a decisão de fls. 805/v e, por conseguinte, determino a reinclusão do processo em pauta, para regular julgamento [...]”.

A sentença reconhece o direito da diretoria anterior, de pelo menos poder entrar com recurso contra os mafiosos que se valeram da enorme fraude política e judicial para tomar conta do sindicato.

A sucessão de golpes e manobras dos sindicalistas que agora estão na diretoria do Sintect-ES é tão escandalosa que até mesmo a Justiça que atua sistematicamente em favor dos capitalistas e seus lacaios no sindicato, foi obrigada a reconhecer o “estelionato” jurídico que os golpistas tentaram.

Essa decisão é uma derrota para os pelegos do PT e os sindicalistas traidores que se utilizam de expedientes jurídicos e golpes de todos os tipos para tentar calar a oposição Ecetistas em Luta e os trabalhadores, e assim poderem facilitar a privatizações dos Correios.    

Num primeiro momento os golpistas patrocinados pela direção da empresa e pelos chefes dos setores, ingressaram com três ações judiciais solicitando a intervenção no sindicato –proibida pela Constituição de 1988-, que foi dada pelo juiz Antônio Carvalho de Pires, da 7º Vara Trabalhista de Vitória, ex-chefe dos Correios e ex-advogado patronal, o qual nomeou um interventor de sua confiança, e numa “eleição” totalmente viciada, sem apoio da categoria, deu a posse aos sindicalistas vendidos. Em seguida, contestada a decisão pela antiga diretoria destituída pela Junta Interventora do Estado, os golpistas não hesitaram em praticar mais um ardil contra os trabalhadores e procurando se passarem por legítimos impetrantes do recurso e do mandado de segurança promovido pela antiga diretoria para tentar suprimir a ação. 

Fica claro que a única forma desses vendidos, desclassificados e desmoralizados diante da categoria de se manterem na direção dos sindicatos é através do golpe, do esquema mafioso em conluio com a empresa, com Estado burguês, com os capitalistas e com o governo.

A intervenção no Sindicato-ES foi feita contra aqueles que se opuseram política e judicialmente ao acordo bianual e a privatização da ECT. Foi feita para passar o controle dos sindicatos das mãos dos trabalhadores para a burocracia sindical, principalmente, os sindicalistas traidores do PT e PCdoB, que dominam a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios) e são pagos por privilégios e cargos na direção da empresa.


A única forma dos trabalhadores impedirem a intervenção dos patrões e do Estado capitalista em suas organizações sindicais e associações, a privatização dos Correios e os ataques às suas condições de trabalho é através da luta de uma ampla mobilização de todos ecetistas.


 

 

Cai a mascara

Emanuel Ditadura sai em defesa da oposição patronal de Minas Gerais

Para atacar o PCO e a Corrente Ecetista em Lula, “Dom” Emanuel dos Santos – secretário-geral do Sintect-PB – saiu em defesa da oposição patronal do PCdoB em Minas Gerais, alegando que o PCO deveria ser democrático com os patrões na assembleia, o completo

 

A campanha de calunias do “dono” do Sintect-PB, Emanuel Ditadura, para atacar a oposição dos trabalhadores, em especial o Partido da Causa Operária e a Corrente Ecetistas em Luta, não para.

Depois de espalhar a asneira de que o PCO seria “divisionista”, quando na verdade é o próprio Emanuel Ditadura em conjunto com sua corte, formada por sindicalistas do PSTU/Conlutas, quem está organizando a divisão da categoria por meio do rompimento com a Fentect e a criação de uma federação anã, composta por meia dúzia de sindicatos que juntos não contabilizam nem 9% da categoria, a nova campanha é a defesa elementos patronais da PCdoB/CTB que fazem oposição ao sindicato de Minas Gerais.

Antes de tudo é preciso esclarecer que o Sintect-MG é o maior sindicato de oposição dentro da Fentect, o sindicato mais ativo na organização do bloco dos 17 sindicatos, de oposição ao acordo bianual e o principal sindicato que participa da organização da luta contra a burocracia sindical do PT/PCdoB que controla a Federação. Por ser a grande pedra no sapato do governo, da direção da empresa e da diretoria da Fentect, esse é o sindicato mais atacado pelo bloco PT-PCdoB e seus garotos-propaganda, do PSTU/Conlutas. Tanto é assim que há anos o PCdoB, financiado pela empresa, vem organizado uma oposição patronal contra a Corrente Ecetistas em Luta. Essa oposição patronal, composta por chefes, dedos-duros e até mesmo assassinos, é apoiada não só pela burocracia da Fentect, mas pelo próprio PSTU, como ficou evidente no último Conrep, onde houve um acordo entre todos esses setores para expulsar a bancada de Minas Gerais e excluir o PCO da mesa de negociação, deixando o comando nas mãos dos traidores do PT e do PCdoB.

Nesse sentindo, fazer a campanha contra o Sintect-MG é fazer uma defesa aberta dos marginais do PCdoB e da própria empresa, que é quem financia abertamente essa pretensa oposição. É preciso deixar claro que a campanha que o ditador do sindicato da Paraíba está fazendo contra o PCO e a Corrente Ecetistas em Luta, é uma defesa aberta dos traidores do PCdoB e da empresa. Atacar o PCO no Sintect-MG é defender abertamente o PCdoB e a política de privatização dos Correios. Trata-se de um crime contra a luta dos trabalhadores, o que deve ser amplamente denunciado e combatido.

Sobre a campanha em si, a mesma não poderia ser mais cínica e mentirosa. “Dom” Emanuel acusa a diretoria do Sintect-MG, composta por militantes do Partido da Causa Operária, de ser “autoritária” e “antidemocrática” com a oposição. Ou seja, para o reizinho da Paraíba, no sindicato de Minas Gerais os chefes e dedo-duros, pagos pela empresa deveriam ter ampla liberdade para mandar nas assembleias, pois todo mundo sabe que os chefes, se deixar, não vêm sozinhos, trazem toda a quadrilha para aprovar propostas contra os trabalhadores. É evidente que nenhum sindicato sério, que esteja de fato na defesa dos trabalhadores vai permitir que os chefes e dedos-duros tomem conta das as assembleias dos trabalhadores. É o mesmo que permitir que na Paraíba as assembleias sejam controladas pelos Jerdinvans, Carlos Pontes, Ademaus ect.

Fora o fato de que seria uma aberração que as assembleias e o sindicato fossem controlado pela empresa, por elementos patronais, o que chama muito a atenção de quais os verdadeiros interesses defendidos por Emanuel Ditadura ao fazer campanha em prol dos chefes em Minas Gerais.

