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Jornal A Tarde - Artigo sobre Desemprego
Para combater o desemprego, redução da jornada para 35 horas semanais
Por Rui Costa Pimenta, candidato do Partido da Causa Operária (PCO) à presidência do Brasil
As eleições gerais que ocorrerão no ano de 2002 inscrevem-se em um contexto de gigantesca crise do regime político brasileiro, após quase oito anos de Plano Real. Os sinais disso são um desemprego sem precedentes, com mais de 20% da força de trabalho sem ocupação; enorme retrocesso na capacidade produtiva do país, com desmonte de boa parte do seu parque industrial, atendendo aos interesses das multinacionais e do imperialismo; a disseminação da miséria nas grandes metrópoles, com mais de 5 mil favelas e milhões de moradores de rua, além do estarrecedor índice de mais de 30% da população sobrevivendo em condições de pobreza absoluta, auferindo menos de R$ 80,00 mensais.
As propostas do PCO para combater o desemprego (que é, sem dúvida, o produto mais cruel da política do governo FHC), vêm no sentido de defesa das necessidades da maioria explorada da população, contra os privilégios da classe dominante:
Redução da jornada de trabalho para 35 horas semanais, sem corte salarial, como forma de aumentar a oferta de emprego. Que os patrões reduzam suas margens de lucro para garantir emprego a todos.
Fim dos subsídios aos grandes capitalistas; verbas públicas apenas para os serviços públicos e para a implementação de um plano de obras públicas de emergência (construção de escolas, hospitais, moradias populares etc).
Ampla reforma fiscal e tributária no país, com a existência de um Imposto Único, a ser cobrado apenas sobre os capitais, ou seja, dos lucros e fortunas capitalistas. Nenhuma taxação deve ser imposta sobre os salários dos trabalhadores.
Que o governo forneça crédito barato e toda a infra-estrutura necessária ao pequeno empreendedor da cidade e do campo.
Ampla reforma agrária no país, com o confisco do latifúndio e distribuição da terra para quem nela deseja trabalhar e viver.
Nenhum obstáculo aos que trabalham por conta própria, como os camelôs e os perueiros, com facilidade de autorização para trabalhar, ajuda pública, crédito, assistência técnica e, particularmente, o fim da repressão pelo poder público.
Não pagamento da dívida externa aos grandes bancos estrangeiros, pois ela já foi paga várias vezes em forma de juros extorsivos. Que os recursos que migram para os banqueiros sejam usados em favor da população.
Em resumo, o PCO defende que os grandes capitalistas e o governo arquem com o ônus da crise que eles próprios criaram. Que a população laboriosa não pague pela crise capitalista.
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