Outros  em breve

Universidade Marxista

Edições Causa Operária

Enciclopédia

CCBP

FJJCP

redes sociais:

  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram

Biografia do presidente do PCO

RUI COSTA PIMENTA

Conheça mais sobre a atividade militante de RCP antes da fundação do PCO

Rui Costa Pimenta

 

O companheiro Rui Costa Pimenta iniciou a sua atividade política ainda sob o regime militar, em 1976. Ao ingressar na universidade começou a militar no movimento estudantil, participando do Congresso de Refundação da UNE de 1980, em Salvador, e sendo diretor do Centro Acadêmico de Estudos Literários e Linguísticas (CAELL) da Faculdade de Letras da USP.

 

Em 1980 fez parte também do Congresso de Fundação da Organização IV Internacional, que daria origem à tendência Causa Operária do Partido dos Trabalhadores, baseada no nome do jornal da organização. No decorrer da década de 80, Rui participa das grandes lutas sindicais contra o governo Sarney. Em 1985, ano de maior crescimento do movimento grevista, é eleito diretor da Central Única dos Trabalhadores na região da grande São Paulo.

 

No interior da CUT impulsiona com outros militantes operários a construção da maior oposição classista que existiu dentro da organização, chamada CUT Pela Base. Como assessor de imprensa e militante da CUT, participa da formação e organização de dezenas de oposições sindicais nos mais diversos sindicatos em São Paulo e outros estados do país.

 

Em 1989, a tendência Causa Operária opõe-se à política da direção do Partido dos Trabalhadores de lançar como vice de Lula para a eleição presidencial, um latifundiário gaúcho e então senador pelo PMDB. Essa campanha resulta na intervenção da direção petista nos diretórios dirigidos pela tendência Causa Operária e na destituição das suas direções eleitas pela base. Ao final da eleição, a direção do PT iniciou o processo de expulsão da tendência Causa Operária, a qual foi colocada na ilegalidade dentro do partido como tendência política.

 

Em 1992, os militantes da Causa Operária declararam publicamente a sua ruptura com o PT. Em 1995, após um trabalho preparatório de três anos, foi lançado o Partido da Causa Operária, que obteve um registro provisório como partido legal. Em 1996, após uma campanha nacional de filiações, o partido obteve registro defintivo. O companheiro Rui Costa Pimenta esteve à frente deste difícil processo de organização de um partido socialista e revolucionário no Brasil.

 

O presidente do Partido da Causa Operária é formado em jornalismo pela Faculdade de Comunicação Social, Cásper Líbero, em São Paulo e deixou incompleto, em função da militância política, o curso de Letras (latim, grego e português) da USP.

Por dois anos viveu na Inglaterra, onde cursou parte do curso secundário, em uma escola experimental chamada Brockwood Park, ligada à Fundação Krishnamurti.

 

Foi professor de inglês e, versado em várias línguas estrangeiras, atuou como tradutor de inglês, francês, espanhol e italiano. É concursado como tradutor juramentado, e a partir de 1984, passou a atuar como jornalista sindical no posto de assessor de imprensa da Central Única dos Trabalhadores. Rui é atualmente o editor do jornal Causa Operária e de toda a imprensa do Partido.

 

João Jorge da Costa Pimenta

 

Rui nasceu em 25 de junho de 1957, na cidade de São Paulo. Seus avós eram imigrantes italianos e portugueses, que chegaram à cidade de São Paulo no início do século. João Jorge da Costa Pimenta, natural da cidade de Campos dos Goytacazes-RJ, era seu único avô nascido no Brasil.

 

João Jorge teve uma imensa participação na formação do movimento operário brasileiro. Como um dos mais expressivos dirigentes anarco sindicalistas, vai presidir o III Congresso Operário Brasileiro de 1920 e o Comitê que dirige a grande Greve Geral de 1917, que conquista a primeira redução de jornada de trabalho no país. Em 1918, muda-se para São Paulo e funda, juntamente com outros companheiros, o Sindicato dos Gráficos, que será a principal organização operária do Estado na década de 20, do qual João Jorge será presidente e principal dirigente da histórica Greve dos gráficos de 1923, que instituiu o dia 7 de fevereiro como Dia do Gráfico.

 

Em 1919, organizou com Astrogildo Pereira, Edgard Leuenroth, Afonso Schmidt e outros o jornal A Vanguarda. Deste diário sairam os dirigentes anarquistas que fundam o Partido Comunista do Brasil, cujo congresso de fundação João Jorge será um dos nove delegados. Em 1927, será lançado como primeiro candidato comunista da história do país ao Congresso Nacional pelo Bloco Operário, organizado pelo PCB. Em 1929, rompe com o Partido por não concordar com sua política stalinista. Em 1931, participa da fundação de mais uma organização revolucionária, a Liga Comunista do Brasil, seção da Oposição de Esquerda Internacional, dirigida por Leon Trótski, juntamente com Mario Pedrosa, Lívio Xavier, Aristides Lobo, João Matheus, Plínio Gomes de Mello e o poeta surrealista francês Benjamin Péret. Esta organização se transformará depois em seção brasileira da IV Internacional.