Os trabalhadores devem repudiar a defesa que o reizinho do Sintect-PB e toda a sua corte está fazendo dos elementos patronais do PCdoB, que defenderam todas as propostas da empresa, contra a diretoria do sindicato de Minas Gerais, conhecida por rejeitar e denunciar as mazelas da direção da empresa, em várias situações totalmente contrária à maioria dos sindicatos.

Quem não se lembra da imensa campanha feita pelo Bando dos Quatro (PT-PCdoB-PSTU-Psol) a favor do Banco de Horas? Dizendo que não seria prejudicial aos trabalhadores. O sindicato do Minas Gerais foi o único grande sindicato da Federação a não aceitar a proposta e denunciar que seria um enorme prejuízo aos trabalhadores.

.“Dom” Emanuel quer democracia e poder para os chefes nas  assembleias do Sintect-MG, no entanto, na Paraíba, é a volta da ditadura, não contra os chefes, mas contra os trabalhadores.

É de conhecimento público que na Paraíba quem se coloca contra as decisões do “Todo Poderoso” é recebido com gritos, ameaçados inclusive de agressão. Sem falar no fato de que para o reizinho, as assembleias só valem quando aprovam suas propostas, quando ele perde,  simplesmente passa por cima da decisão da maioria e de forma completamente ilegal, promove assembleias em varias cidades até que sua vontade seja imposta.

Emanuel Ditadura..,democrático com a chefia e autoritário com os trabalhadores.

 


Internacional

Israel

As massas se levantam contra a crise capitalista

As principais cidades do país têm sido tomadas pelos crescentes protestos contra o aumento do custo de vida e as políticas neoliberais

 

Mais de 300 mil israelenses saíram às ruas de TelAviv, Jerusalém e outras cidades, no sábado passado, dia 6 ,segundo estimativas da própria polícia, e quase meio milhão segundo estimativas dos manifestantes, para protestar contra a carestia e a crise capitalista, cujos efeitos têm aparecido através da alta do preço de moradia, dos alimentos e dos combustíveis, e a alta dos impostos; contra a política econômica do governo do primeiro ministro Benjamin Netanyahu e a sensível piora dos serviços sociais, e por “justiça social”. Tratam-se dos maiores protestos na história de Israel, e tiveram a participação nas ruas de mais de 5% da população, que é de 7,7 milhões de habitantes.

No último mês, os protestos têm se transformado de manifestações estudantis em mobilizações populares de caráter nacional, e tiveram uma enorme adesão em comparação com a última grande manifestação que aconteceu há duas semanas. Centenas de pessoas já se encontravam acampadas, desde 14 de julho, numa praça do Rotschild Boulevard, uma das principais avenidas de TelAviv, protestando contra os altos custos de moradia, que acabou sendo o detonador dos protestos e que amalgamou um conjunto de demandas econômicas e sociais. O monopólio governamental sobre a propriedade da terra tem sido usado para aumentar a especulação imobiliária e os lucros de um punhado de especuladores financeiros, mantendo uma escassez artificial que tem disparado os preços dos imóveis, além da existência de uma burocracia enorme para a aquisição de áreas aprovadas, e uma política de crédito restritiva.

Em 16 de julho, a União Nacional dos Estudantes de Israel aderiu aos protestos e, em 17 de julho, a organização de jovens Hashomer Hatzair; em 19 de julho, estudantes montaram tendas na Velha Cidade de Jerusalém; em 20 de julho, os protestos chegaram à cidade ortodoxa de El´ad, a Ashod, e a Kyrat Shmona; em 21 de julho, aconteceram protestos no centro de TelAviv; em 23 de julho, mais de 20.000 pessoas, segundo estimativas da polícia, marcharam no centro de TelAviv contra o alto preço das moradias – mas de 200 pessoas foram presas, das quais 43 ficaram detidas. Novos protestos aconteceram em 24 e 25 de julho. Em 26 de julho, Netanyahu anunciou um novo plano para a construção de moradias, que foi rejeitado pelos manifestantes. Os protestos continuaram em 26, 27 e 28 de julho. Em 30 de julho, os protestos tomaram caráter massivo e nacional com a participação de mais de 150.000 pessoas em manifestações em quase todas as 20 cidades mais importantes de Israel. Os protestos continuaram, chegando inclusive a aglutinar médicos em greve, pequenos produtores de laticínios e a burocracia sindical da central Histadrut. A imprensa imperialista e sionista mundial tem tentado ocultar as manifestações. A BBC chegou a noticiar em 2 de agosto que a sua origem estava no aumento do preço do queijo cottage.


O fracasso do governo sionista significa o enfraquecimento do cão de guarda do imperialismo no Oriente Médio


Israel prevê um crescimento de 4,8% para 2011, tem uma taxa de desemprego oficial, de 5,7%, índices relativamente bons se comparados com a situação existente na maioria dos países capitalistas desenvolvidos e de nível médio. O seu orçamento militar anual é de US$13 bilhões, ou 7% do PIB, e conta com US$3 bilhões de ajuda militar do imperialismo norte-americano por ano até 2017, que foi mantida intacta após dos cortes no orçamento público encaminhado pelo governo Obama. A agressividade dos sionistas fica evidente nas declarações dos seus principais representantes. Segundo ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, em declarações ao Wall Street Journal investir em “defesa”, vem se tornando primordial para Israel, quanto para os americanos já que no futuro, "poderá ocorrer que, em casos extremos, nos vejamos obrigados a projetar nosso poder [ao exterior] ou, se for necessário, exercer [...] nosso direito à autodefesa em prol da estabilidade da região inteira". Segundo declarações do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ao jornal israelense Israël Hayom, feitas em 2.8.2011, "com ou sem acordo de paz [com os palestinos], deveremos aumentar seriamente nosso orçamento de defesa para responder às ameaças tecnológicas, à mobilização de forças e ao aumento crescente de mísseis na região".

 As políticas neoliberais do governo têm impactado fortemente o poder aquisitivo da população trabalhadora; as disparidades salariais é uma das maiores existentes nos países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O governo de Netanyahu nomeou o ministro das Comunicações, Moshe Kahlon, como portavoz do governo, e criou uma “equipe especial” dirigida pelo economista Manuel Trachtenberg, e que contará com a participação de quase a metade dos 29 ministros, representantes dos empresários e da central sindical Histadrut. Kahlon chegou a mencionar que as reinvindicações deviam ser atendidas, mesmo à custa do aumento da dívida pública do país, hoje estimada em 75% do PIB (Produto Interno Bruto), o que, na prática, no contexto do atual governo de coalizão de direita, significa contrair novos empréstimos dos bancos imperialistas. Esta é a segunda comissão proposta pelo governo desde o início das mobilizações.

No domingo, Netanyahu declarou que "não podemos ignorar a magnitude do protesto social. Sabemos que é necessário fazer mudanças e teremos de fazê-las.” O governo de Netanyahu tem sido o campeão na aprovação de leis e medidas antidemocráticas e antipopulares, e em cima das suas políticas econômicas o abismo entre ricos e pobres é o maior da história de Israel. Em julho, a coalizão de direita aprovou várias leis no Knesset (parlamento) de cunho ultradireitista, tais como a proibição de boicotar entidades israelenses. A própria liberação de terras de graça para a construção de imóveis deve acontecer através de empreiteiros.

Segundo uma recente pesquisa feita pelo jornal Ha’aretz, 85% dos israelenses apoiam os manifestante, e o índice de aprovação de Netanyahu caiu de 51% para 32%.

As manifestações, que ainda não abordaram a questão dos colonos nas terras ocupadas e as negociações de paz com os palestinos, representam em si um profundo enfraquecimento do principal bastião do imperialismo no Oriente Médio e têm, claramente, como causa o aprofundamento da crise capitalista mundial.

 

Afeganistão

Continua o avanço da guerrilha contra as tropas lideradas pelo imperialismo norte-americano

O conflito entre as forças de ocupação do imperialismo e a população afegã é uma das chaves da situação política mundial

 

No último sábado, dia 6, os militantes do Talibã derrubaram um helicóptero do tipo Chinnok das forças especiais dos EUA, ISAF (Força Internacional de Assistência à Segurança), na província de Maidan Wardak, localizada na região central do Afeganistão, quando se encaminhava ao desértico distrito de Sayd Abad, centro de grande atividade guerrilheira. 31 soldados norte-americanos e sete afegãos morreram, configurando-se na pior perda em vidas humanas desde a invasão do país em 2001, frente a um outro helicóptero Chinnok abatido em 28 de junho de 2005 quando 16 soldados foram mortos.

Segundo o porta-voz do governo da província, Shahidulá Shahid, “o helicóptero estadounidense foi derrubado durante a noite [...] por um foguete disparado pelos talibãs quando decolava”. Segundo a rede de televisão CNN, 22 dos soldados mortos faziam parte da unidade antiguerrilheira “Team 6” (do Navy Seals), a mesma que assassinou Osama Bin Laden no Paquistão. O presidente Obama, através de um comunicado, reconheceu o “extraordinário sacrifício” dos soldados mortos.

Somente em 2011, morreram no Afeganistão pelo menos 374 soldados da OTAN (Aliança do Tratado do Atlântico Norte), de acordo com dados da página web especializada icasualties.org, que detalha as baixas no Afeganistão e Iraque. No primeiro semestre deste ano, morreram mais de 1.400 civis, 15% a mais de que durante o primeiro semestre de 2010 de acordo com a UNAMA (Missão das Nações Unidas no Afeganistão). Estas mortes têm sido provocadas principalmente por bombardeiros indiscriminados da OTAN, como, por exemplo, o que aconteceu há alguns dias na província de Helmand, na região sul do Afeganistão, quando morreram oito civis, após a reação da OTAN ao ataque de guerrilheiros no distrito de Nad Ali. As vítimas pertenciam a uma família que tinha fugido da vizinha província de Uruzghan.

Ao mesmo tempo, no vizinho Paquistão, na cidade fronteiriça de Peshawar, um ataque guerrilheiros destruiu 16 caminhões de abastecimento de combustível da OTAN.


O enfraquecimento militar do imperialismo norte-americano perante o aprofundamento da crise capitalista


Esses acontecimentos evidenciam as enormes dificuldades que o imperialismo norte-americano está encontrando para efetivar a sua retirada do Afeganistão, onde tem estacionados mais de 100.000 soldados (140.000 contabilizando todos os soldados da OTAN), além de um número pelo menos igual de mercenários. De acordo com Robert Brown, ex-tenente-coronel do Exército norte-americano e veterano editor da revista Soldier of Fortune, “os guarda-costas do presidente afegão (Hamid Karzai) são todos mercenários, funcionários da empresa DynCorp, subcontratada pelo Pentágono para esta missão de segurança”. “Com as guerras no Afeganistão e Iraque, as oportunidades para mercenários estão cada vez maiores. Em Bagdá tem gente ganhando US$ 250 mil por ano, mais verba para despesas. Isso é uma fábula para um soldado”. O recrutamento de mercenários teria aumentado cerca de 300% desde 2001.

A ISAF tem entregado o controle das operações militares ao exército do Afeganistão, mas, ao mesmo tempo em que conseguiu certo status quo nas operações na região sul do país, tem acontecido uma escalada dos ataques guerrilheiros na região norte nos últimos meses. Os fatos mostram que essa retirada deverá levar à queda do governo marionete de Amidh Kharzai, e por esse motivo o imperialismo tem tentado chegar a um acordo com o Talibã.

Após a queda da União Soviética, no início dos anos 1990, o imperialismo norte-americano apareceu como a grande potência militar mundial. Nos últimos dez anos, esteve envolvido na agressão à antiga Iugoslávia, Afeganistão, Iraque, Somália, Paquistão, Iémen e Líbia.  O corredor de abastecimento das tropas estacionadas no Afeganistão, a denominada “rede norte de transporte”, inclui 13 das 15 ex-repúblicas soviéticas, entre as quais Arménia, Azerbaijão e Bielo-Rússia, e excetuando apenas a Moldávia e a Ucrânia.  Somente em 2011, aconteceram mais de quatro mil vôos para o Afeganistão, através do espaço aéreo da Rússia. Mais de 15 mil soldados norte-americanos e mais de 20 mil toneladas de materiais militares entraram no Afeganistão através da Rússia desde outubro de  2009. Desde o ano 2000, o imperialismo norte-americano tem realizado exercícios militares anuais, sob a cobertura da OTAN, na Bulgária, Roménia, Mongólia, Cazaquistão, no Camboja, e quase em todo o continente africano. O seu poderio militar é a base do seu domínio mundial, mas, ao mesmo tempo, e de maneira contraditória, implica em gastos de tal envergadura que o imperialismo decrépito tem enormes dificuldades em sustentar. Por exemplo, calcula-se que a cada barril de petróleo, do total de mais de 21 milhões consumido diariamente nos Estados Unidos, outro barril é necessário para manter as suas operações militares. Com a economia capitalista mundial em profunda crise, e gravitando principalmente em torno à especulação financeira, os cortes nos gastos estatais e a piora das condições de vida dos trabalhadores parecem não serem suficientes para garantir a voracidade dos especuladores financeiros.

O aprofundamento da crise capitalista tem levado ao avanço revolucionário das massas em várias regiões do mundo, ao mesmo tempo que debilita o sistema imperialista mundial, se transforma em um fator que alimenta continuamente a própria crise  e conduz inevitavelmente à derrubada revolucionária do capitalismo e a liberar as forças que necessariamente conduzirão a humanidade para um estágio superior de sua evolução, o socialismo.

 

Nigéria

A Shell provoca desastre ambiental no Delta do Niger

A busca pelo lucro fácil leva às multinacionais imperialistas a arrasar comunidades inteiras

 

De acordo com um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) de quatro de agosto, a Shell tem provocado um enorme prejuízo ecológico no Delta do rio Niger, localizado na região sul da Nigéria, através de sucessivos derrames de petróleo que poluíram a água potável, destruíram plantas e contaminaram o solo.  "A poluição penetrou mais longe e mais profundamente do que se poderia presumir”. “A restauração ambiental [somente] da região Ogoni poderá se revelar o mais extenso e mais longo exercício de limpeza jamais realizado”, e para a sua despoluição seriam necessários 30 anos e em torno de um bilhão de dólares, devido a que se trata de uma área de pântanos, mangues e córregos com mais de 965 quilômetros quadrados. 

As operações de produção de petróleo acabaram em 1993, mas oleodutos e estações sob a responsabilidade da Royal Dutch Shell e a estatal Nigerian National Petroleum Corporation ainda atravessam a região.

Apesar das fortes acusações, a própria Shell financiou o estudo, motivo pelo qual tem sido levantadas sérias suspeitas sobre a sua total imparcialidade. Segundo ambientalistas, aproximadamente 500 milhões de galões de petróleo teriam sido derramados no Delta do Níger durante os últimos 50 anos, o que seria equivalente ao vazamento de 1989 da Exxon Valdez no Alasca a cada ano (cerca de 10,8 milhões de galões).

Os vazamentos são um fenômeno quase continuo nesta região de terras úmidas, onde se encontram a maior parte dos manguezais da África, que durante muitos anos alimentaram a sua população com abundância de peixes, frutos do mar, vida selvagem e plantações. E esta situação não faz parte do passado; há algumas semanas, um oleoduto da Shell estourou em um manguezal e o vazamento somente foi fechado depois de dois meses, tendo acabado com os camarões e caranguejos da região. Numa localidade próxima, um vazamento num oleoduto no rio Gio em abril, perto de Akwa Ibom, também gerou uma crise ambiental. Outro vazamento, este acontecido num oleoduto de alto-mar da Exxon Mobil em maio, durou semanas.


Os verdadeiros motivos dos vazamentos e o desastre ambiental

 

O petróleo da Nigéria, extraído fundamentalmente do Delta do rio Níger, é um óleo leve de alta qualidade, com baixo teor de enxofre e baixo custo de refino. As reservas estão estimadas em 37,5 bilhões de barris. Sendo o maior parceiro comercial dos EUA na região da África Subsaariana, as exportações de petróleo da Nigéria representam 11% das importações dos EUA. A produção diária está em torno dos 2,4 milhões de barris, o que representa, junto com a produção de aproximadamente 40 bilhões de metros cúbicos de gás, mais de 70% da economia, 95% das receitas de exportação e cerca de 65% das receitas orçamentárias do país. Em mais de 50 anos milhares de quilômetros de oleodutos foram espalhados pelos pântanos. Apesar da região contribuir com quase 80% da receita do governo, ela pouco se beneficia. A expectativa de vida aqui é a mais baixa da Nigéria. Existe um alto grau de corrupção das autoridades governamentais e principais chefes das tribos e comunidades locais da região do Delta. Segundo Gavin Hayman, analista da ONG baseada em Londres Global Witness, as multinacionais petrolíferas "têm maquiado os lucros obtidos no passado, criando um ambiente predatório que tem levado muitos problemas a situações extremas. Os lucros têm aumentado, o que por sua vez gera mais oportunidades para a corrupção". Muito do óleo extraído é vendido no mercado negro.

A Shell e as outras empresas petrolíferas têm verdadeiros exércitos particulares que combatem os grupos guerrilheiros que atuam na região do Delta do Níger. As operações de produção, controladas a partir da cidade de Porto Harcourt, são tratadas como verdadeiras operações de guerra. No final de 2010, o WikiLeaks publicou 4.598 documentos da embaixada norte-americana sobre a Nigéria. Em um deles, Ann Pickard, vice-presidente da Shell para a África Subsaariana informou ao embaixador dos EUA na Nigéria que a Shell teria informantes em todos os principais ministérios nigerianos com o objetivo de controlar qualquer ação relacionada ao Delta do Níger. O embaixador norte-americano relatou a preocupação da executiva em relação a se militantes das guerrilhas do Delta do Níger poderiam ter comprado mísseis antiaéreos, além de evidenciar o compartilhamento de informações de inteligência com os serviços dos EUA.

Em julho, os soldados que protegem uma das instalações da Exxon Mobil agrediram mulheres que protestavam contra a poluição ocasionada pelos vazamentos que impedia as famílias de pescar e de coletar moluscos e camarões nos manguezais. E não foi um caso isolado, mas a repetição de uma longa história.

O motivo imediato por trás dos constantes vazamentos é a existência de dutos velhos e enferrujados, a falta de fiscalização pelo governo altamente corrompido pelas multinacionais imperialistas. O Departamento de Recursos do Petróleo estima o vazamento de 1,89 milhões de barris no Delta do Níger entre 1976 e 1996, de um total de 2,4 milhões de barris que vazaram em 4.835 incidentes (aproximadamente 220.000 metros cúbicos). Os principais motivos apontados para esses vazamentos são: corrosão das tubulações e tanques de armazenamento em 50% dos casos, “atentados” em 28%, problemas operacionais em 21%, e 1% devido a problemas de mal funcionamento de equipamentos. As chamadas árvores de natal, colunas antigas de válvulas dos poços de petróleo, aparecem em clareiras entre as palmeiras; o óleo às vezes vaza a partir delas, mesmo dos poços desativados.

A Shell começou a sua atuação no Delta do Níger em 1956. Os constantes vazamentos de hidrocarbonetos e queimas de gás levaram ao aumento do repúdio da população de Ogoni, que conta com cerca de 800 mil pessoas. Em 1990, foi fundado o Mosop (Movement for the Survival of the Ogoni People), que foi duramente reprimido desde o início pelos governos nigerianos que têm apoiado a Shell. Em 1990, 80 manifestantes ogonis foram assassinados no vilarejo de Umuechem. Em 1995, o líder do movimento, o escritor Ken Saro-Wiwa, foi preso, condenado e enforcado, por ter organizado uma manifestação que reuniu 300 mil ogonis em 1993. 

Com o advenimento de governos "democráticos" na Nigéria a partir de 1999, foi iniciado um “processo de reconciliação”. Foi quando o governo pediu ao Pnuma a realização de um estudo sobre a região do Delta do Niger, que somente começou em 2009, com pleno financiamento da própria Shell!

O estudo durou um pouco mais de um ano. Foram analisadas 4 mil amostras retiradas de 69 pontos, 5 mil dossiês médicos e foram conduzidas entrevistas com a população. Em muitas comunidades, a água potável está contaminada fortemente pelos hidrocarbonetos. No vilarejo de Nisisioken Ogale, os poços foram contaminados por benzeno, resultando numa taxa 900 vezes acima da máxima estabelecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde). “A poluição do ar associada às operações da indústria petroleira é generalizada e afeta a qualidade de vida de quase um milhão de pessoas”. “A saúde pública está seriamente ameaçada em pelo menos dez comunidades”. O impacto sobre os mangues foi “desastroso”, ao passo que a poluição de muitas baías impede a pesca, uma atividade essencial para os ogonis.

O relatório do Pnuma além de destacar a responsabilidade da Shell, observou que “os próprios procedimentos da Shell [sobre a manutenção das instalações] não foram aplicados”. A recomendação do Pnuma em relação à limpeza do território, financiada por um fundo dotado de um capital de US$ 1 bilhão é questionada por Nnimmo Bassey, ambientalista nigeriano que preside a Federação Internacional dos Amigos da Terra: “um fundo de US$ 1 bilhão não é nada comparado com o desastre ecológico criado pela Shell: serão necessários US$ 100 bilhões” para despoluir o Delta do Níger.

A posição oficial da Shell foi que ela não explora petróleo na região Ogoni desde 1993, e que “a maioria das marés negras na Nigéria são causadas pela sabotagem, pelo roubo e pelo refinamento ilegal”. Mas, segundo Nnimmo Bassey “o relatório do Pnuma observa que o refinamento ilegal só se desenvolveu na região Ogoni a partir de 2009.” “Além do mais, a análise fala da poluição histórica que se acumulou antes dos anos 1990”. No dia três de agosto, a Shell reconheceu sua responsabilidade em relação a dois vazamentos que aconteceram em 2008 na região Ogoni e afetaram a comunidade Bodo.

As multinacionais imperialistas trabalham para obter os maiores lucros possíveis, não se importando com as consequências das suas ações para quem quer que seja. A luta pelo controle das suas riquezas naturais faz parte da luta do povo nigeriano e pode tornar-se no ponto de virada da situação do país, tal como tem acontecido nos países do Norte da África e do Oriente Médio, e começa a acontecer em alguns países da África Subsaariana.



Coluna de Rui Costa Pimenta

Pela unidade da esquerda na luta contra o fascismo


Matérias do dia 9 de agosto de 2011

População se revolta contra a PM em Piracicaba

09h

Mais uma mobilização espontânea estoura em São Paulo. Cerca de 300 pessoas atacaram policiais rodoviários estaduais com pedras, garrafas na tarde do último domingo.

Os manifestantes se revoltaram contra uma operação que multou carros estacionados em frente a um parque de exposições em Piracicaba (160 km de São Paulo), na SP-135. “A tropa de choque e o helicóptero da Polícia Militar foram chamados e a situação se acalmou.” (Folha online, 07/08/2011).

Nos últimos anos temos visto uma generalização de manifestações espontâneas contra a opressão do regime. As manifestações espontâneas são o prenúncio de uma onda ainda maior de mobilizações da classe trabalhadora, colocando em marcha um período intenso de luta contra o regime de exploração do capitalismo.

Londres: novos conflitos terminam com 100 detidos e nove feridos

09:30h

A revolta que explodiu na noite de sábado no bairro de Tottenham se generalizou em Londres. Na noite do ultimo domingo, a população voltou às ruas.

A revolta da população pode ser expressa pelos ataques promovidos contra os policiais, saques e vários incêndios em pontos do norte de Londres, além de Brixton, no sul, e de Oxford Circus. Mais de 100 pessoas foram presas.

Segundo a imprensa, o estopim da mobilização foi o assassinado de Mark Duggan, de 29 anos. Duggan foi morto por policiais na ultima quinta-feira, em Tottenham.

As mobilizações espontâneas desta envergadura aponta o nível da crise que esta mergulhada o imperialismo. Por traz de cada choque com o regime está o monstro da crise econômica, que tende a intensificar a situação de miséria, empurrando a população para um buraco negro.

Bovespa despenca quase 5% na abertura do pregão

10h

A Bolsa de Valores de São Paulo despencou logo no começo do pregão desta segunda-feira, dia oito. Com apenas 25 minutos de abertura das transações na bolsa, o índice da Bovespa já caía 4,36%.

A bolsa brasileira está na esteira das demais bolsas de valores dos principais mercados financeiros mundiais. No Japão, a bolsa de Tóquio caiu 2,4% e da Coréia 5%.

Em Londres, a queda registrada no início do pregão foi 1,55% e nos Estados Unidos, a Bolsa de Nova Iorque caiu 0,94%.

A Bovespa é a mais afetada das bolsas de valores. Na última semana acumulou 9,99% e mais de 20% este ano. Este é um claro sinal da fragilidade do mercado financeiro brasileiro que não passa de um ponto de investimento dos investidores internacionais.

Exército sírio mata 38 manifestantes

10:30h

A cidade síria de Deir al-Zor se tornou palco de um massacre no período de domingo para segunda. Cerca de 38 pessoas foram assassinadas em confrontos com o exército durante as manifestação contra o ditador Bashar al-Assad.
A cidade de Deir al-Zor, grande produtora de petróleo do país, se tornou um grande foco de resistência e protestos ao governo que enviou tropas para retomar a qualquer custo o controle da cidade.
A cidade foi ocupada pelo exército com tanques e atirando contra os manifestantes.
'Os números de vítimas estão aumentando a cada hora', afirmou por telefone de Damasco o ativista Suhair al-Atassi, membro do Comitê de Coordenação da Revolução Síria.
O governo age de maneira violenta e pelo que indica não vai parar com o massacre da população. Isso porque o ditador Assad defendeu a campanha armada contra o que chama de uma insurreição armada. O ditador disse ao chanceler libanês Adnan Mansour “Lidar com fora-da-lei e condenados que praticam roubos em rodovias e lacram as cidades e aterrorizam a população é um dever nacional”.
A Síria passa por uma profunda crise política em decorrência da revolução nos países árabes e a qualquer momento a população pode derrubar o ditador Assad.

Parlamento da Índia é fechado após protestos

11:30h

O Parlamento da Índia está fechado nesta segunda-feira, dia 8 de agosto, após protestos populares exigindo a renúncia da ministra-chefe de Déli acusada de corrupção.

Esta é a terceira vez que o Congresso é fechado desde que os trabalhos foram retomados após o recesso de julho.

Os oposicionistas do Bharatiya Janata Party Sheila Dikshit, foram os responsáveis por fechar o Congresso. A ministra-chefe Sheila Dikshit é acusada de favorecer empresas em licitações para os Jogos da Commonwealth de 2010.

A crise atinge o segundo mandato do primeiro-ministro Manmonhan Singh que já esteve envolvido em outros escândalos de corrupção. Segundo pesquisa divulgada pelo jornal The Hindu, tem apenas 22% do apoio popular, o menor índice desde que tomou posse.

O escândalo apenas ampliou as condições para a ampliação da crise econômica no País. Nesta segunda-feira a bolsa indiana atingiu o seu nível mais baixo em mais de um ano.

Quilombolas

Quilombolas farão protestos pela regularização de suas terras

12h

Grupos remanescentes de quilombos de vários estados pretendem marcar nos próximos meses diversos atos de protesto em defesa do reconhecimento do território desses povos.

Os protestos foram definidos durante o 4º Encontro Nacional das Comunidades Quilombolas, que começou na última quarta-feira (3), no Rio de Janeiro, e reuniu quase 500 representantes do movimento.

Maria Rosalina dos Santos, integrante do movimento quilombola, afirmou que a regularização fundiária é o problema “mais grave e mais urgente para as comunidades quilombolas do Brasil, porque as demais políticas públicas dependem da regularização fundiária. E é um processo muito lento. Existem vários entraves que dificultam a efetividade dessa política nas comunidades”.

Onir de Araújo, advogado que integra o Movimento Negro Unificado (MNU) e a Frente Nacional em Defesa dos Territórios Quilombolas, afirmou que “o INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) só titulou oito comunidades nos últimos oito anos”.

Segundo o cronograma, uma marcha nacional será realizada em Brasília, no próximo dia 7 de novembro, para “barrar duas ameaças aos quilombolas: uma ação direta de inconstitucionalidade impetrada pelo ‘Democratas’ e um projeto de decreto legislativo que pretendem tornar inválido o Decreto 4.887/2003 (sobre identificação, reconhecimento, delimitação, demarcação e titulação das terras ocupadas por remanescentes das comunidades dos quilombos)”.

O movimento tem que protestar também contra o massacre no campo cometido pelos jagunços e a própria polícia do estado, bem como lutar pela auto-defesa dos quilombolas. Até por que as execuções de lideranças quilombolas ocorrem mesmo em territórios quilombolas já reconhecidos e titularizados pela União.

MST ocupa terreno em Americana-SP

12:30h

Cerca de 250 famílias ligadas ao MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra) ocuparam neste final de semana, terras na região do município de Americana, no interior de São Paulo.

Segundo o MST as terras do Sítio Boa Vista pertence ao INSS e há alguns áreas nessa região vem sendo invadidas e griladas pela Usina Ester para o monocultivo da cana-de-açúcar.

A Usina, segundo o MST, grila mais de 4.000 hectares de terras públicas dos governos municipal, estadual e federal apenas na região de Americana.

Os trabalhadores por sua vez reivindicam a área que tem cerca de 80 hectares, para poderem viver e produzir alimentos. A área já foi ocupada pelos trabalhadores sem-terra em 2002 e acabou violentamente reprimida e despejada pela polícia do município paulista.

Nesta segunda-feira, dia 8, os trabalhadores organizaram um ato político em defesa da reforma agrária e o assentamento na área da ocupação.

Trabalhadores rurais reivindicam a distribuição de terras

13h

Nesta segunda-feira, Trabalhadores rurais do Assentamento 13 de Outubro bloquearam a passagem de veículos na BR-163, no trecho entre a saída de Rondonópolis para a cidade de Campo Grande (MS).

O bloqueio foi resultado da ação de família que exigem mais agilidades na distribuição de terras pelo Instituto Nacional de Reforma e Colonização Agrária (INCRA).

A última manifestação aconteceu no dia 10 de julho quando o tráfego foi liberado depois que os assentados se reuniram com representantes do INCRA. Os manifestantes afirmam que o as vistorias nas áreas que estão em fase de desapropriação precisam ser retomadas.

Crise norte-americana derruba bolsas europeias

13:30h



Após uma sessão dominada pelo pânico nas bolsas asiáticas, as principais bolsas de valores europeias tiveram também mais um dia de trabalho operando negativamente.

O anúncio no último final de semana do rebaixamento do rating norte-americano pela Standard & Poor's apenas confirmou a progressiva deterioração da economia mundial. Apenas a decisão do Banco Central Europeu em comprar bônus no mercado é que conteve um clima maior de histeria entre os investidores do mercado europeu.

Outro fator de grande crise na Europa é a recusa dos investidores em comprar as dívidas públicas italianas e espanholas. O BCE está intervindo também para comprar papeis irlandeses e portugueses.

Em Londres, o principal medidor despencou 3,39%. Em Paris, a queda ainda mais acentuada foi de 4,68%. As maiores perdas, porém, foram registradas em Frankfurt, onde as bolsas fecharam com queda de 5,02%. Em Milão as perdas acumuladas foram de 2,35%.

Nova pesquisa atesta retração da indústria brasileira

14h



Nesta segunda-feira a Confederação Nacional da Indústria divulgou seu relatório mensal sobre a utilização da capacidade instalada da indústria nacional. Segundo o documento, em junho, o uso da indústria instalada recuou para 82,3%. Em maio, a utilização era de 82,5% da capacidade instalada.

 

A tendência ao desaquecimento industrial fica mais clara se comparada com junho de 2010, quando o uso chegava a 82,8% da capacidade.

Outro dado importante presente no relatório é que a retração foi registrada em metade dos os 19 setores industriais pesquisados. As maiores quedas foram nos setores de têxteis, papel e celulose, couros e calçados. A produção estável de produtos eletrônicos e móveis ajudaram a segurar a queda do índice.

Bolsas asiáticas fecham em queda novamente após rebaixamento dos EUA

14:30h

As bolsas asiáticas estão numa descida ladeira a baixo. Os índices principais das bolsas têm registrado quedas sistemáticas, sobretudo depois da crise grega e o agravamento da crise financeira em todo o continente europeu nesse último semestre.

As notícias sobre a crise econômica nos Estados Unidos também tem surtido o mesmo efeito. Nesta segunda-feira (8), após a desclassificação da nota de crédito dos Estados Unidos pela agência Standard and Poor’s, os mercados acionários voltaram a cair.

A Bolsa de Tóquio perdeu 2,18%; o Índice de Seul fechou em 3,82%, nível mais baixo desde outubro de 2010.

“Enquanto isso, na parte da tarde no horário local, a bolsa de Hong Kong aumentava suas perdas de rendimento de 3,88% após abrir em queda de 2,57%. Xangai perdeu 3,55%.” (Portal G1, 08/8/2011).

O rebaixamento da nota dos EUA é inédito na história econômica mundial, e sinaliza a opinião de setores dos analistas financeiros e dos próprios banqueiros de que o plano de consolidação fiscal com que o Congresso e o governo concordaram está longe do necessário para os capitalistas, que gostariam de cortes ainda maiores.

A expectativa dos analistas e dos investidores em todo o mundo é que existe um agravamento da crise e, nesse sentido, as bolsas dos países capitalistas mais atrasados são as mais vulneráveis as especulações financeiras e a bancarrota das economias dos países capitalistas centrais.    

Jovens e trabalhadores voltam a enfrentar a polícia nessa tarde em Londres

15h

Desde do último fim de semana protestos violentos tomaram conta da periferia de Londres. Os confrontos que antes estavam restritos ao bairro Tottenham, e que segundo as falsas notícias da imprensa londrina e internacional seriam de uma minoria de vândalos, logo está se espalhando por vários bairros da capital.

A imprensa vincula os protestos à morte a tiros de um rapaz durante uma incursão policial pelo bairro, porém, a crise econômica, o desemprego e a revolta da população contra os planos de austeridade do governo são os verdadeiros fatores de combustível dos protestos que se concentram no momento nos bairros mais pobres da cidade. 

Nessa segunda-feira (8), em Brixton e na região Hackney os moradores, estudantes, jovens, trabalhadores e imigrantes se enfrentaram com a Polícia, marcando o terceiro dia de protesto consecutivo.

“Os manifestantes também jogaram latas de lixo e carrinhos de supermercado na direção dos oficiais, e policiais com escudos empurraram os manifestantes conforme tentavam isolar uma área ao redor da estação Hackney Central, mostrou a televisão ao vivo.” (Portal G1, 08/8/2011).

A situação é completamente explosiva, prédios foram queimados, carros destruídos; a multidão está enfurecida contra a repressao policial e o governo.

“Alguns manifestantes invadiram lojas, aparentemente para buscar objetos que pudessem jogar nos policiais. A BBC afirmou que o incidente começou depois que a polícia parou e revistou um homem.” (idem).

O vice-prefeito de Londres, Kit Malthouse, um burguês comprado pelos banqueiros e capitalistas que sugaram a população inglesa, levaram o Estado a bancarrota e agora querem que os trabalhadores paguem pela crise, “disse que a violência era culpa de um pequeno número de criminosos motivados pela ganância, e não pela conduta da polícia ou de problemas sociais mais amplos causados pela lenta recuperação econômica da Grã-Bretanha.” (idem).

A população está inconformada com os ataques econômicos do governo e dos capitalistas contra suas condições de vida. A impaciência dos trabalhadores, da juventude e da população em geral que está sendo saqueada pelos capitalistas está se esgotando e na polícia londrina terá muitas dificuldades de conter a situação que parece fugir do controle.

Hackers do grupo Anonymous protestam contra repressão do regime sírio

15:30h

 

Para protestar contra a repressão do regime político da Síria, o grupo de hackers Anonymous  desconfigurou e desconectou o site do Ministério da Defesa do país.

Na página do grupo na internet, foi postado fotos de manifestantes que foram reprimidos pelo Exército. Ainda existia uma mensagem para que a população derruba-se o regime de Bashar Al Assad. A mensagem dizia o seguinte: "Para o povo sírio: o mundo está com vocês contra o brutal regime de Bashar al Assad.  "Sabemos que o tempo e a história estão do seu lado. Os tiranos recorrem à violência porque não têm outra coisa, e os mais violentos são os que se tornam mais frágeis". E conclui: "Todos os tiranos cairão, e graças a coragem de vocês, Bashar al Assad é o próximo".

A luta do povo da Síria é parte da mobilização revolucionária na região desencadeada pela crise capitalista e, como mostra o apoio do grupo Anonymous, conta com a simpatia de grande parte da opinião pública dos mais diversos países. Uma demonstração de que as tendências revolucionárias se desenvolvem em todas as partes do mundo. 







Bolsa de São Paulo cai mais de 8%

16h

 

A Bovespa, Bolsa de Valores de São Paulo, caiu mais de 8%. É a maior baixa desde a queda das principais bolsas de valores do mundo em 2008. 

O rebaixamento das notas de risco dos Estados Unidos pela agência Standard e Poor’s. Há algumas horas atrás, o presidente dos EUA, Barack Obama, deu uma declaração para tentar acalmar os mercados, no entanto, não surtiu efeito.

Com a queda, os investidores estão buscando investimentos menos arriscados, como o ouro, por exemplo.

A queda das bolsas é o principal sintoma da crise capitalista.

    

 

Milhares de refugiados somalis chegam Mogadício em busca de comida

16:30h

Nesta segunda-feira, milhares de refugiados somalis, fugindo da fome e de anos de violência, chegaram a Mogadício.

A busca é de comida depois da retirada dos rebeldes islâmicos da capital.

Moradores locais afirmaram que longas filas de refugiados se dirigiam para a cidade a fim de escapar da pior seca em décadas da região. Os suprimentos existentes já estavam diminuindo.

Dados da ONU (Organização das Nações Unidas) são de que cerca de 3,6 milhões de pessoas estão sob risco de inanição (estado de extremo enfraquecimento por falta de alimentos) na Somália e aproximadamente 12 milhões na região do Chifre da África, incluindo Etiópia e Quênia.

Dilma Rousseff chama Wagner Rossi para dar explicações sobre denúncias

17h

A presidenta Dilma Rousseff recebeu nesta tarde o Ministro da Agricultura, Wagner Rossi, para discutir as denúncias de irregularidades envolvendo os subordinados da sua pasta ministerial. As denúncias envolvem principalmente o secretário-executivo do Ministério, Milton Ortolana e diretores da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Wagner Rossi foi indicado diretamente pelo vice-presidente da república, Michel Temer. Caso a crise com o ministério se desenvolva, será mais um desgaste do governo do PT com o PMDB, maior partido da base aliada.

As inúmeras denúncias de corrupção são expressão da luta que está se desenvolvendo internamente por cargos dentro do governo.

Inglaterra: novos protestos em Croydon, subúrbio Londres

17:30h

Após revolta da população no último sábado (6/8) no bairro de Tottenham pelo assassinato de Mark Duggan por policiais. Episódio que culminou em uma explosão de protestos por toda Londres obtendo um saldo de mais de 300 presos, diversos carros e prédios públicos queimados.

A população de londrina voltou a protestar na tarde desta segunda-feira (8/8). Manifestantes do subúrbio de Londres revoltados com o assassinato de Duggan por policias e repressão nos bairros pobres em protesto nesta tarde de segunda-feira incendiaram certa de 10 prédios de Croydon, subúrbio no sul de Londres, na Inglaterra. Estudantes lançaram coquetel molotov nos confrontos com os policias e também construíram barricadas com latas de lixo por todos os bairros do subúrbio de Londres.

Só no bairro de Hackney nos protestos da tarde de segunda-feira 200 pessoas foram presas. Hackney é um dos bairros do subúrbio de Londres que tem enfrentado maior repressão policial.

Pernambuco: jovem é baleada na cabeça e morre dentro de um quartel da Aeronáutica

18h

 

 

Nesta terça-feira, 8, veio à tona mais uma execução cometida por militares, dessa vez da Aeronáutica. De acordo com as denúncias, uma jovem de 20 anos teria sido vítima de uma ação de três soldados. A jovem foi baleada na cabeça e morreu dentro de um quartel da Aeronáutica, no bairro de Boa Viagem, zona Sul de Recife.

Apesar de a jovem ter morrido dentro do quartel, a Aeronáutica está tentando a todo custo ocultar a culpa dos soldados, alegando que a jovem morreu acidentalmente. Segundo os relatos, a vítima estaria brincando com uma arma em uma das salas do Parque de Material Aeronáutico (Pama-RF), quando o incidente aconteceu. De acordo com os relatos do coronel Henry Munhoz, os militares “cometeram o crime de abandono do posto de serviço para participar dessa reunião no quarto de hotel, ingeriram bebida alcoólica, como está evidente. Eles estão presos inicialmente por causa disso. As investigações iniciais estão mostrando que o disparo não aconteceu por parte de nenhum dos três policiais” (O Globo, 8/8/2011).

Todo o esforço dos militares para ocultar a participação dos soldados, apesar de ser evidente o envolvimento dos mesmos, deve ser encarado com muita desconfiança pela população. Mesmo que a morte tenha sido acidental, o fato é que a jovem foi levada para o quartel pelos próprios soldados, o que os torna no mínimo responsáveis pelo acidente.

Paraná: mais de seis cidades são obrigadas a decretar situação de emergência por conta das enchentes

18:30h

A situação vivida pela população trabalhadora do Paraná está cada vez mais desesperadora. De acordo com os novos dados divulgados pelo governo, Defesa Civil e prefeituras, ao menos seis cidades já foram obrigadas a decretar situação de emergência por conta das chuvas.

O número de atingidos pelas enchentes já ultrapassa a faixa de 150 mil. “No total 29 cidades sofrem com os efeito dos temporais. Os últimos municípios a entrarem na lista foram Carambeí, nos Campos Gerais, e São Jorge do Ivaí, Norte do Estado”, declarou a Defesa Civil (O Globo, 8/8/2011).

O que chama atenção é que essa não é uma situação isolada, muito pelo contrário. Nos principais estados do País, a exemplo de São Paulo, a situação é exatamente igual. No Vale do Ribeira, na divisa com o Paraná, ao menos 14 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes. Essa situação desesperadora, que vale salientar, ocorre todos os anos, mostra que não existe nenhum interesse por parte dos governos burgueses em resolver o problema, muito menos investir na infraestrutura e saneamento das cidades, o que evitaria todo esse caos.

Petrobras e Vale perdem R$42,6 bilhões com a queda da bolsa

19h

 

Com a queda de mais de 8% da Bovespa, as ações das duas principais empresas que atuam no mercado financeiro brasileiro, a Pretrobras e a Vale, tiveram perdas da ordem de R$ 42,6 bilhões.

As ações da Petrobras caíram nada menos que 7,77%, o que equivale a uma perda de R$ 21,8 bilhões no valor da empresa. Já as ações da Vale recuaram ainda mais, 9,4%, ou um prejuízo de  R$ 20,8 bilhões a menos no valor de mercado.

A perda foi referente ao receio dos investidores estrangeiros com os preços das commodities devido à constante ameaça de recessão nos países imperialista tanto nos Estados Unidos como na Europa.

Hoje a Bovespa teve sua maior desvalorização desde outubro de 2008, perdeu 8,08%.

Londres: protestos se espalham pelo centro, em Birmingham, Liverpool e Manchester

19:30h

Os protestos dessa segunda-feira se intensificaram durante a madrugada, atingindo o centro da capital britânica, Birmingham, Liverpool e Manchester.

Jovens destruíram lojas e restaurantes e atearam fogo em carros e pontos de ônibus nas quatro principais cidades. A polícia reprimiu violentamente a população. Moradores usaram carros em chama como barricadas para evitar a entrada da polícia em vários bairros.

No início da noite no país os protestos ocorriam em bairros mais afastados, como Hackey (norte), Peckham e Lewisham (sul), durante a madrugada, houve protestos em outras cidades, como em Birmingham.

Birmingham é a segunda cidade mais populosa do país, cem pessoas foram presas durantes os protestos e dezenas foram hospitalizadas.

Durante sábado e domingo, mais de 200 pessoas foram presas. Os protestos tiveram início na noite de sábado no bairro de Tottenham e ocorrem por conta da morte de um jovem de 29 anos pela polícia.

Manifestantes jogaram bombas caseiras contra a polícia e alguns prédios, como supermercados e lojas.

Chile: Estudantes exigem referendo sobre sistema educacional

20h

Os estudantes chilenos realizam a dois meses intensos protestos exigindo um sistema público de ensino.

Nesta segunda-feira, eles propuseram a realização de um referendo no país sobre o sistema educacional.

Eles convocaram um protesto nacional para amanhã nas universidades e escolas de ensino médio desafiando a proibição do governo que impediu passeatas na principal avenida de Santiago.

Na semana passada, 900 estudantes foram presos por “violar” a proibição.

Os estudantes protestam mesmo correndo o risco de perder o ano escolar e 40 permanecem em greve de fome.

“com o governolamentavelmente não estão dadas as condições para que se possa avançar e transformar a educação" declarou um representante estudantil.

A constituição do país, elaborada durante a tenebrosa ditadura militar de Pinochet, não prevê consultas populares nem referendes nesse “tipo de situação”, alega o governo.

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“Agora podemos dizer com segurança que os EUA passam pela recessão mais profunda desde o período pós-guerra e, mais importante, com recuperação posterior mais rasa", afirmou o relatório do banco HSBC sobre a crise.

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